quinta-feira, 29 de março de 2012

Por favor!!!

Nunca se sabe como é que o dia acaba. Acordo a cantarolar feliz da vida, cheia de energia e de amor para dar. O trabalho corre às mil e uma maravilhas, despacho a papelada toda, até dá vontade de fazer o pino. De regresso a casa apanho o filhotinho fofo na escolinha. Bem-disposto e simpático como sempre, fazemos o percurso a cantar e a gargalhar. Depois de toda esta felicidade rebenta a bomba. De repente parece que levei com uma granada na cabeça que me deixa zonza e verde de raiva.
Ó pá eu juro, eu juro que tenho feito o possível e o impossível para fugir desta gentalha de modo a viver em harmonia com os meus. Leio Joseph Murphy e Eckhart Tolle, (entre outros) medito, rezo, sigo os ensinamentos bíblicos, inspiro e expiro quatrocentas vezes, mas f@#%-se também não sou de ferro! Caramba! É pá desamparem-me a loja. Estou pelas pontas dos cabelos com esta gentalha altaneira que não se dá bem nem com o apreço nem com o desprezo. Mas o que me consola, é que acredito piamente naquela velha máxima que defende que o que damos recebemos de volta. Acredito mesmo.

terça-feira, 27 de março de 2012

Coisas do meu Di

Hoje de manhã quando deixei o nênê mais lindisnho dis mamãe recebi um grande elogio da professora. Reparou que o meu Di regressou destas mini férias forçadas, de molho por causa da varicela, muito mais calmo, menos traquina e muito sereno. Sempre muito observador e de olhar atento às explicações da professora.
O que o meu filhote cresceu numa semana! Quase, quase um adulto.  

segunda-feira, 26 de março de 2012

Primeiros passinhos


Ontem o filhote lindo e amoroso da mamã deu os seus primeiros passinhos. Infelizmente não presenciei a cena, mas o pai radiante desceu ao quarto para contar tamanha proeza do nosso pestinha.

Hoje...


... o meu Di lá foi para a escolinha todo contente. Depois de uma semana sem lá meter os pés receei que fizesse uma daquelas birras. Mas não, portou-se lindamente. Acho que já estava com saudades. Só peço a Deus que não se lembre de começar a morder as cabeças e a apertar as bochechas dos coleguinhas. Este fim-de-semana apanhou o hábito, que quando contrariado, nos arrepanha as bochechas ou nos tentar sacar dos olhos.

quinta-feira, 22 de março de 2012

E sai uma massagem Vichy para a mesa do lado

Sinto-me cansada, estupidamente extenuada. Esta semana tem dado cabo de mim. A varicela do meu Di, essa já era, as borbulhinhas já estão todas secas. Mas agora veio a tosse. Uma tosse tão forte que mais parece que lhe vão sair os pulmões pela boca. Com o sistema imunitário tão fragilizado tenho receio que ao voltar para a escola apanhe uma daquelas valentes constipações, ou uma outra doença qualquer. Por isso prefiro tê-lo comigo até ao final da semana e deixá-lo na escolinha só na segunda-feira. Até lá, tenho de ir trabalhando enquanto o embalo ou simulo a voz dos animais da quinta. (Ele adora que eu faça de pintainho) Até aqui nenhuma novidade, fi-lo durante os seus primeiros dez meses de vida, (agora percebo porquê que na altura parecia um esqueleto), mas agora o rapaz pequeno está mais irrequieto, curioso e aventureiro do que nunca. Sempre à espera de uma brecha para fazer o que lhe é proibido. À parte disto nada de novo, apenas mais do mesmo. Já agora, lembrem-me para na próxima encarnação escolher um marido órfão.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Feliz dia do Pai

 Admiro-o e amo-o. É uma das minhas maiores fontes de inspiração. Meu porto de abrigo, minha fortaleza, meu mundo.
Adoro-te
PS: Outras considerações ficam para mais tarde.

Fim-de-semana

Como era de prever o fim-de-semana foi do mais caseiro que possa existir. Não pelas melhores razões. O meu Di está todo pintalgado. A febre teima em não baixar, não obedece à medicação. O pediatra diz que está tudo controlado, mas o meu coração de mãe não sossega enquanto não o vir a 100%.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Confirma-se

O Sr. Filho tem mesmo varicela. L Está todo sarapintado, nem o nalguete escapa.  

Ligaram-me da escola:

- Tou sim é a mamã do Di.
- Sou.
- Olhe é só para dizer que o Di tá com varicela.
Impossible! Pensei. Tinha ido, há dias, levar a vacina do sarampo e alertaram-me que talvez lhe aparecessem umas manchas pelo corpo. Claro que pensei que fosse o caso. - Qual varicela qual quê! – Pensei.
Quando o fui buscar ao final do dia e o vi todo sarapintado com um ar tão tristonho, decidi que o melhor era confirmar o seria aquela borbulhagem.
No hospital demorámos apena 15 minutos a despachar tudo. Quando chegámos à triagem não mais nos deixaram sair para a sala de espera por perigo de contaminação.
Diagnóstico: Esperar que as borbulhas sequem e criem crosta. Até lá, Benuron para a febre e Atarax para as comichões. E, principalmente, nada de escola.
Esta última parte é que me cheira que já não há nada a fazer. Os pirralhinhos Já devem de estar todos contaminados. A ver vamos para a semana.
Antecipa-se um fim-de-semana de molho. Assim como o tempo.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Ando em modo “acelerado a guinar para a derrapagem”

