quarta-feira, 11 de julho de 2012

Quando ele se esquece do meu aniversário, o que é que isso significa? O que é que isso quer dizer? Que já não sou tão importante na sua vida como um dia já fui? Que a paixão de outrora escaldante e avassaladora que nos tirava o pé e nos submergia na loucura acabou? Que o amor, a preocupação e o companheirismo evaporaram na chama dos conflitos e da monotonia?
Ou devo acreditar na sua história mal contada e culpar o seu trabalho e os compromissos urgentes?
Pensei que isto nunca me aconteceria. Que nunca seria a protagonista de uma novela cujo argumento é esquecido pelo meu herói romântico. Ou será que já não sou a protagonista nesta história que já foi minha?

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Coisas de filha


Hoje duas das pessoas que mais amo e prezo fazem 40 anos que ataram os laços das suas vidas. Tenho a certeza que farão tantos mais anos quantos aqueles que viverem. Há 40 anos que vivem um amor incondicional e uma amizade plena e verdadeira, digna da inveja, até de Adão e Eva ou de Pedro e Inês. Apesar dos feitios invulgares e pouco fáceis, lá se vão entendendo, e caminhando a par e passo numa vida que nem sempre fora fácil, combatendo as vicissitudes e as maleitas que se avizinharam, dando lugar ao amor. Tenho um orgulho imenso nesta relação tantas vezes conturbada e discutida, (mas lá diz o ditado que casa que não ralhada não é bem governada) nem sempre exemplar, mas que pode servir de exemplo. Gostava de poder dar ao meu filho tudo o que este magnifico casal me deu e me proporcionou, mas gostava, especialmente, de lhe mostrar que os avós não são uma exceção. Que os casamentos podem e devem durar, que apesar das diferenças, dos antecedentes e dos ascendentes, fomos feitos essencialmente para amar. Que podemos sobreviver comendo sopa todos os dias, que podemos sobreviver num T0 mais pequeno que uma caixa de fósforos, que podemos sobreviver sem roupas ou ténis de marca, e toda essa parafernália materialista, mas que, nunca, jamais conseguiremos sobreviver sem amar.

Parabéns aos meus pais. Amo-vos do fundo do meu coração. Obrigada por tudo.

Coisas de mãe


O meu coração de mãe sente-se mais tranquilo, agora que vejo uma ligação mais forte entre o meu Di e o pai. Estava preocupada, pensava constantemente: “E se me acontece alguma coisa? O meu Di vai-se sentir totalmente desamparado. Ele só me quer a mim, só quer o meu colo, a minha companhia, a minha atenção dispensando todas as outras.” Agora que vejo aquela chamazinha a acender entre os dois fico mais sossegada. Sinto-me aliviada. Se me acontecer algo (espero que não, toc, toc, toc, bato na madeira 3 vezes), o meu Di já não se sentirá tão desamparado na companhia do pai, pois passou a reconhecê-lo como tal. Fico tão mais descansada, por saber que ficaria com alguém de quem gostasse. Só quem é mãe, compreende o que sinto.

quinta-feira, 24 de maio de 2012


Ontem dei comigo a pensar numa aula de português do secundário em que debatíamos o tema “Droga”. Lembro-me especialmente de uma colega, que no apogeu da sua autoconfiança, com apenas 16 anos de idade, disse: “Se eu tiver um filho toxicodependente, prefiro vê-lo morto a vê-lo nessas figuras.”

Nunca mais me esqueci da sua expressão convicta e arrogante de quem tudo sabe, de quem parece já ter vivido uma vida longa cheia de dificuldades e infelicidade. Pior que esta opinião imatura foi a minha digníssima aprovação.

Estúpidas! Burras! Envergonho-me até hoje. Quando somos adolescentes achamos que sabemos tudo acerca do mundo, acerca dos sentimentos, que o que já vivemos basta-nos para formar opiniões sobre a vida real, sobre esta profissão que tem tanto de compensatória como de exigente: ser mãe.

Que ingenuidade pensar-se que aos 16 anos pode-se saber o que faremos aos 30 ou aos 40. Que ingenuidade pensar-se que aos 20 anos já sabemos o essencial da vida. Aliás, nem aos 20, nem aos 30, nem aos 60, saberemos o que é o alimento mais saboroso da vida se nunca provarmos este doce sentimento que nos sacia o coração e nos alimenta a alma. Que nos dá força e poder, que nos mantém humildes e crentes perante a força de Deus.

