segunda-feira, 27 de junho de 2011

16 FEVEREIRO 2011 3:55 AM


Vinte seis horas após dolorosas contracções e fortes emoções, senti o seu cheiro inebriante enquanto lhe acariciava a cabecinha. Examinei cada pedacinho do seu corpo pequenino e quente, enroscado no meu, enquanto me sugava o peito com voracidade e sussurrei-lhe: “Amo-te muito”.
Neste nosso primeiro encontro, cara a cara, jurei-lhe amor eterno. Rezei até ser dia e agradeci a Deus, uma, duas, três, quatro, cem, mil, um milhão de vezes, por esta dádiva inestimável. Foi tão mágico aquele nosso primeiro encontro, em que, finalmente, o senti nos meus braços e pude perscrutar o seu rostinho pequenino, redondinho um tudo-nada parecido com o meu.
Sei que soa a cliché, mas é a verdade e não me importo de repeti-lo até à exaustão. Sim, este foi o dia mais importante da minha vida e jamais esquecerei cada segundo vivido. O seu nascimento assinala a minha vida com um antes e um depois. O que anteriormente era relevante hoje já não tem tanta importância assim. A vida passou de um calórico e unhealthy refrigerante para uma refrescante e saudável limonada, o sol passou a brilhar todos os dias no parapeito da minha janela onde outrora, de quando em vez, prevalecia a tempestade e a monotonia. As prioridades redefiniram-se e a minha própria vida, que deixou de ser só minha, para passar a dividi-la com este pequeno GRANDE Ser, que tanto amo, tem um outro sentido, uma importante e saborosa razão de ser.
Amo-te tanto!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Os toscos lutadores de Wrestling desta vida.

Aquando a adolescência namorei com o mauzão do colégio. O tipo que todas as miúdas desejavam e que todos os miúdos temiam. Não era respeitado, pelas suas aptidões intelectuais ou pela sua inteligência, que diga-se de passagem era deveras escassa, tendo em conta a pauta em cada final de trimestre. Não era bom na resolução de equações, nem tão-pouco na execução de composições. No que ele era mesmo bom, mas mesmo bom, assim tipo expert, era na porrada. Aí sim o tipo esmerava-se. Arranhava a cara ao adversário, pespegava-lhe pontapés e caneladas, nem que para isso também ele tivesse de ficar com os dois olhos negros. Mas o outro não se safava! Este tipo estava para a porrada como o Einstein para a ciência. Tal e qual!

Era à custa deste dote grotesco de lutador de Wrestling que conquistava as miúdas obcecadas com os seus abdominais bem trabalhados e os seus braços firmes e fortes, mais do que com os seus fracos piropos. Era uma alma fraca, com o qual namorei uma mão cheia de anos. Sim, é verdade que dei cinco anos da minha vida a este Wrestler tosco, que se borrou de medo em cada uma da meia dúzia de vezes que encarou o meu pai. Eu que nunca fui chegada a violências acenei afirmativamente a este namoro com o intuito de fazer pirraça a um grupinho irritante de miúdas com a mania que eram as boazonas do liceu. E depois veio a pena. A puta da pena. Esta cabra que nos fo#@& o coração e nos deixa a alma em frangalhos. Tinha pena de o tipo ser oriundo de uma família disfuncional, em que o pai metia os palitos à mãe que por sua vez não batia bem da bola, em que a irmã não se aguentava nas canetas, tão grande era a permanente moca em que vivia, onde cada um grunhia e gesticulava ao invés de dialogar, onde não existia dinheiro para uma refeição decente, mas havia sempre cem ou duzentos euros para pagar de conta do telefone, e até onde o cão tinha o seu quê de maluco. Depois da pena veio a estúpida da determinação de querer mudar o mundo. E porque não começar por aquela alminha perdida? Quis fazer do tipo um homem honesto, trabalhador e íntegro. Não o podia abandonar assim sem eira nem beira! O que seria dele? E lá vinha a puta da compaixão lixar-me outra vez o coração.