Não tenho tido tempo nem para respirar! Crise??!! Qual crise? Aqui graças a Deus não há crise, é só trabalho. E do bom! O meu Di, esse anda nas sete quintas. Só à noite é que a porca torce o rabo. Desde aquele malfadado (ou bendito!) dia (Domingo 4 de Março), que o meu filhote tem pesadelos. Arrependo-me que ele tenha assistido a tamanha barbaridade, mas tudo há-de passar. O tempo tudo cura. Estamos tão melhor assim!  

sexta-feira, 9 de março de 2012

Moments

O ano 2011 foi marcado por grandes acontecimentos na minha vida, e tenho para mim que o 2012 vai pelo mesmo caminho. Um já lá vai.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Tudo por amor

Tenho um filho que amo de todo o meu coração. É sem sombra de dúvida a pessoa mais importante da minha vida. Faço e farei tudo por e para ele; o possível e o impossível. O que mais desejo na vida é poder assistir ao seu crescimento e tornar-se num homem cujas qualidades e defeitos não importam, desde que seja feliz e saudável. Amá-lo-ei sempre e para sempre, mas assim que estiver preparado entregá-lo-ei à vida. Tenho para mim, que os filhos não são nossos, não são nossa propriedade, são uma dádiva que Deus nos emprestou, mas que Lhe pertence, e mais cedo ou mais tarde reclama de volta. Não sou nem serei uma mãe castradora, cínica, ciumenta. Sim, apoiá-lo-ei em todas as decisões que tomar, sim ajudarei se ajuda ele pedir, confortá-lo-ei se de conforto ele necessitar, e sempre, sempre o amarei com todo o meu coração. Mas não interferirei, deixarei que apreenda por experiência própria, que caia e que se erga, que caminhe pelo seu próprio pé e que encontre a sua felicidade, mesmo que eu só faça parte dela nos bastidores. Por tudo isto, não compreendo quem faz o contrário, quem tem ciúmes ou inveja da felicidade do Ser, que supostamente, deveria ser o mais importante da sua vida, quem se impõe na vida de outrem e que interfere sem solicitação, e especialmente, não entendo uma mãe que põe um filho contra outro. O medo de perder o seu amor, de ser deixada para trás, não é desculpa. Os filhos amam-nos, como nós os amamos. Incondicionalmente. Se lhes ensinarmos o que é o amor, se os ensinarmos a amar e a serem felizes, então é garantido que teremos sempre um lugar nos seus corações.

Feliz dia da mulher


Nem me lembrava que hoje era o dia da mulher. Não fosse este blog que adoro (e que faz parte da minha leitura diária) e o meu colega a felicitar-me, que este dia me passaria totalmente despercebido. Assim sendo, aproveito para deixar as minhas felicitações a todas as mulheres. Às que trabalham, às que não trabalhão, às donas de casa, às mães, às que não são mães, às madrastas, às casadas, às solteiras, às pobres, às ricas, às sofredoras, às felizes, às assim-assim… e por aí adiante.

terça-feira, 6 de março de 2012

E o sol voltou a reinar

Ontem, estava de avessas com a vida, com o mundo, com o universo. Hoje decidi devolver o sorriso à vida e ser feliz novamente e para sempre. Acredito que somos nós que decidimos a nossa felicidade, a nossa vida e o nosso futuro. E o que eu quero é ser feliz, com eles, os meus grandes amores.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Para alegrar o meu dia

Quando vi estas imagens não pude deixar de sorrir ao lembrar-me do meu Di.







Ele há dias...

... que o melhor é esquecer tudo, e partir para outra. Passar uma borracha e começar tudo de início. Amar os nossos, aqueles que valem a pena.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Esta noite...

o trio vai-se completar. A nossa cara-metade regressa dos Alpes e nós cá o aguardamos cheios de saudades. Estou ansiosa por abraça-lo.

Hoje foi dia de vacinas

O meu Di é um valentão. Levou três vacinas e só chorou um bocadinho. Se fosse comigo no mínimo apertaria o pescoço da senhora enfermeira e atirar-me-ia ao chão.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Uma das minhas frase favoritas de sempre


Assim como um dia bem aproveitado proporciona um bom sono, uma vida bem vivida proporciona uma boa morte.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


Sou péssima para arranjar títulos.
Fico confusa quando me perguntão qual o nº do calçado do meu filho e depois me oferecem duas camisolas de interior. Upssss
Não compreendia muito bem aquela velha rivalidade sogra versus nora ou vice-versa. O exemplo que tenho em casa é o inverso dessas quezílias. Os meus pais sempre foram sogros exemplares para a ex-mulher do meu irmão e tratam o meu marido e a minha cunhada com muito respeito e amizade. Quando a minha amiga L confidenciava comigo as zangas e embirrações que tinha com a sogra, eu achava tudo aquilo um enorme disparate, mesmo que por vezes os meus próprios sogros não fossem muito agradáveis e algumas das quais fossem até mal-educados. Contudo, tentava sempre relevar a situação, especialmente por amor e respeito ao meu marido, mas também porque achava que no fundo eram boas pessoas e parte daquela amargura era devido a ciúmes e ao medo de perder o filho. Mas se há coisa que não tolero é que tentem comandar a minha vida. Não admito que se intrometam nas minhas decisões e muito menos que tentem impor as suas vontades. Não tolero conflitos, nem inveja. Não permito interferências na nossa relação. Quem comanda o meu pelotão, sou eu. Não preciso de coligações para governar a minha casa. A minha paciência esgotou, “enchi o saco”. Está-me cá a querer parecer que as coisas vão mudar. Ai vão, vão!