 Quando penso no futuro do meu filho vejo-o casado ou solteiro, com filhos ou sem filhos, heterossexual ou homossexual, engenheiro ou bate-chapas, cantor ou actor, tanto faz, não importa as escolhas que tomar, as suas opções são assunto dele, o que apenas desejo é que seja essencialmente feliz e saudável.

Estarei lá sempre que ele necessitar de amparo e de amor redobrado, triplicado, quadruplicado. Tentarei impregnar a sua mente e o seu coração de afeto, de bondade e fé, pois são as armas mais preciosas para combater este mundo duro e cruel, cheio de armadilhas e embustes. Por isso afirmo com a firmeza destemida só de quem é mãe, que ficarei sempre do seu lado para o que der e para o que vier. 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Onde é que elas foram parar?


Em miúda e na adolescência era magríssima, assim para o escanzelado. Um montinho de ossos todos muito bem articulados. Movia-me com destreza e elasticidade. Na aula de educação física, e logo a seguir à minha amiga M, era a melhor nas cambalhotas e nos saltos de trampolim, já no futebol tentava esquivar-me das boladas que me derrubavam e me estragavam pose de Lady. Não era a miúda mais gira do colégio e nem tampouco a mais desejada. Desde cedo percebi que os homens preferem as roliças com chicha. Para meu desgosto a única coisa que sobressaía no meu corpo ossudo eram as minhas mamocas, redondas e rechonchudas que eu tentava a todo custo esborrachar atrás de um soutien que de tão apertado quase me sufocava. Eram o centro das atenções, chegavam a todo lado 1 segundo primeiro do que eu. Eram um cartão-de-visita embaraçoso, especialmente na praia. Deitada de barriga para cima, o meu corpo magro quase se confundia com a areia, não fossem as ditas que de tão empinadas mais pareciam o Empire State Building, a dobrar, um ao lado do outro, ali taco a taco.

Por volta dos 24 /25 anos o meu corpo começou a ganhar um novo formato. Sim, eu sei que foi um pouco tardio, comparativamente com as outras raparigas que por volta dos 14/ 15 anos já parecem a estrada de acesso à serra da Arrábida, cheia de curvas e contra curvas. Mas só quando comecei a praticar desporto e a gostar de fazê-lo, (gosto que se mantém até aos dias de hoje, mas que infelizmente não consigo concretizar por falta de tempo), é que efetivamente se verificaram resultados. De bacalhau seco e desenxabido passei a uma bela e magnifica sereia. Estou a brincar, desculpem a insolência. É claro que estou a exagerar. Obviamente não ousarei comparar-me com a linda e escamuda sereia Soraia Chaves com a sua barbatana vermelha no mar Vodafone. Bem pensando melhor, até existe algo em comum entre nós, para além da cor do cabelo, aquilo, ou melhor, aquelas que me causaram tantos complexos na adolescência mas que a ela lhe renderam tanto protagonismo. As mamocas pois claro, o que haveria de ser.

Tudo isto para resumir que hoje de manhã enquanto espalhava o creme pelo corpo reparei que as ditas que outrora me deram tantas dores de cabeça estavam menos rechonchudas, um pouco descaídas até.

Mas ca raios! Onde é que elas foram? – Pensei, incrédula enquanto me virava para o espelho para ver o que se passava.

Constatei, que de facto não estão tão rechonchudas, e os soutiens que outrora me assentavam que nem uma luva, estão um pouco largos.

Mas por que carga de água estarei a perder este atributo que ultimamente até achava graça? – Pensei, preocupada.

Nisto olho para o meu Di, que de dedinho em riste apontava para as ditas cujas e palrava um “mamamamamamama”, demonstrando a sua vontade de se saciar.

Pensei, pois bem ora aqui está a resposta à minha questão. Enquanto ele cresce, elas minguam!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Filhos - Helena Sacadura Cabral



Ontem de manhã estava a rodar canais e parei na TVI quando me pareceu ver a Helena Sacadura Cabral. Fiquei incrédula, dias após a morte do seu filho Miguel, e lá estava a Helena com o seu enorme sorriso, que tão bem a caracteriza, sentada entre o Mário Zambujal e a Júlia Pinheiro. Ainda pensei que o programa teria sido gravado, mas depressa a duvida se dissipou quando vi a palavra Directo.

