sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A sério…

… não tenho paciência para amarradores de burros, para quem não respeita a vontade alheia e para quem toma as dores dos outros. E isto tudo piora se forem adultos.
Fica a deixa minha querida Sofia, do “Às nove no meu blog”, que sigo diariamente e que não existe ninguém como ela para nos fazer pensar com as suas frases sempre tão acertadas e verdadeiras.

"Acima de tudo, já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência."

Di, o atrevido.

O meu rapaz anda mesmo levado da breca. Teimoso, rapazola, malandro, respondão, isto tudo só e apenas com três anos. Para o vestir e sair de casa levo pelo menos uma hora e isto num bom dia. À noite para o levar para o banho e vestir o pijama é o mesmo filme. Nunca vem jantar quando o chamo, não faz nada do que eu lhe mando à primeira. Resumindo deixa-me os nervos em franja e as costas num frangalho. Inspiro e expiro, conto até vinte, deito-me no chão, estalo a coluna para descomprimir e volto à carga com simpatia forçada e fazendo das tipas coração para me controlar e não lhe dar uma palmada naquele rabiosque redondinho e é neste ponto de saturação em que já com a mão em riste para lhe acertar que paro, trinco o lábio, respiro fundo e penso: “Acalma-te, este é o amor da tua vida e só tem três anos, não sabe o que faz!”. Mete-o a pensar e corto-lhe os desenhos animados naquele dia.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Olá minha caia (Tradução: cara) bonita!

Estes foram os bons dias do meu rapaz pequeno quando abriu os olhos e me viu. Com um inicio de manhã destes não existe dia que possa correr mal!
Não te dou, não te troco, não te empresto.

Alentejo Marmóris Hotel & SPA

Estou ansiosa para que cheguem os dias em vamos ficar aqui os três, eu e eles, os meus dois amores.♥ Que chegue o dia 27! J



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Toma lá que é para aprenderes!

Sou paciente. Pois sou. Já fui bem menos. Pois fui! A maternidade trouxe-me essa qualidade, além de muitas outras. Mas até uma santa se cansa. Pois cansa!
Não gosto de ser ríspida, não gosto do confronto, não gosto dos que se escondem atrás da frontalidade para maltratar e rebaixar, não gosto de ser desagradável. Sou educada e trato o próximo como gostaria que me tratasse. Tento demonstrar através dos meus atos o tratamento que gosto e que quero para mim.
Mas caramba, existem pessoas que extrapolam tudo o que é permitido, ultrapassam todos os limites permitidos e eu, que não gosto de ser mal-educada, aliás não consigo ser de outra forma, não me sai naturalmente uma má resposta, tenho de fazer um esforço ínfimo para chamar o outro à atenção, vou aguentando com um sorriso amarelo e com palavras amáveis tento demonstrar o meu incómodo.
Bom adiante, desde que o meu rapaz pequeno nasceu que uma dita senhora, assim como alguns empregados do restaurante que frequento com bastante assiduidade massacravam o miúdo, diria mesmo que o torturavam. Contrariavam-no, tiravam-lhe os brinquedos, escondiam-lhe o gelado, faziam-lhe cócegas. Resumindo, o miúdo não podia estar sossegado a jantar que havia sempre uma alminha que se metia com ele para o arreliar. A ELE E A MIM!, que detesto esses comportamentos. Era um regabofe do caneco. Eu e o meu Di e a minha família éramos os palhaços e eles a audiência. O menino tinha pesadelos, ficava endiabrado e super enervado, tinha dificuldade em adormecer, enfim só contras, que me punham a pensar seriamente em deixar de frequentar tal restaurante.
Depois de mais um jantar em que comi nervos ao invés da posta de pescada com brócolos que tinha do prato, no dia seguinte a dita senhora teve a lata de me preguntar com um risinho malicioso se o “puto teve pesadelos?”.
 Pois bem, eu avisei-a de todas as maneiras delicadas e mais algumas, ela não quis saber, achava-se superior, preferia continuar a despejar a inveja e a maldade que sente em cima do meu filho, então catrapumba, aqui vou eu. E FUI! Com tudo!
Já não me lembro o que lhe disse, mas tenho a certeza que não fui mal-educada, fui digamos frontal (como ela se gaba de ser!), direta e não lhe falei com a gentileza do costume, fui áspera. Ela mudou duas vezes de cor, como se tivesse bebido duas garrafas de vinho, mesmo antes de almoçar, revirou os olhos, sentiu-se envergonhada por eu, alguém inferior à sua pessoa, tê-la metido no lugar que ela merecia. 