MEEEDOOO

- Não por favor, todas menos a Fanny. Não tragas a Fanny. A Fanny não!! Por favorrrrrrrr. – Gritei, esta noite, quando acordei estarrecida com tamanho pesadelo. Sonhava que o meu mais-que-tudo, não tinha encontrado nenhum exemplar da Heidi então trouxe para casa a Fanny como “souvenir” dos Alpes. Só de pensar até me arrepio.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

De lá dos Alpes...

Diz que vai trazer a Heidi cá para casa. Graças a Deus, que a Klum é Alemã e só sobra a boneca animada. Fofinha como ela só, lá isso é verdade, mas tão atarracadita, que me deixa super-descansada. Nada a temer.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012


(imagem: and it's love)

O papá marchou até aos Alpes Suíços, à travaille, é claro! Pois que nós não o deixávamos ir sozinho caso assim não fosse. Sua alteza, o filhote, e sua aia, a mamãzinha, (com muito prazer!) marcharam até à praia. Passeámos de triciclo e até tivemos direito a pisar a areia. Estava um dia lindo, quase perfeito, não fossem as já sentidas saudades do nosso amor.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ontem foi dia de queixas da professora do meu D

O meu pequeno piratinha decidiu distribuir beijinhos por todos os coleguinhas da sala. Seria genuinamente enternecedor este seu gesto ternurento e amigável, não fosse o caso de utilizar os seus dentinhos afiados para pespegar os ditos ósculos. (adoro esta palavra! Parece nome de peixe.)
Na sua investida não escapou a cabeça da Nônô, o pulso do João e a mão do Diogo. Assim todos de uma rajada. Zupppa. Tomem lá e não digam que vão daqui.
Quando recebi a queixa preguei-lhe um ralhete, que julgo não ter sortido qualquer efeito, já que me rendi ao seu sorriso encantador e o enchi de beijinhos repenicados. (sem dentes.) 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Hoje fechei a loja

                            (Imagem -temp files)

Parece que levei uma paulada na nuca. Dói-me tudo, desde a ponta do dedo do pé até á ponta do meu maior fio de cabelo. Cheira-me que é mais uma das viroses que o meu D trouxe para casa. O meu D está de greve, não come. E o pouco que come vomita.  Mas sempre com um enorme sorriso nos lábios. Que amoroso que o meu menino é.




quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Há anos...

 ...que frequento a zona de Sesimbra e nunca tinha ido ver o Carnaval. Confesso que desde miúda, que não sou dada a carnavalices nem a nada dessas esquisitices, mas digo-vos sinceramente, então não é que aquela festarola surpreendeu-me. E pela positiva! Quase parecia que estava no sambódromo do Rio. (mentirinha, estou a exagerar.) Existiam fatos e fatiotas para todos os gostos. E havia quem não tivesse fato nenhum, ou apenas um fio dental a tapar sabe-se lá o quê. (Houve momentos que fiquei na dúvida.) Existia “peixe” para todos os gostos. Desde a petinguinha bem torneada, ao bife de atum gorduroso e enjoativo. Cada um mostrava os seus dotes de dançarinos e havia quem mostrasse outras coisas mais.
No ímpeto da algazarra, até eu dei um pezinho de dança ao som dos tambores. Mas o que eu mais gostei foi de ver o meu D, enfiado na sua farta cabeleira loira de palhaçinho. Isso é que foi Carnaval!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ontem foi como os ciganos...

… ou quase! Aliás, foi muito parecido. Em número foi precisamente o mesmo, só mudou o género. Foram 3, mas não foram 3 dias de festa, foram 3 festas. Uma de manhã, na escolinha, uma ao almoço, e uma ao jantar! Cada vez que um de nós cantava os parabéns o meu D sacudia as perninhas e intervalava entre umas palminhas e uma “pitinha põe o ovo”, mas sempre, com um enorme sorriso. Quando todos nos calávamos, começava ele a cantarolar e a bater palminhas. Um amoroso, o meu filhote. Tanta alegria, tanta felicidade, tanta simplicidade, tanta autenticidade. Tanto para ensinar, a tanta gente.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Parabéns ao meu filho

