terça-feira, 29 de setembro de 2009

Vamos concretizar o sonho do Luís Monteiro!


Vamos todos votar no Luís Monteiro para ir na expedição à Antártica. Força Luís (com acento)!! Ele merece, depois de tanto esforço!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Estava a ver que ficava viúva...

Ontem dia de tarefas domésticas, andava eu entretida a limpar o nosso ninho de amor, quando inesperadamente ouço um gemido que me fez engolir em seco e me deixou o coração aos solavancos. Corri para sala e lá estava o meu mais-que-tudo, agarrado à sua mão chamuscada, (habituada única e exclusivamente às teclas do seu portátil IBM), a mais de 20 metros de distância da lâmpada que estava a tentar colocar!
- O que foi amor? – Perguntei assustada enquanto o abraçava.
- Ufaaaaaaaaa, ufaaaaa! – Obtive como única resposta a sua respiração profunda enquanto os seus olhos esbugalhados me fitavam, sem me verem.
- O que foi amor? Estás-te a sentir mal? – Insisti abraçando-o novamente.
- Amor, larga-me, deixa-me respirar. – Sussurrou.
- Ufaaaaaaa. – Novamente a sua respiração profunda e eu já quase a chamar o 112.
Enquanto esperava que ele se recompusesse olhei em redor e fez-se luz. Isto é, só na minha cabeça porque a lâmpada nem vê-la.
-Amor, não me digas que apanhas-te um choque?! – Perguntei incrédula.
- Simmmmm! – Respondeu com a voz esquiva e consternada, agora com a mão que não estava queimada em cima do peito.
- Dói-te o coração?! – Perguntei já entrando no lado da histeria.
- Simmmm. Está a bater muito! – Murmurou
- Queres ir para o hospital?
- Não. Deixa-me só um bocadinho assim.
Colei-me a ele e ficámos ali um bom par de minutos enquanto a cor voltava à sua tez pálida.
- Estas merdas destas construções é no que dá! Um gajo paga uma pipa de massa por uma casa e é enganado. Estes construtores são todos uns vigaristas, uns inconscientes. Escreveram no quadro da electricidade que aquele botão serve a sala mas é tudo treta. Vai um gajo fazer uma instalação e pimba. Quase morre. Filhos da p...! Ca… de merda! – Vociferou depois de se sentir melhor, ainda com os olhos esbugalhados.
- Amanhã vou comprar um pisca-pólos! Um gajo também não tem nenhuma ferramenta de jeito em casa, ou o caraças!
- Ahhhh! Ahhhhh! Ahhhh! – Não consegui conter o riso que funcionou como escape para o meu nervosismo.
- Não me apetecia nada ficar viúva nesta altura do campeonato! – Pensei, ainda histérica! - Tudo bem que ficava sem encargos nenhuns, com a casa paga e se calhar ainda tinha direito a uma indemnização por parte do construtor, por me matar o homem. Tornar-me-ia numa viúva milionária, mas e os nossos sonhos e desejos ainda por concretizar!, e quem é que aturava a minha rabugice matinal?! Nã, nã, não quero esse negócio para mim. Quero o meu mais-que-tudo bem vivinho para o bem e para o mal até que a morte nos separe daqui a uns 100 anos, no mínimo!
- Amor aspiras-te as cadeiras?! – Perguntei, já depois de almoçarmos e de toda aquela tragédia ter terminado, enquanto eu levantava a mesa e ele espaldeirava-se no sofá para ver a sessão da tarde.
- Não dói-me os dedinhos queimados! – Respondeu em tom fingido e mimado.
- Amor aspiras-te debaixo do sofá?
- Não dói-me os dedinhos queimados! – Respondeu no mesmo tom.
Estou feita com este, agora enquanto tiver com a bolha no dedo não vai fazer nada cá em casa! Vamos ter chatice! – Pensei, controlando-me para não perder a paciência.
- Amor trás um copinho de água ao teu quido que está muito mal da mãozinha e não pode mexer em nada! – Chantageou.
Pensando bem talvez valha a pena ficar víuva!!