Custou-me tanto, mas sortiu efeito. Fala-me mal, só o estritamente necessário, (afinal só gosta de frontalidade quando é ela a frontal!), mas também não me faz falta que me fale bem, quero lá saber, e o melhor de tudo é que serviu de exemplo para todos os outros que também abusavam. Agora já podemos jantar descansados. YESSSS. (puxei o braço atrás.)J

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Di foi ao Shopping.

Na semana passada fui com o meu Di comprar-lhe umas botas. ( Os pés do rapaz crescem-lhe um tamanho de estação para estação, por isso as botas do inverno passado estavam-lhe dois tamanhos abaixo.)  Fomos ao Shopping Vasco da Gama, aqui pertinho. Iniciávamos a subida das escadas rolantes a caminho da Chicco, quando o meu tipo pequeno, carregou com o seu pezinho delicado de dançarino no stop das benditas escadas rolantes.
- Oh meu Deus, o que foste tu fazer, filho? - acusei-nos. 
Todos e cada par de olhos que subiam aquelas escadas olharam para nós com ar acusatório, a faiscar de fúria.  Dois rapazes que seguiam à nossa frente riam-se que nem perdidos, juntamente com o meu miúdo que se achou o maior rufia de cá da zona. 
Avisei aquele palmo de gente que se fizesse outra daquelas ou sequer abrisse a boca para falar que não havia nés (bonecos) para ninguém. Escusado será dizer que não houve mesmo. 

Os contras de um cabelo curto!

  • E agora, que não me gosto nada de ver com o pescoço desnudo?! Pareço uma girafa com um pescoço fino, magrérrimo,  esguio, enooooormeeeee... (Todos estes  adjectivos são poucos para descrever este cepo que tenho entre a cabeça e as clavículas.) Ontem depois de vestir um vestido decotado, sem gola, pensei no quanto dava para ter o meu cabelo intacto de volta. Tive de improvisar com um cachecol que não condizia em nada, antes de chegar a uma Lanidor mais próxima  e comprar um casaco rosinha, que é um mimo, (Diga-se de passagem), com uma bela de uma golinha.
  • Outro ponto desfavorável de se ter o cabelo curto, como o meu, é acordar com ele em pé e teimoso que nem um burro, ao ponto de não se conseguir fazer nada do bicho. Só ele consegue acordar mais rabugento do que eu! Já diz o velho ditado, quem sai aos seus...
Por agora não me lembro de mais nenhum contra, mas tenho a certeza que em breve hei-de encontrar muitos mais. Fica a promessa de cá voltar.

Acordei feliz comó caneco e nem sei bem porquê. São estes os meus melhores momentos de felicidade, os que estou feliz só porque sim.
Acordei a cantar uma musica, um bocadinho pirosa é verdade, mas que no entanto não deixa de dizer umas boas verdades. No meio da minha cantoria diz-me o rapaz pequeno:
- Mamã cala essa boca tontinha que dói a cabexa ao Di.
Posto isto não tive outro remédio...

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Estava agora mesmo a dar uma vista de olhos na sinopse do Livro “Mulheres Afegãs”. Li que uma das mulheres é obrigada a drogar a filha bebé com ópio para poder trabalhar durante todo o dia sem interrupções, por imposição do marido. Depois de pensar em mil e uma saídas caso estivesse no seu lugar, lembrei-me de dar uma vista de olhos num blogue que sigo diariamente e que me dá um prazer imenso lê-lo, cuja autora é a Sónia Morais Santos, que foi esta semana mãe pela quarta vez. Havia uma foto dela com o pequeno Mateus que me emocionou. Tanto amor numa só imagem. Como ela diz e muito bem, existem imagens que valem mais do que mil palavras.

Temos tanta sorte! Eu, a Sónia e todas as mães e mulheres que vivem em países como o nosso, onde falta tanto para atingirmos a perfeição, onde há desemprego a rodes, onde ainda existe descriminação em diversas áreas, onde a executar as mesmas funções ainda ganhamos menos que os homens, onde a violência doméstica matou este ano para lá de trinta mulheres, onde as mulheres, crianças e homens nem sempre se respeitam como deveria de ser, mas onde ainda assim existem leis que nos protegem e onde podemos criar os nossos filhos sem receio que um maluco nos obrigue a droga-lo ou a deitá-lo no lixo. Logo vou buscar o meu rapaz pequeno à creche e sei que nenhuma bala perdida mo impedirá. Gostava tanto que fosse assim com todas as mães deste planeta. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Cortei o cabelo curto, curtíssimo, como só o tinha cortado uma única vez em toda a minha vida e porque a minha mãe me obrigou aconselhada por uma cabeleireira que dizia que um bom corte fortificava o cabelo e desse modo deixaria de ter o cabelo ralo com que nasci e ainda hoje mantenho. Na altura tinha sete anos e ainda hoje quando vejo fotos dessa época envergonho-me.
Contudo agora em adulta sempre quis cortar o cabelo curtinho, mas nunca tinha tido coragem para o fazer. Aqui há dias vi o concurso o Britain & Ireland's Next Top Model, apresentado pela esplendorosa Elle Macpherson, onde uma das correntes foi aconselhada a cortar o cabelo no corte que eu gostava. Como a fulana tinha o rosto no mesmo formato que o meu, decidi ali mesmo que também o faria.