Faz hoje 1 ano quando o vi pela primeira vez. Nunca esquecerei o seu rostinho pequenino imaculadamente perfeito. Jurei-lhe amor eterno e rezei até ser dia. Agradeci a Deus, ao Universo uma, duas, três, cem, mil, um milhão de vezes por tamanha dádiva.
Hoje festeja o seu primeiro ano de vida. E tão cheio de vida que ele é! Tanta energia, tanta alegria, tanto amor. Cada dia mais inteligente, mais hábil, mais perspicaz e simpático. De sorriso fácil sempre pronto para mais uma gargalhada. Vê-lo crescer e amá-lo é o melhor que a vida me dá. É a minha fonte de inspiração, a minha maior razão de viver, esta vida que deixou de ser só minha, para passar a dividi-la com este pequeno grande Ser, que tanto amo.
A tua chegada deu um outro sentido à minha vida, uma importante e saborosa razão de viver. Amo-te muito.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Mémories

Faz hoje 1 ano estava eu deitada num dos quartos da MAC. Até à hora nada de contracções nem outras complicações. Só as águas que rebentaram durante a madrugada indicavam que o meu querido D estava-se a preparar para nos saudar com o seu nascimento.  

E o pai que nunca mais chegava! Irra, maldita greve dos transportes! Sempre em ocasiões impróprias.

Pelas 9:00am  entra a médica de serviço, (rodeada de estagiárias armadas em Sô Doutoras, de estetoscópio à volta do pescoço), e espeta-me aqueles dedos horrorosamente compridos. Do mais brutamontes que possa existir.

- Aiiii… - gemi de dor. 
- Doeu?? E isto não é nada. – Gozou uma das estagiárias.
- Burricalha, parvalhona. – Pensei.
- Ohhhh, isto ainda está muito atrasado… - constatou, a burricalha mor.

Confesso que estas Sô Doutoras irritaram-me à séria. Tenho para mim que, a ausência de um dos três H (Humanidade, hombridade e Humildade), é falta de carácter.

O primeiro aniversário do meu D

Amanhã o meu D celebra o seu primeiro ano. de vida. Para a escolinha decidi eu própria fazer o bolo. Será de cenoura. Simples e saudável.

Ingredientes
3 cenouras grandes cruas partidas aos bocados
2 chavenas de acucar
1 chavena de oleo
4 ovos
2 chavenas de farinha
1 colher de chá de fermento



Preparaçao
Deitam-se todos os ingredientes à excepção da farinha e do fermento, na liquidificadora (maquina dos batidos).
Quando a cenoura estiver toda triturada, tudo em creme, deita-se a mistura numa tigela e junta-se a farinha.
Mistura-se bem e vai a cozer em forma sem buraco, barrada de margarina e polvilhada de farinha.

PS: Vamos lá a ver se não o queimo!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mémories

Fará esta madrugada 1 ano que me vi grávida pela última vez; em que tu ainda vivias neste espaço exíguo só nosso, onde partilhávamos cada segundo da nossa existência; em que ainda eras só tu e eu; em que ainda eras só meu.

Anuncias-te a tua vontade, estava quase na hora. Rumámos (nós, o avô e a avó) à maternidade, mas tu vacilaste. Ainda era muito cedo. Só nascerias dali a 26 horas. Foi a melhor noite do “Dia dos Namorados”, que alguma vez tive ou terei.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Adoro estes fins-de-semana em família

Têm sabor a amor confitado em cama de alegria. Cada vez mais, aprecio a constante presença dos meus pais na minha vida, aliás, nas nossas vidas. Estes avós babados e orgulhosos dos seus mais recentes tesouros, o meu D e a minha sobrinha, que lhes trouxeram uma lufada de ar fresco e vitalidade às suas vidas. Os sorrisos, os beijos e os abraços de boas-vindas à chegada como se não nos víssemos há meses, e o até manhã, com a certeza de que é mesmo até amanhã, mas que perante as doze horas de pernoite, que se avizinham, parecem uma eternidade.

Desde miúda que sempre me agradou estar com os meus pais. Não falo só em viver com eles, em partilhar o conforto de uma vida despreocupada sob as suas alçadas protetoras, mas sim conviver, divertir-me, brincar, e apenas estar. Estar só por estar, só para os ver, só para os admirar e sempre, sempre para os proteger. Quase sempre foram bons momentos, quase sempre foi boa vontade, quase sempre foi felicidade, quase sempre foi harmonia, mas sempre, sempre foi amor.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ando cá com um azar do caneco


Primeiro, queriam-me cortar a luz. Hoje, logo pela manhã, já com o rabo do meu D ao léu (a cheirar a cocó que tresandava), em riste para ser lavadinho, (em casa nunca uso toalhetes, “não há nada melhor do que a água para lavar todo e qualquer excremento humano” - palavras da pediatra) e com a água a correr há mais de 5 minutos e nada daquele magnifico calorzinho! NÃO HAVIA GÁS!

– Ohh, NÃO! Valha-me Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo então, tu queres ver que me cortaram o gás! – pensei, já arrepiada, enquanto me antevia dentro do polibã, enregelada, enquanto tomava um banho gelado. (Nestas alturas torno-me na mais católica das cristãs!)