Ps. Já agora o que é essa coisa de pisca-pólos!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O antídoto contra o envelhecimento!



Dizem que esta piquena anda a fazer milagres nos body’s das American Girls.
Ela é a personnal trainer da Madonna e da Gwyneth Paltrow e diz ter um novo método que molda os corpinhos das Ladies, mesmo os daquelas em que a força da gravidade fez mais estragos, qual Pintanguy, mas sem cirurgia! Só com uns saltos, umas flexões e pouco mais e zás!, conseguem um corpinho de sonho, qual Heidi Klum.
Ando eu a estafar-me na natação! Eu também quero uma Tracy Anderson só para MIIIIMMMMMMM!!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009


Eu quero uma caixinha igualzinha a esta!! Sim, sim a bebé quer. A bebé quer muiiiitoooo… Quem dá uma caixinha destas à bebézusca? Quem dá? Quem dá? Ai, ai, que a bebé vai comprar!!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Cozinha e cozinhados


Anteontem foi dia de pôr o avental e deitar mãos à obra, que é como quem diz, dar cabo de uma abóbora de 7 kilos que se instalara no chão da minha cozinha fazia uma semana.
Após duas horas de intenso trabalho de cortar, descascar e espevitar (se é que esta palavra se aplica a este caso) a dita, lá meti uns bons 3 Kilos das suas entranhas alaranjadas dentro da panela juntamente com outros 3 kilos de açúcar e um pau de canela, conforme menciona a receita no Blog da Flosinha.
Como não sei o que é o ponto de estrada, deixei aquela miscelânea dentro da panela durante umas boas 2 horas, pelos visto tempo suficiente, não só para ultrapassara o ponto de estrada como o suficiente para percorrer o auto-estrada Lisboa / Porto.
Resultado, não fui eu quem deu cabo daquela selvagem e indomável abóbora, mas sim a dita quem deu cabo da panela que quase estorricou; dos azulejos e do chão que ficaram cheios de salpicos pegajosos deixando a minha magnifica cozinha qual torrão de Alicante com sabor a abóbora.
Posto isto, e como não gosto ficar mal vista perante o meu mais-que-tudo, que se farta de gabar os meus cozinhados, agarrei no palha d’aço e esfreguei freneticamente a coitada da panela, fiz uma nova miscelânea, mas desta vez de apenas 1 kilo.
O ponto de estrada?? Esse nem vê-lo. Aliás acho que desta vez nem sequer saiu da garagem!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Red Bull Air Race


Estão a ver esta carinha laroca?! Quem não se lembra deste lindo menino a voar pelos ares da Califórnia montado num caça enquanto fazia aquelas acrobacias malucas enfrentando os perigos e desafios da máquina e da natureza.
Este fim-de-semana esta imagem não me saiu da cabeça. Estive pela segunda vez na minha vida na Invicta para assistir ao magnífico Red Bull Air Race e quase me senti a Kelly McGillis, o par romântico do Tom Cruise, abraçada ao meu Ase Indomável, enquanto contemplávamos todo aquele espectáculo proporcionado por hábeis e corajosos pilotos dentro dos seus M16 e afins. Foi pura e simplesmente arrepiante!!

Patrick Swayze



Esta foi provavelmente a cena de um filme que mais vi em toda a minha vida! Talvez umas 1000!
Imaginei-me vezes sem conta no lugar da “Baby”, a rodopiar pelo salão rodeada pelos braços fortes cheios de músculos bem definidos do Patrick Swayze, ao som do inesquecível “Time of my life”. Foram muitas as vezes que juntamente com as minhas amigua (na altura com 8 ou 9 anos) treinámos os passos enquanto víamos o filme pela milionésima vez, sem que nada nem ninguém conseguisse desviar a nossa atenção da sua pose alinhada, máscula e majestosa, like the wind.

He's like the wind through my dreams
He rides the night next to me
He leads me through moonlight
Only to burn me with the sun
He's taken my heart,
(But) he doesn't know what he's done


Feel his breath in my face
His body close to me
Can't look in his eyes
He's out of my league
Just a fool to believe
I have anything he needs
He's like the wind

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Depois de 4 horas de viagem de comboio com paragem em todas as estações, (onde actualizei a minha leitura), finalmente regressei aos braços do meu amado após 4 dolorosos dias de privação amorosa.