Felizmente a minha mãe com toda a sua astúcia, e apesar da sua ignorância acerca das raízes deste palerma, achava que duas ou três horas semanais ao Domingo na sua companhia eram as suficientes para se chamar a isso de namoro. Conclusão, espremendo esses cinco anos não passei mais do que alguns meses na sua companhia. Contudo, esse namoro chegou ao fim, não devido à conveniente participação intervencionista e regrada dos meus pais, mas devido à minha evolução pessoal e profissional.

Felizmente, a vida proporcionou-me várias experiências e deu-me a conhecer novas realidades, que me fizeram acreditar que a minha vida não tinha que se cruzar mais com a daquele troglodita. Fez-me acreditar que é necessário algo mais do que pena, compaixão, determinação e até mesmo do que o amor (inexistente nesta história) para uma relação sobreviver. É preciso acima de tudo, falar a mesma língua, dividir ambições e lutar pelos mesmos objectivos, partilhar a mesma educação, debater os mesmos temas, gostar dos mesmo filmes e apaixonarmo-nos pelo mesmo livro.

Tenho para mim a incompatibilidade de relações cujos seus interpretes não compitam no mesmo campeonato, que não pretensão ao mesmo escalão social, (que nada tem a ver com o económico), que não dividam os mesmos códigos de honra e de conduta e que não oiçam a mesma canção, tal como afirma o Rui Veloso no seu poema. Pior do que isto, só se um deles palitar os dentes ao final de cada refeição.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Gosto de escrever...

... sobre histórias de amor; gosto de escrever sobre dias felizes e primaveris; gosto de escrever sobre a minha felicidade e a felicidade alheia. Gosto especialmente de escrever em manhãs quentes e ensolaradas como a de hoje, a de ontem e a de amanhã. Gosto de escrever nos dias em que acordo com o som dos pássaros a chilrear no parapeito da janela do nosso quarto e do cheiro da terra a secar depois de uma semana de intensa chuva. Inspiro-me nos movimentos do meu bebé que dentro de mim procura a posição mais confortável e inspiro-me no meu amor por ele e pela nossa pequenina família. Gosto de escrever sobre os meus desejos e sobre os sonhos que juntos - eu e o meu amor - partilhamos e que passo a passo vamos alcançando um atrás do outro. Inspiro-me num Je ne sais quois qualquer que habita a sua personalidade e me faz sentir a mulher mais feliz do planeta. Inspiro-me no amor a tudo e a nada. Inspiro-me no amor em geral. Inspiro-me no meu amor por eles. Inspiro-me no meu amor pelos conhecidos e pelos desconhecidos, também. Não gosto de escrever sobre temas amargos, tristes e deprimentes. Talvez por ser supersticiosa e acreditar nessas teorias novas, que para mim fazem todo o sentido e que quando testadas parecem não falhar. Mas, existem momentos mais fortes do que a minha boa vontade de ver o mundo pintado de azul-bebé ou filtrado pela visão entusiástica do papel de parede às riscas que forra e alegra o quarto que aguarda a chegada do nosso filho. Existem momentos energicamente negativos, que me arrancam do meu mundo perfeito composto de realidades e pensamentos felizes e radiantes, que me chutam, que me sufocam e que me afundam numa realidade pessimista e depressiva. Nem sempre tenho forças para me desenvencilhar desse pessimismo depressivo e muitas vezes dou por mim a caminhar nesse embalo morno e tranquilamente manhoso que me arrasta para um fosso sem fim à vista. Até que, subitamente, travo bruscamente, insiro novos dados no GPS que me guia o coração e meto uma nova mudança na minha mente. Troco o pessimismo pelo optimismo, o rancor pelo amor, e vomito toda a negatividade sobre o teclado do meu computador. Às vezes escrever sobre a merda que nos rodeia tem o mesmo efeito laxante que uma Água das Pedras. Purifica-nos e desanuvia-nos, não o estômago, mas a alma. E por este motivo, abro algumas excepções e nem sempre escrevo sobre o Amor, também escrevo sobre tudo e sobre nada. Mas hoje está uma manhã ensolarada por isso vou deixar-me de merdas e pensar em alegrias.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Que orgulho que tenho de ti!

