sexta-feira, 29 de outubro de 2010

No inicio da minha gravidez enjoei uma variada quantidade de alimentos especialmente peixe grelhado. Até aqui, tudo normal, nada a salientar. Contudo nunca pensei enjoar o meu amor à escrita e à leitura. Será que este meu filho arrepanhou-me a imaginação ou estará a resguardar-me para uma grande tirada?

Ontem à noite passei pela livraria e este livrinho acicatou-me de novo o entusiasmo pela leitura. Vamos lá a ver se é desta!

Ah pois é!

Tantos doces só podiam dar nisto. 5 Kilos num mês! Pimba, toma lá que é para aprenderes! Ups, parece que se acabaram os Toblerones, os croissants com chocolate, os marmelos assados, e semelhantes iguarias.
EU!, euzinha, que nunca fui grande apreciadora de doces deu-me agora para isto. Até sonho com a maldita cana-de-açúcar. E passar perto de uma pastelaria?! Esqueçam, nem pensar. É demais para esta recém “sacaro-dependente” Estou para os doces como um alcoólico para o vinho.
A minha pergunta é: Onde vou parar se engordar 5 kilos por mês durante os restantes três meses de gravidez que ainda estão por vir? Humm
Só tenho uma solução para o meu problema; rezar ao universo para me tirar este ávido desejo de sacarose.
Dai-me força Senhor! Dai-me força!


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ontem foi dia de eco-morfológica...

... e devo dizer que o meu nequinhas é uma perfeição. Tem pernocas de atleta de alta competição. Deve ser das nossas aulas de natação! Ai que coisa mai linda e perfeitinha da mãe! Cutchi, cutchi, cutchi...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Oh pá, porquê que só me apetece destas coisas?!!




Existem amizades inquestionáveis!




Tudo seria perfeito se...

Depois da intempérie vem a bonança. Nada melhor se coaduna com a minha gravidez do que esta velha máxima.
O enjoos, as náuseas e todo o tipo de indisposições varreram-se. A não ser nos dias em que como que nem uma alarve e depois toca de beber água das pedras que o amoroso do papá se predispõe sem demoras a ir comprar ao café mais próximo.
É bem certo que os desejos insaciáveis por vários tipos de guloseimas e outras comezainas, patuscadas, e afins não me largam. A insaciabilidade não me deixa descansar, sinto-me permanentemente vazia, toda a hora à espera que um bom prato de lasanha, ou até mesmo uma asquerosa mão de vaca, me sacie desta sofreguidão.
Por enquanto, esta voracidade ainda não se tornou num problema de maior. Apesar dos nove pastéis de bacalhau devorados num tempo recorde de cinco minutos, dos cozidos à portuguesa, das mousses de chocolate e dos bacalhaus com natas, ainda só engordei dois quilos e já vou em cinco meses de gravidez. Ou seja, está tudo a correr sobre rodas. O nosso nequinhas é um bebé perfeitinho e está a desenvolver-se muito bem e eu estou óptima, apesar de nenhum dos meus jeans passar do traseiro para cima. (acho que os dois quilos alaparam-se todos no rabo!).
Posso dizer que estaria a viver uma gravidez santa, e tudo estaria perfeito, não fossem as dolorosas saudades que temos do papá. Ninguém imagina a falta que ele nos faz. Os infinitos telefonemas e as conversas online nunca são suficientes. Os fins-de-semana parecem sempre curtos e nunca chegam para matar as saudades da sua sempre boa disposição, do seu imenso amor, carinho, amabilidade e preocupação. Na última das três noites em que nós os três partilhamos o nosso cantinho, sofro por antecipação de uma semana que se adivinha vazia e triste, repleta de saudades só confortada pelas boas lembranças.
Parece que durante os cinco dias e quatro noites da sua ausência a minha vivência torna-se incompleta, mutilada por uma viagem que, apesar de, ter regresso com data e hora marcada, é penosa. Fica-me a faltar o meu braço direito, o meu ombro amigo, o meu conforto, o lado direito do meu coração.
É o trio que não está junto!