Devia ser proibido gostar-se tanto! O coração devia vir equipado com um “conta-amor”. Assim que excedêssemos a quantidade máxima imposta por lei, zás, pagávamos uma multa!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

De volta à base parental!

Sim, é verdade que estou de volta ao lar parental!

Após oito meses de casório dormi pela primeira vez no meu harmonioso quarto de solteira, situado mesmo ao lado do quarto dos meus queridos papys onde, desta forma, sempre me senti protegida dos papões e dos ladrões!
Já me tinha esquecido do quão fantástico é dormir numa cama sozinha onde me posso esticar e rolar ora para a direita ora para a esquerda, enrolada nos sedosos lençóis com motivos florais, sem ninguém a resmungar-me ao ouvido a dizer que estou a defraudar o espaço alheio. E melhor ainda, sem ter que ouvir o seu ronco ensurdecedor!

Não! Não se assustem, não me divorciei! Continuo juntinha com o meu mais-que-tudo. (apesar do seu ronco, dar direito a divorcio!) O nosso casamento está muito bem obrigada e recomenda-se. Estou apenas a passar estes dias no sempre saudoso e afectuoso lar parental, pois o meu querido teve uma semana de férias a mais do que eu, e rumou à sua rica terrinha, (mais precisamente, Medelim de Portugal, a tal que já vos tinha falado e onde o Pablo Escobar nunca pôs os pés), para uns dias de descanso naquele entediante marasmo.

E perguntam vocês, porquê voltar para casa dos papys e não ficar na minha própria casinha descansadinha sem o buliço provocado a toda a hora e a todo o minuto pelos seus moradores, incluindo a Niki?
- Bom, (respondo eu) porque para além das saudades desta confusão saudável que eu adoro, também tenho, como é que hei-de dizer!?, assim uma, deixa cá ver!, talvez a palavra correcta seja mesmo, cagunfazita!
- De quê? (perguntam vocês, mas só aqueles que não me conhecem bem!)
Resposta: de dormir sozinha naquela casa enorme!

Aposto que ficaria acordada a noite inteira a ouvir todo e qualquer ruído, incluindo os actos sexuais dos meus vizinhos, (que fazem um barulho do caraças!) e o choro do bebé do lado que de três em três horas lembra-se de armar o berreiro! Para não falar da minha obsessão com ladrões e Serial Killers!
Resumindo, seriam cinco noites em claro à espera que amanhecesse o mais rapidamente possível, para me pôr a andar para o trabalho.

PS: Estou cheia de saudades do meu quido!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Férias

De regresso à confusão depois de umas merecidas, desejadas e ansiadas férias.

Devo dizer que estas duas últimas semanas souberam-me a “gingas”. Foram um mix romântico-familiar.

Na primeira semana, bem romântica, por sinal, estive em Peniche acompanhada única e exclusivamente pelo meu mais-que-tudo, onde concretizámos o nosso objectivo principal. Dormir e relaxar! Aliás, acho até que hibernámos, na verdadeira ascensão da palavra! Pudera com aquela geada, nevoeiro, cacimba, ou lá como lhe queiram chamar, que não deixava o sol espreitar e que me congelava os neurónios, com os seus míseros 20º (enquanto o resto do país ardia nuns potentes 40.º), não havia muita vontade de ir a banhos! Estava fresquinho, fresquinho!

Já bem descansaditos e com as baterias semi-recarregadas, rumámos a Sesimbra para uma semaninha de praia em condições. Aqui, acompanhados dos nossos, barulhentos e buliçosos familiares desfrutámos de uns animados banhos na Figueirinha situada na sempre deslumbrante Serra da Arrábida.

Mas o melhor mesmo, foi aquela louca tarde de piscina! E mais não digo! Upsss! Acho que já falei demais!