Admiro a tua resistência aliada à generosidade e simpatia que tão bem caracterizam a tua personalidade e que fazem de ti o mais afável dos seres.
Admiro a tua honestidade e integridade sempre de mãos dadas com a amabilidade e a cordialidade
Admiro até a tua tenacidade tantas vezes confundida com teimosia, - e que tantas e tantas vezes já me esgota a paciência -, mas que graças a ela estamos unidos, para sempre, nesta e noutras vidas.
Aprecio a tua calmaria ponderada que abranda e suaviza a minha impetuosidade temerária sempre pronta a travar novas batalhas. E sim, gosto de viver sobre a alçada protectora e apaziguadora da tua personalidade polida e cortez..
Contigo a vida tem outro sabor. Os sonhos sabem a realidade e a conquista e o amor, esse grande tema, esse sem dúvida, tem o teu sabor.
Dizem que a vida é dos que resistem e arriscam, dos que sonham e vão em frente na persecução dos seus objectivos, sonhos, desejos e fantasias. Então meu caro grande amor devo-te dizer que a vida é tua; a vida é minha; a vida é nossa e que unidos ponto a ponto conquistamos cada capítulo desta nossa autobiografia.
Sabe-me tão bem ter-te junto a mim.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Vamos ser pais de um menino, que para alívio da madrinha já tem nome. Rodrigo. O nosso filhote chamar-se-á Rodrigo. Levou tempo mas já está! Ufaaaa

Já nos sentimos mentalizados para o que der e vier. E isso inclui muita animação nocturna, cocós na fralda, esperas ensonadas por arrotos que se fazem tardar, vómitos pestilentos, biberões que passarão a ter a dupla funcionalidade de amamentar e enfeitar, com o devido glamour, móveis e aparadores, esterilizadores, pomadas para rabinhos assados, cremes para o corpo, tetinas, chupetas, e afins,.. toda uma parafernália de objectos necessários para o bem-estar da cria.

Devo dizer que este pequenote já tem mais enxoval do que nós alguma vez tivemos. Aliás até hoje ainda nos faltam uns quantos jogos de toalhas e os mesmos de lençóis; se convidamos mais de dois convivas necessitamos de improvisar assentos e nós anfitriões temos de jantar em pratos de sobremesa porque os de conduto não são suficientes para todos. E o nosso nequinhas já com uma quantidade infindável de acessórios e pertences de fazer inveja a qualquer loja Bráz e Bráz.

Mas acho, aliás, tenho a certeza, que tudo valerá a pena só pelo facto de o termos ao colo e podermos lambuzá-lo de beijinhos e miminhos enquanto nos inebriarmos com o seu cheirinho fresco de bebé e os seus sorrisos amorosos e ternurentos.

Estou desejosa de ver o rostinho pequenino do nosso filhinho.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Acredito na existência de algo que não sei explicar ao certo o que é. Se é gente, se é Deus, se são teorias e ciências inovadoras, se é o destino, a sorte ou o acaso. Não sei o que é, e sinceramente isso também não me interessa nada. Só sei que existe algo que me guia pelo caminho correcto, que me ajuda a ultrapassar obstáculos, que me revela o bem ao invés do mal e que na hora H me ilumina e me faz tomar a decisão correcta.

Já houve vários momentos em que pude constatar essa força divina. Caso assim não fosse, não teria conhecido o meu grande amor, não teria mandado à fava o traste com quem, durante anos, perdi o meu precioso tempo, não teria conquistado tudo o que tenho, não teria sequer nascido no seio da família que tanto amo.
Acredito que nada acontece por acaso, que tudo tem uma razão de ser e que o nosso maior objectivo na vida é sermos felizes. Se assim é, que assim seja!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Obrigada Livraria Bertrand!

Estou tão vaidosa de mim própria que até aborreço quem me rodeia. Bem, para falar a verdade o adjectivo mais apropriado a aplicar neste contexto seria orgulhosa, ou até, qui ça, e obviamente sendo uma excepção à regra, presumida e presunçosa. Sinto-me rejubilante, radiante, felicíssima da vida.

Ontem recebi um convite da Livraria Bertrand para mais uma viagem à Turquia. Até aqui nada a acrescentar ou a assinalar, tudo normal, tendo em conta o meu consumismo literário, que graças a Deus despoletou de novo, após uns meses de interregno.