Como conseguia a Helena estar ali em amena cavaqueira depois de tamanha perda? Pensei como me sentiria perante a perda de alguém que eu amasse muito. Mas nunca o meu filho. Isso para mim é impensável, não me consigo ver a sobreviver ao meu querido Di, e olhem que acredito que a nossa existência não acaba aqui. Acredito que somos seres essencialmente espirituais e que quando fisicamente nos extinguirmos nos encontraremos com os nossos mais queridos (e com os menos, também!) em alguma parte deste enorme universo. Mas prefiro ser eu a esperar por ele nesse tal lugar, que nunca ninguém viu, não vá o diabo tecê-las.

Pensei na morte do meu pai, da minha mãe, do meu irmão e do meu marido, as pessoas mais importantes da minha vida. Em como seria doloroso perde-los. Em tempos desejei morrer primeiro que todos eles, para não ter que passar por tanto sofrimento, mas após o nascimento do meu filho tudo mudou. Quero vê-lo crescer e tornar-se num homem essencialmente feliz, para além de tudo o que possa vir a conquistar.

Da incredulidade passei à admiração. Admirei a Helena pelo exemplo de força interior e especialmente pela doçura. Sim, acho que é preciso uma paz de espirito e uma força interior inabalável para se enfrentar a morte de um filho com tamanha doçura. É preciso já se ter vivido o bastante para se atingir o patamar que a Helena atingiu, é preciso conseguir aceitar a dor que a falta física nos proporciona e fundamentalmente, é preciso perdoar quem nos abandonou e decidiu partir, ainda que inconscientemente.

Só um aparte, acho que a Helena acredita que o diabo não vai tece-las! E quem acredita, consegue.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Família e outros que tais


Dizem que família não se escolhe, tem-se. Pois bem, mas se eu tiver a oportunidade de escolher a minha família na próxima encarnação, escolherei exactamente a mesma. Só mudaria os parentescos. Gostaria de ser mãe dos meus pais.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Amizades e relações


Hoje sonhei com a minha querida ex-amiga Vera. Conheci a Vera ainda éramos miúdas, de soquetes e joelhos arranhados, de canelas negras e totós desgrenhados. Brincávamos à apanhada e às escondidas. Corríamos na praceta, que olhava por nós como uma ama dedicada, empanturrávamos-mos de pão barrado com manteiga polvilhado de açúcar acompanhado de uma deliciosa caneca de leite com Nesquick. Já mais crescidas dividíamos amores platónicos entre actores e cantores pop e rock. Quando nos apaixonávamos era em dueto. Sempre pelo mesmo rapaz e dividíamos esse amor entre risos e gargalhadas, sabendo de antemão que nunca seria de nenhuma de nós. Éramos apenas duas catraias magricelas pouco atraentes enubladas pelas beldades roliças lá do bairro. Passávamos os três meses de férias de verão juntas e quando chegava mais um ano lectivo sonhávamos com as férias de Natal para voltarmos a partilhar a nossa vida, as nossas vivências, a descoberta do nosso pequeno mundo. A nossa amizade era verdadeira, estreita, íntima, sem filtros, nem falsidades ou mentiras. Éramos amigas a valer. De tão estreita convivência acho que até chegávamos a ser parecidas fisicamente, como os conjuges dos casamentos cinquentenários. Pelo menos houvera quem pensasse que éramos irmãs.

Tenho pena que esta amizade tenha chegado ao fim. Já passaram uns bons anos que não nos falamos, ou melhor que nem sequer nos vimos. Perdemos o contacto, perdemos os laços, desataram-se os nós das nossas vidas, outrora cegos, impossíveis de desatar. Hoje seguimos lado a lado em linha recta sem nunca nos cruzarmos. Tenho pena, tenho tanta pena. Sinto-lhe tanto a ausência. Faz-me falta a alegria, a seriedade, a postura assertiva, o companheirismo do membro mais importante da nossa minúscula irmandade. Assumo a minha culpa, assumo a desconsideração que lhe tive, assumo o fraco desempenho, assumo a minha parte nesta estúpida quezília infantil e insignificante. Todos os dias no meu mundo secreto, imagino que nos reencontramos e que refazemos a nossa amizade através de um longo abraço e que todos estes anos de ausência não foram mais do que um “ontem”, ou no máximo dos máximos uma “semana passada”, e que voltamos às gargalhadas, às confidências e ao companheirismo de outrora. Quem sabe se Deus não responderá aos meus desejos. Acredito que sim!


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Bom fim de semana

Deixo-vos com este senhor que me tem acompanhado nos ultimos dias. Único!