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

E o que apetecia umas quantas destas! hummm

Ao que parece estamos todos lixados. Só aqueles c@#$& é que não apertam o cinto! Porquê que ao invés de terem reformas a duplicar ou a triplicar, não se ficam por apenas uma como todos os outros que não têm poleiro? De certeza que poupariam uns valentes dinheirinhos que poderiam ser empregues na assistência social, na saúde e na educação de TODOS os portugueses.
É pá, mas não me levem muito a peito. Isto é só a opinião de alguém que não percebe nada de política! É só assim, aiiii como hei-de dizer, talvez uma ideia, pronto!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A noticia


Estou grávida! Estou grávida??!! Estou GRÁVIDA!! Meu Deus será que estou mesmo GRÁ-VI-DA?! – Pensei, não querendo acreditar na partida que o destino me pregara.
- “Amor estás grávida! Eh, Eh, Eh!! Amor acredita! Tu estás grávida!”-
Deitada na cama, já que por momentos fiquei incapaz de me suster de pé, pensava:
É pá estou mesmo GRÁVIDA! NAAHHHH!! Que disparate! – abanei a cabeça para sacudir tal ideia que me toldava o pensamento.
A mim estes testezinhos de meia tigela não me enganam! Isto não é fiável! Eles fazem isto para enganar o pessoal. Quantas e quantas mulheres já não foram enganadas por estes testes, hum?! Pensavam que estavam grávidas e depois foram ao obstetra e zás. Grande desilusão! Não estavam grávidas coisíssima nenhuma, essa é que é essa!
Mas espera lá. – esbugalhei os olhos no tecto branco - A farmacêutica disse que era 99,0% fiável. E na embalagem diz precisamente a mesma coisa! Meu Deus será que estou mesmo GRÁVIDA!
- “Eh, Eh, Eh, amor, vamos ser papás! Estás grávida, amor! Vai nascer o nosso necas! Amor acredita, TU ES-TÁS GRÁ-VI-DAAAAA!”
NAAHHHHHH!! Não me cheira, até porque o período está quase para me vir. Já há uma semana que ando a sentir as dores do costume. Isto está quase aí à porta. Mais um dia ou dois e o Benfica entra em campo!
-"Amor estás maluca ou quê?! Tu ESTÁS GRÁVIDA!"
MEU DEUS ESTOU MESMO GRÁVIDA! – Caí finalmente em mim.
Mas nós não tínhamos planeado nada disto! O Bebé só deveria nascer para o final do ano que vem! Não estava nos nossos planos eu engravidar agora! Não este ano! O que vamos fazer agora? O Francisco começa hoje no emprego novo. E se as coisas não correm bem? O que fazemos?! Oh meu Deus! Que medo! Até já estou enjoada!
Mau!, não é que me sinto mesmo enjoada! Espera lá, isto é sintoma de …. Nahhhhh! – abanei a cabeça regredindo novamente para o patamar de negação - Tenho a certeza que não estou grávida. Foi o impacto desta notícia que me deixou nauseada. Bom, mas pensando bem, ultimamente tenho-me sentido um bocado indisposta e enfartada. Eu bem o avisei que devíamos ter tomado precauções suplementares. Já algum tempo que deixei o comprimido milagroso e como tão bem diz o velho ditado “quem anda à chuva molha-se” e numa dessas enxurradas que costumam abater cá pelo nosso quarto, (existem graves problemas de infiltração lá em casa!) esquecemo-nos do chapéu-de-chuva na gaveta da mesinha de cabeceira. Mas também era preciso ter muita sorte para, logo ao primeiro deslize sair brinde! Seria pontaria a mais!
De volta à realidade:
Bem, seja aquilo que Deus quiser. Se estou grávida agora era porque tinha de ser agora e não antes nem depois.
Esta foi a minha reacção ao resultado positivo do teste de gravidez que tinha comprado de véspera e que assegurava um resultado 99.0% de fiabilidade.
A notícia apanhou-me completamente desprevenida. Usurpando todos os nossos planos a curto prazo deixou-me em estado de choque, quase perto de um colapso nervoso. Contudo, devo dizer que este petit filhote da sua mamã, com o qual Deus me brindou, e que ainda se encontra dentro de mim, neste lugar só nosso, onde nada nem ninguém pode intervir, é já o que de mais importante, amoroso e maravilhoso me aconteceu na vida. Amo-o mais do que tudo. Ainda sinto um friozinho na barriga quando penso que em Fevereiro o terei nos meus braços e serei responsável pela sua vida. Contudo adoro a ideia de o poder cheirar, abraçar e mimar só como as mamãs sabem fazer. No dia em que nascer será com toda a certeza o mais feliz da minha vida. Vou quere-lo sempre pertinho de mim, mimá-lo e educá-lo. Desejo-lhe o melhor que a vida tem para lhe oferecer. Agradeço a Deus por esta dádiva.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Palavras para quê!!