Resumindo: ouve uma fuga de gás à entrada do prédio e tiveram de cortar o dito cujo em todo o edifício. O meu cabelo está nojento, de tão oleoso está colado à nuca. Sim, porque água fria nem vê-la. Não tenho coragem, não consigo de maneira nenhuma, meter-me debaixo de um chuveiro com água a menos de 38.º. O meu D teve que limpar o rabinho com as Huggies e não pôde fazer o seu "chapinhanço" matinal. O maridão foi o único que se safou, pois levantou-se às 6h da matina e a essa hora ainda não se tinha dado o dito incidente. Só espero que logo à noite já tenham reposto este precioso bem de primeiríssima necessidade, caso contrário teremos de emigrar para a casa dos meus papás.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Será que é de mim...


Será que ando extremamente sensível, ou tenho mesmo razão, e é uma grandessíssima falta de educação tratar alguém por “Ela” ou por “Ele”; “Aquela” ou “Aquele”? Ehpá, dá-me cá um nervoso miudinho quando ouço estas blasfémias. Soam-me a obscenidades. Juro que prefiro ouvir um palavrão bem puxado, a um “Ele” ou uma “Ela”. E pior ainda, quando empregam estas mini-asneiras (nem sei o que lhes chamar!) não só para substituir o nome próprio de alguém, como também, para se referirem a alguém presente no mesmo espaço físico. Ali mesmo, lado a lado! Coladinho! Ombro no ombro! Face to face! Raiosmapartam se isto não é uma verdadeira falta de educação.
Conheço uma família onde todos se tratam desta forma. A mãe, não é a “mãe”, nem é a “mulher”, nem mesmo é o seu nome próprio, é “ELA”, o filho não é o “meu filho” ou o “teu irmão” é “ELE”. E quando se referem aos de fora, piora ainda mais um pouco. Fazem-no sem qualquer pudor ou consideração. Quando, ocasionalmente, utilizam o nome próprio para se referirem a alguém, não usam os triviais títulos, “Senhor” ou “Senhora”. Mesmo que esse alguém seja uma Senhora para cima dos oitenta anos. Rrhhhhhh, caaa nervos.
Tenho para mim, que não precisamos de seguir um protocolo rígido, até porque sou apologista de uma vida descontraída, mas não exageremos. Tratarmo-nos com modos, consideração e amabilidade é uma questão de educação e não de formalidade.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Que abençoada que eu sou



Logo pela manhã levo tantos miminhos do meu filho. Sou coberta de beijinhos babosos que me roubam o creme e me deixam o rosto molhado e escorregadio, festinhas sapudas, abracinhos fortes e amorosos, mordidelas indolores, sorrisos traquinas, tudo à mistura com umas quantas “pitinha põe o ovo” e umas palminhas de comemoração por mais um dia que se avizinha fantástico cheio de energia, alegria, novidades e muito amor. As nossas manhãs são sempre soalheiras e coloridas, mesmo que faça tempestade lá fora. Mesmo que chova a potes, mesmo que faça um frio de rachar, as nossas manhãs são sempre calorosas e animadas. São sem sombra de dúvida uma das partes do dia que eu mais aprecio. Esta demonstração de amor inabalável e gratuito dá-me força e inspiração para enfrentar mais um dia com humor, serenidade e boa vontade.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Fim-de-semana


Por vezes, sabe-me tão bem um fim-de-semana assim caseiro, sem pôr o pé na rua, sem tirar o robe quentinho (feio que até dá dó, mas quentinho como ele só!), enroscadinha nele a ver as nossas séries favoritas, enquanto o nosso filho brinca cheio de energia viva mesmo ali à nossa frente para, de quando em vez, nos felicitar com o sorriso maroto mais lindo do mundo. Adoro quando ficamos só os três. Reforçamos os laços, enriquecemos a nossa existência de amor e carinho profundos, damos asas à imaginação e inventamos novas brincadeiras. Adoro a minha pequenina família, grande em Amor. Fecho as portas à mediocridade e embriago-me desta alegria de viver este grande amor.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012


2 horas à espera para  fazer um RX. Depois de uma dolorosíssima espetadela de uma agulha de quase 30 cm, para análises ao sangue, (estou a brincar, não doeu tanto assim! A enfermeira foi impecável!), esfomeada, já quase a desfalecer, cheia de tonturas e de nervos devido à espera e nada. Nada de ouvir o meu nome saído daquele altifalante fanhoso. Caramba, ainda dizem mal dos hospitais públicos, que são demorados, que o serviço não presta, que isto e aquilo, etc. Realmente, no privado não existem dois médicos por sala, cada qual com o seu paciente a vomitar um para cima do outro, como me aconteceu nas urgências de pediatria do Santa Maria, quando uma criança expeliu um vómito que por um triz não atingiu o meu bebé, mas em termos de espera estão ali taco a taco. A única diferença é que no privado pagas e não bufas.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Nada a fazer


Senhora Dona X - Ai, parece que ele está pior. - Disse referindo-se ao meu bebé.

Eu - Sim, está com mais tosse. – Respondi, triste.

Senhora Dona X - Ai está?

Eu – Sim. – Respondi com estranheza à sua resposta em tom de pergunta e pensei: “Então mas se não está a falar da tosse do menino do que estará a senhora a falar?!”

Pouco tempo depois volta a insistir:

Senhora Dona X - Ai, parece que desde que está na creche que ainda ficou mais agarrado a si. Tá pior, não acha?! – Disse com ar de desdém.