Milagre


Depois de uma manhã perdida às voltas no Blogger eis que se resolveu o problema. E ainda bem!, fico muito contentinha, mas também podia ter levado muito menos tempo. Assim que publiquei a mensagem de pedido de ajuda, voliá!, a  bendita caixa de comentários apareceu no post. Ou seja, as alterações que se efectuam só se verificam no próximo post publicado.

Raiospartam #$%&"


OH SENHORES! Alguém me acuda!! Acudam-me porque já não sei o que fazer. O raça do bloguer não quer mexa. Então não é que não me aparece a caixa de comentários por baixo de cada post! Não que receba muitos comentários, ou melhor nunca recebi nenhum, mas se a p#$& da caixa não aparece, aí sim, é que nunca receberei um único comentário. O mais caricato é que a maldita aparece nos posts até de 29 de Fevereiro, a partir dessa data evaporou-se de tal maneira que já dei voltas nas “definições” no “esquema” e nada da malvadona! O que faço?? Se alguém me lê, que me envie uma pequenina mensagem, o ideal seria com a resolução , mas um “olá estou aqui só para apoiar” também não seria mau!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A minha realidade


No sábado há noite depois das secantes lides domésticas e depois adormecer o meu filho, consegui finalmente, deitar-me e descansar um pouco. Não sabia o que tinha, sentia-me vazia e triste, sem saber porquê, sem motivo aparente. Liguei a televisão e comecei a rodar canais. Nada de jeito, nem sombras das minhas séries favoritas. “A televisão ao sábado é uma seca.” – pensei.  Também não me apetecia ler, na realidade não me apetecia nada ao mesmo tempo que me apetecia tudo. Sentia-me indecisa, vacilante e medrosa com a vida, com a minha vida, com o presente, com o futuro. Chorei. Chorei baixinho para não levantar suspeitas. Não queria ser ouvida nem questionada. Não queria responder porquê. Não saberia o que responder! Chorei até me apetecer. Chorei de tristeza e não de cansaço, como queria acreditar. Quando finalmente me recompus, peguei de novo no comado e voltei a rodar canais na esperança de encontrar algo que me fizesse rir e esquecer.

Vi a figura esquisita de uma mulher que falava sobre si mesma com o “Thunder Road” de Bruce Springsteen, como música de fundo. Uma das minhas músicas favoritas do meu cantor favorito de sempre. Era a Laddy Gaga. Nunca lhe achei muita piada, nunca lhe tinha dado muita atenção, achava-a esquisitóide, meio louca, freak, até. Mas naquele momento chamou-me a atenção pelo facto de ela estar a falar do Bruce Springsteen. Parei um pouco para ouvi-la. Falava acerca da realidade, falava acerca de verdades.

Escrever e falar acerca da nossa verdade, da nossa realidade sem suavidades, sem o floreado da fantasia, não é fácil. Não é nada fácil assumir, erros, defeitos, vícios, depressões, tristezas, fraquezas e infelicidades. Irmãos toxicodependentes, pais bêbados. Amores infelizes, casamentos desfeitos, relações desastrosas. Aliás, é difícil, é muito difícil! Preferimos adoptar o papel de mulher/ homem feliz e realizado, satisfeito com o amor e com o trabalho, e viver uma merda de uma vida fantasiosa, aparentemente perfeita. Preferimos viver escondidos, e camuflar os nossos verdadeiros sentimentos atrás de um sorriso mentiroso deixando para trás o coração e o espirito doentes.

Meu Deus, é tão difícil assumirmo-nos, assumir a nossa crua existência, assumir os outros, assumir os nossos, tal como eles são e não como desejaríamos que fossem. I’ts hard, it’s very hard. It´s hard to live in this “hard Land”, como diria o Bruce.

Ao ouvir a entrevista da Lady Gaga, vi-a tal como ela é. Pude-lhe sentir a crueza desnuda de preconceitos sem qualquer embelezamento. Era ela, simplesmente ELA. O seu espirito, a sua mente e o seu coração estavam ali naquele momento, colados ao seu corpo. Liberta de farsas, de mentiras e especialmente estava livre. Livre para poder sonhar. E era assim que ela via o Bruce, dancing in the dark, livre e verdadeiro, na sua vida, nas suas letras, nas suas canções. Percebi que só sendo genuíno e autêntico podemos partir à descoberta, podemos sonhar, só assim podemos vencer, só assim podemos ficar, só assim resistimos, só assim podemos SER só assim encontraremos o nosso caminho. Nessa noite assumi-me, assumi a minha verdade, assumi a minha realidade, assumi as minhas fragilidades sem fantasias nem falsidades. E assim, vou vencer. Tenho a certeza, que vencerei.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Paixão versus Amor