O que mais poderei dizer, para além de que este grãozinho minúsculo de gente já se tornou no centro da minha vida!
Já te amo tanto meu Necas pequenino!



quarta-feira, 8 de setembro de 2010

É assim ...

Como é possível viver em simultâneo a pior e a melhor fase das nossas vidas?
É simples! É sentir uma alegria imensa manchada por um sentimento de medo e de angústia que nos impede de celebrar e partilhar essa felicidade. É ter uma montanha de motivos para festejar e tropeçar na infelicidade de uma má notícia. Ou pior ainda, é alguém cortar “o nosso barato” só porque sim, só porque lhe apetece, só porque é um filho/a da p…a de um egocêntrico/a arrogante e cínico/a.
É assim que me sinto. A viver a maior das felicidades que alguma vez senti, (incomparável com qualquer outra já vivida), mas sempre acompanhada daquela nuvem negra que teima em pairar sobre a minha cabeça.
Pelos menos será assim até terça ou quarta-feira.
Que Deus nos ajude. Ele vai ajudar-nos.

Ou um destes!!

Já estou a salivar!

E a seguir um destes!!

Hoje vai marchar um destes!! Ai vai, vai!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Acredito na medicina em Portugal. Até então tenho tido maioritariamente boas experiências. Graças à competência de alguns profissionais o meu pai viu-se livre de um cancro no pulmão, a minha mãe tem a coluna de uma miúda de 20 anos e toda a nossa família já se viu livre de uma miopia desgraçada que não nos deixava enxergar um palmo à frente dos olhos, qual nevoeiro cerrado.

Contudo choca-me o tratamento frio e rude de alguns médicos que no alto da sua lastimosa e ignorante prepotência nos tratam como se de um motor com a bobinagem queimada nos tratássemos e cujo diagnóstico é a rebobinagem do mesmo. Eu que me deixo facilmente dominar pelos sentimentos, faz-me espécie gente cujo coeficiente emocional fica muito aquém das expectativas dando lugar apenas à razão a tiracolo da petulância e da rudeza. A esta gente falta-lhes a sensibilidade, a afabilidade, a cortesia entre tantas outras qualidades. E não é por uma questão de impaciência ou de cansaço. E mais do que uma questão de carácter ou de falta profissionalismo é uma questão de formação e de falta de amor ao próximo.

O coeficiente emocional é sem dúvida um ponto a melhorar para muitos dos profissionais de saúde do nosso país que são sem dúvida excelentes técnicos com um faro apuradíssimo para maleitas insuspeitas e difíceis de detectar, mas tenho para mim que na sua formação falta-lhes a cadeira da compaixão e do amor.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

À Procura do Sonho

É pá quando é que fecham a boca à Fátima Lopes? A sério já não posso mais! A voz daquela mulher enerva-me. Com tanta gente entendida no assunto, tinham logo que escolher aquela gaita-de-beiços desafinada! Que fiasco de programa! Pode-se juntar ao Projecto Moda. Os dois não fazem um!

Ai que nervos...

Não suporto gente bisbilhoteira e abelhuda sempre pronta a palpitar, com jeitos altaneiros, sobre a vida alheia que em nada lhes diz respeito. Ainda para mais se é sobre a minha vida!
A lady balofa vai-mas pagar. Ai vai, vai! Gorda parvalhona!!!
E para que não me julguem antecipadamente, como um parvalhão complexado que infelizmente ou felizmente apareceu na minha vida, NÃO, não tenho NADA, NADINHA, RIEN, NOTHING, NIENTE, PEVA contra as gordas. Só contra as gordas estúpidas e abelhudas. (Que por acaso também é o caso dele! LOL)

De volta!

Depois de umas justas e merecidas férias nos braços do meu amado no meio do paraíso voltei à labuta. Sem a mínima vontade!, verdade seja dita.
Voltei ainda mais apaixonada, (se é que isso é possível) não só pelo meu mais-que-tudo (umas férias a dois produzem milagres!), como pela minha eterna adorada Serra da Arrábida.
Já estou com saudades!