Não respondi. Não tenho respostas rápidas para provocações. Mas depois de tanta insistência sobre o tema, disse:

“ Claro que ele está agarrado a mim. Pudera, eu sou a mãe dele! Se o menino estivesse agarrado à vizinha do lado é que eu me preocupava!”

Não foi a melhor das repostas, mas foi a que me saiu. Às vezes penso como seria bom ter uma resposta pronta a ser expelida, em modo voo, de forma a calar esta gentalha altaneira, sempre pronta a destilar veneno na felicidade alheia. Mas quando volto a cair em mim, penso que felizmente, não me surgem as tais respostas porque, simplesmente, não sou igual a eles. Aos que criticam por tudo e por nada, aos que só vêem maldade, aos que sofrem de inveja e ciúme, aos que não conseguem conviver com o êxito e bondade alheia, aos pessimistas por amor à camisola, aos descrentes.

Prefiro ver a bondade, sentir o amor e viver na felicidade. Eles que se lixem!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Maravilhas da maternidade...


Ser mãe foi sem dúvida o melhor que a vida me deu. Nada se compara a este sentimento arrebatador, que me enche a alma e me põe o coração aos pulinhos. Tudo se renovou, tudo se iluminou. Hoje compreendo o outrora incompreensível. As prioridades redefiniram-se. O que anteriormente era relevante hoje já não tem tanta importância assim, ou vice-versa. Sou bem mais paciente, muito menos ansiosa e deixo a vida rolar esperando, sempre, o melhor. Até as horas das birras, ou do “não quero dormir, quero pular e brincar toda a noite até cair para o lado”, enquanto eu, de tão cansada, até dormia numa cama de pregos, são incrivelmente compensadoras. Mas não deixo de me sentir cansada. As constantes noites mal dormidas reflectem-se no meu rosto olheirento e nos meus braços cansados de embalar aquele pequeno e pesado pestinha que adora bater palminhas em horas impróprias. Sim, é verdade que me sinto exausta e cansada, mas tão, tão… feliz e rendida aos encantos deste bebé que tanto amo. 
A minha verdade, sou eu que a escolho.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

De perfil e alma lavada


Faltava-me a liberdade, sentia-me sufocar. Não poder escrever sobre emoções, angústias e outros sentimentos que apesar de pouco nobres e menos altruístas também fazem parte do meu carácter, estava a dar comigo em maluca. Talvez por vergonha, por falta de coragem, por medo de magoar, de ferir, de desapontar, quem amo e quem me ama. Agora, aqui estou eu, é verdade que numa versão anónima e secreta, menos encantada, mais terra, mais perspicaz, mais astuta mas muito mais feliz e aliviada. (Sim, porque isto de tentar ver beleza até naqueles que passam a vidinha a dizer mal de nós, é esgotante e depressivo!) E sempre, sempre muito optimista.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Para sempre...

Sei que soa a cliché, mas é um facto, a maternidade mudou-me. É certo que continuo a ser uma eterna optimista, antevejo uma oportunidade em cada dificuldade, enfrento cada obstáculo com a confiança digna de uma maratonista convicta das suas capacidades e crente nas suas preces. Acredito em mim, acredito em ti, acredito nele, (o meu bem mais precioso) e acredito nos bons, nos felizes, nos lutadores, nos que não baixam os braços e nos que não se vergão a depressões e outras maleitas amaricadas. Acredito num mundo cor-de-rosa e digno, fértil em imaginação, harmonia, desejos, e boa vontade, mas, já não vou em histórias de encantar. Deixei de acreditar que posso mudar os outros ou que os outros podem mudar! Já não tenho estômago para falsidades, para egoísmos, para amuos, calúnias, prepotências e falsas promessas. Falta-me a paciência para a infelicidade alheia que tenta corromper o próximo com o descrédito, com a falta de auto-estima, com a p… da inveja. Gosto de ser feliz! Lamento, mas, decididamente, não tenho queda para a infelicidade. Sou e quero ser feliz, autêntica, una com o amor, com a vida, contigo, com ele, com os bons, com os que valem a pena. Tenho tanto por quem viver, por quem ser feliz, a quem amar. A maternidade deixou-me inabalável, astuta, e ainda mais perspicaz. Não mais permitirei os abusos ou o escárnio alheio. Não mais me privarei de defender o que é meu e os meus. É certo, que não jogarei à defensiva nem tão pouco ao ataque, jogarei pelo amor à camisola e à equipa da casa, que é o quanto basta para vencer o campeonato. Jogarei pelos e para os meus adeptos, aqueles que amo e que me amam e calarei as claques adversárias com a minha goleada.
Continuarei a competir neste campeonato, mas de perfil e alma renovada.
4.º Dia de escola do meu pimpolho. Larguei-o há 3 horas e já não aguento com tantas saudades dele.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