Agora tenho mesmo de ir trabalhar. Tenho um monte de facturas, orçamentos e afins, a olhar para mim, em jeito de pressão!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Inveja

Entendo a inveja como o trunfo no jogo da sueca. Podemos ter o melhor jogo em mãos repleto de Ases, Reis e Manilhas, mas de repente numa jogada supostamente a nosso favor o adversário deita a última carta e zás! Um pequeno e insignificante dois de Copas, invejoso como ele só, arrasa com o nosso sumptuoso e brioso Ás de Espadas que guardámos com tanto zelo com o intuito de fazer a jogada da noite e arrecadar mais uns quantos pontos numa só vaza.

Era assim que eu me sentia! Arrasada para o resto do dia, quando percebia que eu e os meus, éramos alvo da mais ínfima inveja alheia.

A inveja é a soberana dos sentimentos nocivos e medíocres. É a doença dos coitados e dos infelizes. Dos intriguistas e dos alcoviteiros. Dos descrentes e dos desgraçados. E infelizmente a grande maioria dos Homens, os ditos seres inteligentes, sofrem exageradamente desta patologia! Nunca vi um gato, um cão ou um periquito invejar fosse quem fosse ou o que fosse! Será que somos assim tão inteligentes?! Ou somos apenas estupidamente arrogantes?!

Sei de famílias e amizades desfragmentadas devido a esta maleita pegajosa e epidémica, que contagia e corrompe até o mais inocente dos seres. Existe inveja para todos os gostos e feitios. Inveja do êxito profissional do irmão, inveja da ascensão social do primo, inveja da posição social e económica do tio, inveja por a coisa do vizinho (não interessa o quê) ser maior ou melhor do que a minha, inveja…, inveja…, inveja…, etc.

Contudo, quem nunca sentiu uma pontinha de inveja? Eu já senti! Sempre desejei ter umas pernas iguais às da Heidi Klum, a altura da Malu Mader e ser uma Pop Star como a Madonna.
Existe um tipo de inveja salutar e benigna à qual eu prefiro referir-me de desejo. Desejar o que é belo e atraente, desejar ter ou ser algo melhor não é preocupante e muito menos nocivo. Nocivo é desejar o que é alheio ao mesmo tempo que se desdenha, é criticar o que é belo e atraente e desejá-lo ter ou ser, é censurar a felicidade alheia e desejar senti-la, é criticar invés de elogiar.

Pessoalmente, já ultrapassei aquela fase em que os maliciosos dois de Copas me deixavam mazelas e abriam feridas profundas e difíceis de sarar. Estou vacinada contra essa pandemia. Já passei à fase em que minha indiferença os expulsa naturalmente, e talvez por isso tenha tão poucos amigos e tantos conhecidos. Tornei-me apologista da velha máxima “mais vale poucos mas bons!”.

E a vocês, Srs. Poucos e Sras. Poucas, MAS BONS E BOAS, o meu bem-haja e a minha amizade sincera e genuína! (Vocês sabem quem são!)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009


Oh Meu Deus! POR FAVORRRR, tirem-me deste filme!! – Este foi o meu pensamento constante durante o dia de ontem. Quase espetei um punhal no meu próprio coração! Tive de arrancar a faca de serrilha da mão do meu mais que tudo com receio que ele cometesse o suicídio ou qui ça o homicídio! O meu pai fechou a porta de acesso ao barbecue com receio de não se conseguir conter e assar a língua e as cordas vocais de alguma das convidadas!
Tudo isto porque a minha mãe resolveu convidar uma parte da sua família composta maioritariamente pelo género feminino que poluíram o nosso refúgio, para onde semanalmente rumamos à procura de paz e descanso, com gritos, selvajarias, empurrões, incompreensão, intolerância e descortesia, sempre acompanhados de uns indecorosos e pindéricos “bueda fixes” e uns “muita baril”, até deixarem as nossas cabeças doridas e a latejar de dor.
- Bolas, o que vale é que só as convidamos uma vez por ano! – Desabafou a minha mãe enquanto acendíamos um incenso para afastarmos os maus espíritos deixados!
Lembram-se de vos contar a história do baptizado da filha do meu afilhado?! Pois é, meus caros amigos, estas ladies conseguiram arrecadar o prémio da descortesia, incivilidade e pimbalhice! E com distinção!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Aiii que NERVOS!!! Isto é demais para uma manhã de segunda-feira! O QUE É QUE aquele minúsculo frasco azul de DESODORIZANTE está a fazer no armário da cozinha, juntamente com os ovos, arroz, massas e outros itens alimentares???
Amanhã vou-lhe servir o pequeno-almoço na cama, numa cena romântica! Adivinhei o menu!
Torradas barradas com Nivea Roll-on for men, acompanhadas de uma chavenazinha de Vasenol Gel Cuidado intensivo com uma pitadinha de pó de talco!
Acordo-o com um doce sussuro do género, “Good morning my Dear Love”, dentro do meu, mais sexy, baby doll e espero que apanhe uma valente intoxicação alimentar para apreender a arrumar as compras no sitio certo!!
Só falta meter o shampoo no frigorífico ou a Gillette na gaveta dos talheres! Sim, sim, porque nunca se sabe se não será necessário depilar algum bocado de chispe antes de o meter na panela! Mais vale prevenir do que remediar!!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Futebol