Adiante. Não haveria, realmente, nada a registar não fosse, para minha surpresa, este bendito panfleto anunciar o meu blog como um dos testemunhos desta inesquecível e extraordinária viagem. Quando os meus olhos se colaram naquele endereço que me é tão familiar, senti-me extasiada de alegria. Uma energia arrebatadora apoderou-se do meu coração como que uma síncope cardíaca, mas ao contrário. Queria falar e as palavras não me saiam. Queria partilhar esta boa nova e não tinha como. As palavras engasgavam-se-me e não passavam da garganta. O meu coração palpitava velozmente, porém, a minha mente estagnara fixada naquela folha de papel, incrédula com a mensagem que os meus olhos passavam. Foi a confirmação daquilo que já suspeitava, mas que tantas e tantas vezes, meti em causa. Afinal sempre escrevo umas palavras acertadas!

Desde já agradeço, à Livraria Bertrand, que sem dar por isso me proporcionou o melhor de todos os presentes: o estimulo que necessitava para escrever mais e melhor! E sim, confirmo uma vez mais, que a viagem à Turquia foi sem dúvida uma das mais fantásticas que fizemos. Inesperadamente apaixonei-me por um país que nunca faria parte do meu roteiro turístico, (não fosse a Livraria Bertrand), mas que se revelou numa fonte de inspiração encantadora, impregnada de misticismo e de magia. Não fosse o meu estado pré-natalício, que faz de mim uma pequenina lontra barriguda e maçuda, aceitaria, pela segunda vez, este muy fantástico convite. Ainda para mais, agora com o complemento da excursão a Istambul! Acreditem, não me escapava.

Por todos os motivos apontados, agradeço uma vez mais, à Livraria Bertrand a oportunidade que nos foi dada congratulando-a pela excepcional organização e especialmente por esta agradável surpresa. A todos os pretensos leitores do meu blog, aconselho vivamente que não percam esta oportunidade única de conhecerem Anatólia. Uma terra admiravelmente bela, impregnada de história em cada grão de areia que pisamos.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

E já agora...












E porque o Natal está quase, quase aí à porta...





Tenho para mim...

... que, o distanciamento físico, mesmo que temporário, quando não bem gerido, tem o mesmo impacto que uma tesoura bem afiada numa foto de família. Provoca danos irreversíveis numa relação. Acredito que perante a separação algumas relações arrebatadoras, consistentes e sólidas protagonizadas por loucos apaixonados e amantes inveterados morrem ou pelo menos entram num estado de coma profundo, difícil de emergir.

O que outrora fazia palpitar o coração dos protagonistas de uma história de amor fogosa e libidinosa passa a uma relação apática e indiferente e outras tantas vezes conflituosa. As pequenas imperfeições de antigamente ganham contornos absolutamente monstruosos e insuportavelmente irritantes. Os ideais pelos quais ambos sempre lutaram divergem e deixam de fazer sentido. Deixam de competir no mesmo campeonato para granjear por um prémio que difere de morada com lençóis de cetim. Pior do que isto, só quando o edredão partilhado, debaixo do qual, em tempos, os transportava até ao mais recôndito dos apogeus, adquire, como que por magia, uma barreira fria, invisível e intransponível a qualquer contacto físico e emocional.

No que toca ao amor, não me contento com o morno, desejo o escaldante, o tórrido, o tudo ou nada. Não me sacio com o meio-termo, nem tão pouco com divisões equitativas. Quero por inteiro, não admito partilhas. Aquando o fim-de-semana, e o recebo de regresso nos meus braços, com semelhante astúcia há de uma raposa que quer caçar a sua presa, visto a minha pele mais sensual, acendo a caldeira, ligo o aquecimento central, uso dois edredões e, se for caso disso, encho o saco de água quente. Mas nunca, em hipótese alguma, corro o risco de deixar o nosso amor amornar. É a minha artimanha para manter o meu álbum de família longe dessas tesouras bem afiadas destruidoras de lares.


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

No inicio da minha gravidez enjoei uma variada quantidade de alimentos especialmente peixe grelhado. Até aqui, tudo normal, nada a salientar. Contudo nunca pensei enjoar o meu amor à escrita e à leitura. Será que este meu filho arrepanhou-me a imaginação ou estará a resguardar-me para uma grande tirada?

Ontem à noite passei pela livraria e este livrinho acicatou-me de novo o entusiasmo pela leitura. Vamos lá a ver se é desta!