7 Meses Passados

Vieste antes do tempo sem data nem hora marcada. Ocupaste o teu lugar sem avisar, apareceste assim do nada. Usurpaste-me os planos, as viagens, os serões, as leituras, o tempo, esse bem precioso, que despendia conforme me apetecesse, sem horários nem urgências. As horas de dolce far niente, que ainda queria gozar.
Nunca mais nada será igual e o tudo, esse, já é diferente. Foi substituído por algo muito mais importante e valioso; por este amor, não à primeira vista, (pois não gostas de clichés!), mas ao primeiro toque. Apaixonei-me por ti quando ainda só te sentia dentro de mim a pulsar de energia viva e exuberante. (Sim, ainda eras um grãozinho de gente, mas cedo demonstraste o teu carácter destemido, decidido, simpático e enérgico), e morri de amores quando ainda escorregadio me vieste parar aos braços.
É arrebatador o prazer que tenho em contemplar o teu sorriso singular e deliciosamente viciante que me eleva ao mais alto apogeu e me aconchega a alma, é indescritível a alegria que tenho quando estou perto de ti, o gozo que me dá partilhar cada nova vivência,  deleito-me com cada gracinha, cada traquinice, cada gargalhada. Ver-te, sentir-te, tocar-te, ouvir-te e poder admirar cada traço do teu rosto imaculadamente perfeito faz-me estupidamente feliz, prepara-me para enfrentar mais um dia, mais uns anos, mais uns séculos, ou qui ça, mais uma vida, se assim for o caso, e para quem acredita.
Afirmo com a firmeza destemida só própria de quem é mãe, que não alteraria nem um ponto da minha vida, da nossa vida. Se não tiver tempo para escrever mais do que um post por mês não me importarei, se não adiantar qualquer página ao meu ambicionado e caduco livro não farei caso. Estou ocupada a viver o capítulo mais feliz da história da minha vida, cujo protagonista és tu!
Ver-te crescer é o melhor presente que a vida me pode dar.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Os meus internautas favoritos!!

Contemplar um cenário destes logo pela manhã, é maravilhosamente irresistível!
Que abençoada que eu sou!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Tal e qual a mamã!


Nada melhor, para relaxar, do que um bom livro enquanto nos embalamos na brisa da tarde.
Assim é que a mamã gosta!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

16 FEVEREIRO 2011 3:55 AM


Vinte seis horas após dolorosas contracções e fortes emoções, senti o seu cheiro inebriante enquanto lhe acariciava a cabecinha. Examinei cada pedacinho do seu corpo pequenino e quente, enroscado no meu, enquanto me sugava o peito com voracidade e sussurrei-lhe: “Amo-te muito”.
Neste nosso primeiro encontro, cara a cara, jurei-lhe amor eterno. Rezei até ser dia e agradeci a Deus, uma, duas, três, quatro, cem, mil, um milhão de vezes, por esta dádiva inestimável. Foi tão mágico aquele nosso primeiro encontro, em que, finalmente, o senti nos meus braços e pude perscrutar o seu rostinho pequenino, redondinho um tudo-nada parecido com o meu.
Sei que soa a cliché, mas é a verdade e não me importo de repeti-lo até à exaustão. Sim, este foi o dia mais importante da minha vida e jamais esquecerei cada segundo vivido. O seu nascimento assinala a minha vida com um antes e um depois. O que anteriormente era relevante hoje já não tem tanta importância assim. A vida passou de um calórico e unhealthy refrigerante para uma refrescante e saudável limonada, o sol passou a brilhar todos os dias no parapeito da minha janela onde outrora, de quando em vez, prevalecia a tempestade e a monotonia. As prioridades redefiniram-se e a minha própria vida, que deixou de ser só minha, para passar a dividi-la com este pequeno GRANDE Ser, que tanto amo, tem um outro sentido, uma importante e saborosa razão de ser.
Amo-te tanto!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Os toscos lutadores de Wrestling desta vida.

Aquando a adolescência namorei com o mauzão do colégio. O tipo que todas as miúdas desejavam e que todos os miúdos temiam. Não era respeitado, pelas suas aptidões intelectuais ou pela sua inteligência, que diga-se de passagem era deveras escassa, tendo em conta a pauta em cada final de trimestre. Não era bom na resolução de equações, nem tão-pouco na execução de composições. No que ele era mesmo bom, mas mesmo bom, assim tipo expert, era na porrada. Aí sim o tipo esmerava-se. Arranhava a cara ao adversário, pespegava-lhe pontapés e caneladas, nem que para isso também ele tivesse de ficar com os dois olhos negros. Mas o outro não se safava! Este tipo estava para a porrada como o Einstein para a ciência. Tal e qual!

Era à custa deste dote grotesco de lutador de Wrestling que conquistava as miúdas obcecadas com os seus abdominais bem trabalhados e os seus braços firmes e fortes, mais do que com os seus fracos piropos. Era uma alma fraca, com o qual namorei uma mão cheia de anos. Sim, é verdade que dei cinco anos da minha vida a este Wrestler tosco, que se borrou de medo em cada uma da meia dúzia de vezes que encarou o meu pai. Eu que nunca fui chegada a violências acenei afirmativamente a este namoro com o intuito de fazer pirraça a um grupinho irritante de miúdas com a mania que eram as boazonas do liceu. E depois veio a pena. A puta da pena. Esta cabra que nos fo#@& o coração e nos deixa a alma em frangalhos. Tinha pena de o tipo ser oriundo de uma família disfuncional, em que o pai metia os palitos à mãe que por sua vez não batia bem da bola, em que a irmã não se aguentava nas canetas, tão grande era a permanente moca em que vivia, onde cada um grunhia e gesticulava ao invés de dialogar, onde não existia dinheiro para uma refeição decente, mas havia sempre cem ou duzentos euros para pagar de conta do telefone, e até onde o cão tinha o seu quê de maluco. Depois da pena veio a estúpida da determinação de querer mudar o mundo. E porque não começar por aquela alminha perdida? Quis fazer do tipo um homem honesto, trabalhador e íntegro. Não o podia abandonar assim sem eira nem beira! O que seria dele? E lá vinha a puta da compaixão lixar-me outra vez o coração.