Há dias ouvi o Alvim dizer que prefere a paixão ao amor. Esta afirmação não me saiu da cabeça, durante o resto da noite. Revi-me e redescobri-me nela. Em segundos revi a minha vida e percebi tantas coisas que até então me pareciam incompreensíveis. De facto prefiro a paixão ao amor, prefiro o ardente ao morno. Não sou de meios-termos, quero o tudo ou o nada, o assim-assim não me agrada. Preciso da explosão, gosto da retaliação, irrita-me a mesmice. Necessito do sentimento arrebatador, ofuscante e viciante da paixão. Apaixono-me com facilidade, não interessa se por alguém ou por algo, se por um projecto ou um ideal, ou até por um livro ou uma música, isso não importa pois percebi que o que desejo é o sentimento de êxtase só sentido quando me apaixono.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A Pipoca Mais Doce


A Pipoca Mais Doce é um dos meus blogs favoritos. Acompanho-o diariamente. Acho muita graça à Ana, espontânea e talentosa com ideias geniais e engraçadas, sempre com a resposta na ponta da língua pronta para impugnar posts de mentes invejosas e ressabiadas. Ontem fiquei muito feliz com a novidade do seu novo projecto. É sinal que, apesar das contrariedades os bons vencem. E ela bem merece.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Bem sei que...

(Imagem: Pinterest.com)

... ultimamente ando muito queixosa. Sinto-me triste pra caraças, pessimista com o futuro que se avizinha. E não, a crise, não tem nada a ver com isto. Não tem nada a ver com dinheiro, com trabalho, com contas para pagar, com carência, com privação. Nessa parte, estou muito bem. Haja saúde para o gastar. Tem tudo a ver com amor, com paz de espirito, com harmonia, com respeito… Acredito e defendo a velha máxima what goes around, comes around, e tenho a perfeita noção que a energia que actualmente envio para o universo não é de todo a que quero de volta. Contudo, não estou a conseguir melhorar, faço um esforço tremendo para ser optimista mas não consigo alterar a minha mente irrequieta e desobediente. Quando dou por mim lá estou eu de novo com pensamentos impróprios acerca da minha, da nossa vida. Nunca fui de medos, (só do escuro), de receios, sempre fui afoita, corajosa, audaz, destemida, mas hoje, sinto-me pequenina como um grão de areia, frágil como um copo de cristal. Quanto mais luto, quanto mais me esforço, menos recebo o que tanto anseio.
ACABOU, chega de lamechices, de queixumes, de merdices vou viver esta vida com alegria e com amor, pois que eu saiba e tenha a certeza, é a única que tenho. Chega de esforços, que estes não me levam a lado nenhum, vou viver com ligeireza esta oportunidade que me foi concedida sabe-se lá por quem ou porquê, e marcar a diferença. Vou apostar, invariavelmente, na acção correcta, na harmonia e especialmente, no Amor, pois é o que eu quero de volta. O AMOR.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Surpreendente

Sempre me meti na pele dos outros e, especialmente, sempre tentei tratar os outros conforme gostaria que me tratassem a mim. Acho que é o procedimento correcto e o segredo das relações duradouras. Mas parece-me que pouca gente sabe disto. Gostam de ser tratados com reverência mas tratam os outros com desdém. Cambada de narcisistas.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Por favor!!!

Nunca se sabe como é que o dia acaba. Acordo a cantarolar feliz da vida, cheia de energia e de amor para dar. O trabalho corre às mil e uma maravilhas, despacho a papelada toda, até dá vontade de fazer o pino. De regresso a casa apanho o filhotinho fofo na escolinha. Bem-disposto e simpático como sempre, fazemos o percurso a cantar e a gargalhar. Depois de toda esta felicidade rebenta a bomba. De repente parece que levei com uma granada na cabeça que me deixa zonza e verde de raiva.
Ó pá eu juro, eu juro que tenho feito o possível e o impossível para fugir desta gentalha de modo a viver em harmonia com os meus. Leio Joseph Murphy e Eckhart Tolle, (entre outros) medito, rezo, sigo os ensinamentos bíblicos, inspiro e expiro quatrocentas vezes, mas f@#%-se também não sou de ferro! Caramba! É pá desamparem-me a loja. Estou pelas pontas dos cabelos com esta gentalha altaneira que não se dá bem nem com o apreço nem com o desprezo. Mas o que me consola, é que acredito piamente naquela velha máxima que defende que o que damos recebemos de volta. Acredito mesmo.