Ah pois é!

Tantos doces só podiam dar nisto. 5 Kilos num mês! Pimba, toma lá que é para aprenderes! Ups, parece que se acabaram os Toblerones, os croissants com chocolate, os marmelos assados, e semelhantes iguarias.
EU!, euzinha, que nunca fui grande apreciadora de doces deu-me agora para isto. Até sonho com a maldita cana-de-açúcar. E passar perto de uma pastelaria?! Esqueçam, nem pensar. É demais para esta recém “sacaro-dependente” Estou para os doces como um alcoólico para o vinho.
A minha pergunta é: Onde vou parar se engordar 5 kilos por mês durante os restantes três meses de gravidez que ainda estão por vir? Humm
Só tenho uma solução para o meu problema; rezar ao universo para me tirar este ávido desejo de sacarose.
Dai-me força Senhor! Dai-me força!


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ontem foi dia de eco-morfológica...

... e devo dizer que o meu nequinhas é uma perfeição. Tem pernocas de atleta de alta competição. Deve ser das nossas aulas de natação! Ai que coisa mai linda e perfeitinha da mãe! Cutchi, cutchi, cutchi...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Oh pá, porquê que só me apetece destas coisas?!!




Existem amizades inquestionáveis!




Tudo seria perfeito se...

Depois da intempérie vem a bonança. Nada melhor se coaduna com a minha gravidez do que esta velha máxima.
O enjoos, as náuseas e todo o tipo de indisposições varreram-se. A não ser nos dias em que como que nem uma alarve e depois toca de beber água das pedras que o amoroso do papá se predispõe sem demoras a ir comprar ao café mais próximo.
É bem certo que os desejos insaciáveis por vários tipos de guloseimas e outras comezainas, patuscadas, e afins não me largam. A insaciabilidade não me deixa descansar, sinto-me permanentemente vazia, toda a hora à espera que um bom prato de lasanha, ou até mesmo uma asquerosa mão de vaca, me sacie desta sofreguidão.
Por enquanto, esta voracidade ainda não se tornou num problema de maior. Apesar dos nove pastéis de bacalhau devorados num tempo recorde de cinco minutos, dos cozidos à portuguesa, das mousses de chocolate e dos bacalhaus com natas, ainda só engordei dois quilos e já vou em cinco meses de gravidez. Ou seja, está tudo a correr sobre rodas. O nosso nequinhas é um bebé perfeitinho e está a desenvolver-se muito bem e eu estou óptima, apesar de nenhum dos meus jeans passar do traseiro para cima. (acho que os dois quilos alaparam-se todos no rabo!).
Posso dizer que estaria a viver uma gravidez santa, e tudo estaria perfeito, não fossem as dolorosas saudades que temos do papá. Ninguém imagina a falta que ele nos faz. Os infinitos telefonemas e as conversas online nunca são suficientes. Os fins-de-semana parecem sempre curtos e nunca chegam para matar as saudades da sua sempre boa disposição, do seu imenso amor, carinho, amabilidade e preocupação. Na última das três noites em que nós os três partilhamos o nosso cantinho, sofro por antecipação de uma semana que se adivinha vazia e triste, repleta de saudades só confortada pelas boas lembranças.
Parece que durante os cinco dias e quatro noites da sua ausência a minha vivência torna-se incompleta, mutilada por uma viagem que, apesar de, ter regresso com data e hora marcada, é penosa. Fica-me a faltar o meu braço direito, o meu ombro amigo, o meu conforto, o lado direito do meu coração.
É o trio que não está junto!



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

E o que apetecia umas quantas destas! hummm

Ao que parece estamos todos lixados. Só aqueles c@#$& é que não apertam o cinto! Porquê que ao invés de terem reformas a duplicar ou a triplicar, não se ficam por apenas uma como todos os outros que não têm poleiro? De certeza que poupariam uns valentes dinheirinhos que poderiam ser empregues na assistência social, na saúde e na educação de TODOS os portugueses.
É pá, mas não me levem muito a peito. Isto é só a opinião de alguém que não percebe nada de política! É só assim, aiiii como hei-de dizer, talvez uma ideia, pronto!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A noticia