Hoje enquanto divagava pela minha Blog Roll descobri que a Pipoca é adepta do Benfica. Daquelas que tem o kit de sócia e tudo, (o que quer que isso seja!), que vai ao estádio, que aplaude quando o esférico entra na baliza, e suspeito que, também, chama nomes ao Sr. Arbitro quando este assinala fora de jogo contra o Benfica.

Eu cá sou daquelas que não percebe nada de futebol. E nem deseja perceber! No liceu, aquando as aulas de educação física, nunca era escolhida pelos capitães de equipa, os quais, na grande maioria das vezes eram as minhas amigas. A equipa que ficava comigo, por imposição do professor, recebia-me com bastante relutância e descontentamento.
- “Oh professor a Pipa não pode ficar no banco como sobresselente?!” – Retaliava a minha amiga Marlene sempre que, à sua revelia, eu calhava na sua equipa.
- “Vê lá se ao menos reconheces os membros da tua equipa e não passas a bola aos adversários!” – Alvitrava a minha amiga Sónia, irritada como se eu tivesse a culpa de a bola ter ido parar aos pés de um colega da equipa adversária!
Sentia-me rejeitada, magoada e até mesmo repudiada. Estes actos pouco louváveis das minhas inimigas em campo, (mas boas amigas para a vida), quase faziam de mim uma adolescente infeliz, problemática e traumatizada. (Por um triz, não me tornei numa meliante, minhas meninas! Ah pois é!) Reconheço que nunca tive o talento do Pantera Negra e é obvio que nunca ousei sonhar em algum dia ser galardoada com a Bota de Ouro e muito menos ter uma recepção calorosa dos meus fãs a desgrenharem-se e a lutarem por um autógrafo, qual Cristiano Ronaldo no Real Madrid. Mas ao menos, deviam ter reconhecido o meu esforço como dissuasora de possíveis golos, sempre que chutava e acertava na canela de um adversário em vez de chutar na bola e o meu talento como comediante, quando acertava em rigorosamente nada, para além do ar, pondo os adversários e os colegas de equipa a gargalhar provocando a alegria e o bem-estar geral.
Bem, mas a verdade é que eu sempre achei o futebol uma grande seca! Excluindo, pois está claro!, o Europeu de 2004 quando o Scolari conseguiu contagiar os Portugueses com a esperança de sermos campeões Europeus. Eu não fui excepção, e confesso que nessa altura me tornei numa adepta fervorosa, histérica, com nervos e suores frios, cada vez que era altura da marcação de penaltys.