Resultado: Não estou bemmmm igual à outra, que ficou linda de morrer, não adoro, mas também não detesto, em contraste com o meu cara-metade que se assustou quando me viu. “O que te passou pela cabeça amor?” Eu: “A tesoura querido!”

Legionela

Lá em casa o que mais se vê na TV é o Jake o Pirata, O homem Aranha, a Doutora Brinquedos, o Mogli e  outas bonecadas que tais. Passo os fins-de-semana sem acesso às notícias, a não ser quando chego ao escritório e me dedico a ler o que se passa pelo mundo, por isso mesmo só na segunda-feira soube dos estragos que a prima da salmonela anda a fazer e por sinal por aqui bem perto. Sacana, só espero que a tipa não chegue aqui. 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Dizem que é a mesma!

 Juram que é a mesma mulher! Eu cá não vou nessa conversa! Para mim é uma impostora que trancou a  Bridget Jones na cave e que se quer fazer passar por ela. Sua bandida! Liberta mas é a Bridget e vai para casa lavar a loiça!

- Então quando te casas?


É uma das perguntas que mais me fazem, apesar de viver com o meu marido há sete anos, de termos um filho de três anos e de nos amarmos há dez. Por norma respondo que já sou casada há muito tempo. Que os nossos corações se casaram no dia em que começámos a namorar. Não respondo que provavelmente sou muito mais bem casada do que muitos casados de igreja e de registo, por vergonha e por falta de coragem mesmo perante os olhares de escárnio quando olham o meu dedo anelar despido e acham aquela merda do amor uma piroseira. Mas o amor é assim, “Bem piroso e lamechas, como o amor deve ser…verdadeiro!!” já dizia o outro.
Não me interpretem mal, não sou de todo contra o casamento, bem pelo contrário, acho lindo quando duas pessoas cientes dos seus sentimentos dizem o sim. O meu nunca se proporcionou, nunca senti essa necessidade de posse, mas talvez a próxima etapa seja vestir o anelar! Cheira-me que ainda vem longe! Quero o meu Di para padrinho. Não existe melhor testemunha deste nosso amor!

Há quatro anos que o meu marido viaja todas as semanas em trabalho pela europa. Vai à segunda-feira de manhã e regressa à quinta-feira à noite. A vida de consultor é lixada e lixa também a minha. São as saudades que me dão cabo do coração, que apesar de já terem passado quatro anos desde a primeira viagem, ainda não me habituei a não o ter por perto, é o cansaço, meu e dele, e é o criar um filho praticamente sozinha, apesar da ajuda incansável dos meus pais, mas que não é de todo a mesma coisa. E depois, são as muito  bem "intencionadas" insinuações de gente diminuta de discernimento e de bom senso, mas abundante em maldade e inveja.
Só me apetece mandá-los todas às ortigas. 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Vou chatear-me com alguém!


O que fazer quando o nosso filho de 3 anos chega da escola com a maior birra do mundo e lhe perguntamos o que se passou e ele nos responde: “Não poxo dijê."
E pior ainda! Quando passada uma hora voltamos a insistir e ele nos responde “Não paxou nada.”
Oh meu Deus!

terça-feira, 14 de outubro de 2014


O que mais lhe admiro é o tamanho do coração. Enorme onde cabem todos e mais um.
Parabéns amor. I Love you so much.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014


Ontem aconteceu ao meu Di o pior que pode acontecer a um homem. Caí-lhe a tábua da sanita em cima da pilinha quando estava a fazer xixi. Meu rico filho!! Até a mim me doeu! 

Sr. Di no Cinema.


No sábado o meu Di estreou-se no cinema. Fomos ver o Gangue do Parque e o meu rapaz pequeno ficou extasiado. Tudo o impressionou; a sala, o tamanho do écran, o filme, o som. Adorou tanto que quando o filme terminou queria mais “xilme”.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A ver o Mickey Mouse


- Mamã o que é aquilo.
- Ahh, é um arco-iris. É muito bonito tem muitas cores.
- O Di góta, compa ummmmm! Pu favouuuu!

- Mamã o Di qué i ao xinema.
- Queres filho?
- Xim. Compas picócas pa ti e xumo ao Di. O Di não gota de picócas.
- Está combinado.