Estou grávida! Estou grávida??!! Estou GRÁVIDA!! Meu Deus será que estou mesmo GRÁ-VI-DA?! – Pensei, não querendo acreditar na partida que o destino me pregara.
- “Amor estás grávida! Eh, Eh, Eh!! Amor acredita! Tu estás grávida!”-
Deitada na cama, já que por momentos fiquei incapaz de me suster de pé, pensava:
É pá estou mesmo GRÁVIDA! NAAHHHH!! Que disparate! – abanei a cabeça para sacudir tal ideia que me toldava o pensamento.
A mim estes testezinhos de meia tigela não me enganam! Isto não é fiável! Eles fazem isto para enganar o pessoal. Quantas e quantas mulheres já não foram enganadas por estes testes, hum?! Pensavam que estavam grávidas e depois foram ao obstetra e zás. Grande desilusão! Não estavam grávidas coisíssima nenhuma, essa é que é essa!
Mas espera lá. – esbugalhei os olhos no tecto branco - A farmacêutica disse que era 99,0% fiável. E na embalagem diz precisamente a mesma coisa! Meu Deus será que estou mesmo GRÁVIDA!
- “Eh, Eh, Eh, amor, vamos ser papás! Estás grávida, amor! Vai nascer o nosso necas! Amor acredita, TU ES-TÁS GRÁ-VI-DAAAAA!”
NAAHHHHHH!! Não me cheira, até porque o período está quase para me vir. Já há uma semana que ando a sentir as dores do costume. Isto está quase aí à porta. Mais um dia ou dois e o Benfica entra em campo!
-"Amor estás maluca ou quê?! Tu ESTÁS GRÁVIDA!"
MEU DEUS ESTOU MESMO GRÁVIDA! – Caí finalmente em mim.
Mas nós não tínhamos planeado nada disto! O Bebé só deveria nascer para o final do ano que vem! Não estava nos nossos planos eu engravidar agora! Não este ano! O que vamos fazer agora? O Francisco começa hoje no emprego novo. E se as coisas não correm bem? O que fazemos?! Oh meu Deus! Que medo! Até já estou enjoada!
Mau!, não é que me sinto mesmo enjoada! Espera lá, isto é sintoma de …. Nahhhhh! – abanei a cabeça regredindo novamente para o patamar de negação - Tenho a certeza que não estou grávida. Foi o impacto desta notícia que me deixou nauseada. Bom, mas pensando bem, ultimamente tenho-me sentido um bocado indisposta e enfartada. Eu bem o avisei que devíamos ter tomado precauções suplementares. Já algum tempo que deixei o comprimido milagroso e como tão bem diz o velho ditado “quem anda à chuva molha-se” e numa dessas enxurradas que costumam abater cá pelo nosso quarto, (existem graves problemas de infiltração lá em casa!) esquecemo-nos do chapéu-de-chuva na gaveta da mesinha de cabeceira. Mas também era preciso ter muita sorte para, logo ao primeiro deslize sair brinde! Seria pontaria a mais!
De volta à realidade:
Bem, seja aquilo que Deus quiser. Se estou grávida agora era porque tinha de ser agora e não antes nem depois.
Esta foi a minha reacção ao resultado positivo do teste de gravidez que tinha comprado de véspera e que assegurava um resultado 99.0% de fiabilidade.
A notícia apanhou-me completamente desprevenida. Usurpando todos os nossos planos a curto prazo deixou-me em estado de choque, quase perto de um colapso nervoso. Contudo, devo dizer que este petit filhote da sua mamã, com o qual Deus me brindou, e que ainda se encontra dentro de mim, neste lugar só nosso, onde nada nem ninguém pode intervir, é já o que de mais importante, amoroso e maravilhoso me aconteceu na vida. Amo-o mais do que tudo. Ainda sinto um friozinho na barriga quando penso que em Fevereiro o terei nos meus braços e serei responsável pela sua vida. Contudo adoro a ideia de o poder cheirar, abraçar e mimar só como as mamãs sabem fazer. No dia em que nascer será com toda a certeza o mais feliz da minha vida. Vou quere-lo sempre pertinho de mim, mimá-lo e educá-lo. Desejo-lhe o melhor que a vida tem para lhe oferecer. Agradeço a Deus por esta dádiva.