Contudo, esta minha natural indiferença pelo futebol transformou-se em algo maior. Apesar de não ser apreciadora do dito desporto nacional, detinha alguma simpatia pelo Sporting (o clube do coração do meu padrinho que me incutiu no espírito algum do seu amor à camisola). Mas, quis o destino que eu me torna-se na mais-que-tudo de um mais-que-tudo Sportinguista fervoroso, com antecedentes familiares facciosos e obsessivos e transformar esta minha pequeníssima simpatia em aversão a tudo o que é verde, tendo comportamentos anormais de repulsa, chegando a fazer figas para o Sporting perder e levar uma “cabazada” de pelo menos 6 a 0 seja qual for o adversário. Para eles o Sporting nunca merecia perder um jogo. Vitima das falcatruas dos adversários que fazem panelinhas com os árbitros, são sempre roubados e vigarizados! Todos os bons jogadores são “feitos” na academia do Sporting e depois vão-se embora. “Os mal-agradecidos! Os malandéresss!”. O Benfica devia passar para a 2.ª divisão e os benfiquistas que também são uns malandéressss, deviam de ter uma diarreia geral.
O meu padrinho e o meu mais-que-tudo que me perdoem mas realmente não há pachorra, para tão mau perder! E confesso, que ainda não percebi muito bem se amam assim tanto o Sporting ou se odeiam ainda mais o Benfica!

Bom, mas esta minha experiência com o futebol não se fica por uns toques mal dados e umas caneladas bem aviadas. E como acredito que tudo o que é repudiado e evitado nos acontece a dobrar, quis o destino uma vez mais que o futebol entrasse pela minha vida adentro. Quando aceitei aquele emprego de secretária, o tal onde os dias pareciam anos e os anos pareciam séculos, descobri que o presidente da empresa era também presidente de um clube de futebol da 1.ª divisão muito bem conotado com provas dadas e uma muito provável ascensão ao terceiro ou qui ça ao segundo lugar no campeonato.
Naquele marasmo vivido dia após dia, sem tarefas interessantes para executar, o futebol, os futebolistas, os treinadores e todas as controvérsias passaram a ser uma das minhas fontes de distracção. E bem divertida, por sinal!
Conheci uma mão cheia de craques, um pouco obtusos e limitados é verdade, mas alguns deles bem giros e todos com umas pernocas muito jeitosas! Que é o que interessa! Ora não fosse essa a principal razão das mulheres irem ao futebol!
Quase apertei a mão ao nosso menino-prodígio, não fosse ele a ter ocupada a pentear-se e a ajeitar a roupa amarrotada depois de levar um valente abraço do meu presidente.
Soube das transferências e das suas avultadas quantias em antemão e conheci o presidente do adversário mais odiado e apetecível dos Sportinguistas, que também não me apertou a mão, creio que por ser um homem muito ocupado! Ah e também não disse “boa tarde”. Acho que também por ser um homem muito ocupado! (E também um bocadito mal-educado! Não sei! Acho eu!!)
Enfim, foi uma experiência engraçada e como acredito que nada acontece por acaso, encontrei um substituto ao fastidioso Sporting.
E como dizia o meu ex-chefe: “A vida já nos dá muitos dissabores e problemas para nos chatearmos com algo que supostamente serve para nos divertir! Por isso quando o nosso clube está a perder trocamo-lo pelo que está a ganhar!”
Por isso: Viva o Braga! Viva! Viva!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Parabéns a mim e ao meu mais-que-tudo!


Parabéns a nós, pelos nossos 5 anos de namoro!
Tenho-me revelado uma pessoa muitoooo pacienteeee!! LOLLLL!!

Parabéns a mim!

Parabéns a mim mesma nesta data querida, muitas felicidades muitos anos de vida!!
Viva! Viva! Viva!
E ontem lá foi mais um a somar aos 30 acompanhada dos meus mais queridos e dos menos queridos, também!! Dizem as más línguas, especialmente as línguas invejosas, que agora é sempre a somar, que os vinte não mais voltarão e que a gravidade não mais nos largará!
Ora, tanto quanto sei nem os vinte, nem nenhuns! Mas, confesso que os trinta têm outro sabor! Qual receita exótica! Uma colher de sopa bem cheia de inteligência, (ao invés da pequenissima colher de chá), perspicácia quanto baste, tudo temperado com muita sedução e uma pitada de beleza a gosto!
Obviamente não me considero nenhuma Giselle Bundechen e muito menos uma Heidi Klum e muito, muito menos a Demi Moore, mas também não estou nada mal para uma comum mortal sem recauchutagem!