Felizmente a minha mãe com toda a sua astúcia, e apesar da sua ignorância acerca das raízes deste palerma, achava que duas ou três horas semanais ao Domingo na sua companhia eram as suficientes para se chamar a isso de namoro. Conclusão, espremendo esses cinco anos não passei mais do que alguns meses na sua companhia. Contudo, esse namoro chegou ao fim, não devido à conveniente participação intervencionista e regrada dos meus pais, mas devido à minha evolução pessoal e profissional.

Felizmente, a vida proporcionou-me várias experiências e deu-me a conhecer novas realidades, que me fizeram acreditar que a minha vida não tinha que se cruzar mais com a daquele troglodita. Fez-me acreditar que é necessário algo mais do que pena, compaixão, determinação e até mesmo do que o amor (inexistente nesta história) para uma relação sobreviver. É preciso acima de tudo, falar a mesma língua, dividir ambições e lutar pelos mesmos objectivos, partilhar a mesma educação, debater os mesmos temas, gostar dos mesmo filmes e apaixonarmo-nos pelo mesmo livro.

Tenho para mim a incompatibilidade de relações cujos seus interpretes não compitam no mesmo campeonato, que não pretensão ao mesmo escalão social, (que nada tem a ver com o económico), que não dividam os mesmos códigos de honra e de conduta e que não oiçam a mesma canção, tal como afirma o Rui Veloso no seu poema. Pior do que isto, só se um deles palitar os dentes ao final de cada refeição.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Gosto de escrever...

... sobre histórias de amor; gosto de escrever sobre dias felizes e primaveris; gosto de escrever sobre a minha felicidade e a felicidade alheia. Gosto especialmente de escrever em manhãs quentes e ensolaradas como a de hoje, a de ontem e a de amanhã. Gosto de escrever nos dias em que acordo com o som dos pássaros a chilrear no parapeito da janela do nosso quarto e do cheiro da terra a secar depois de uma semana de intensa chuva. Inspiro-me nos movimentos do meu bebé que dentro de mim procura a posição mais confortável e inspiro-me no meu amor por ele e pela nossa pequenina família. Gosto de escrever sobre os meus desejos e sobre os sonhos que juntos - eu e o meu amor - partilhamos e que passo a passo vamos alcançando um atrás do outro. Inspiro-me num Je ne sais quois qualquer que habita a sua personalidade e me faz sentir a mulher mais feliz do planeta. Inspiro-me no amor a tudo e a nada. Inspiro-me no amor em geral. Inspiro-me no meu amor por eles. Inspiro-me no meu amor pelos conhecidos e pelos desconhecidos, também. Não gosto de escrever sobre temas amargos, tristes e deprimentes. Talvez por ser supersticiosa e acreditar nessas teorias novas, que para mim fazem todo o sentido e que quando testadas parecem não falhar. Mas, existem momentos mais fortes do que a minha boa vontade de ver o mundo pintado de azul-bebé ou filtrado pela visão entusiástica do papel de parede às riscas que forra e alegra o quarto que aguarda a chegada do nosso filho. Existem momentos energicamente negativos, que me arrancam do meu mundo perfeito composto de realidades e pensamentos felizes e radiantes, que me chutam, que me sufocam e que me afundam numa realidade pessimista e depressiva. Nem sempre tenho forças para me desenvencilhar desse pessimismo depressivo e muitas vezes dou por mim a caminhar nesse embalo morno e tranquilamente manhoso que me arrasta para um fosso sem fim à vista. Até que, subitamente, travo bruscamente, insiro novos dados no GPS que me guia o coração e meto uma nova mudança na minha mente. Troco o pessimismo pelo optimismo, o rancor pelo amor, e vomito toda a negatividade sobre o teclado do meu computador. Às vezes escrever sobre a merda que nos rodeia tem o mesmo efeito laxante que uma Água das Pedras. Purifica-nos e desanuvia-nos, não o estômago, mas a alma. E por este motivo, abro algumas excepções e nem sempre escrevo sobre o Amor, também escrevo sobre tudo e sobre nada. Mas hoje está uma manhã ensolarada por isso vou deixar-me de merdas e pensar em alegrias.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Que orgulho que tenho de ti!

Admiro a tua resistência aliada à generosidade e simpatia que tão bem caracterizam a tua personalidade e que fazem de ti o mais afável dos seres.
Admiro a tua honestidade e integridade sempre de mãos dadas com a amabilidade e a cordialidade
Admiro até a tua tenacidade tantas vezes confundida com teimosia, - e que tantas e tantas vezes já me esgota a paciência -, mas que graças a ela estamos unidos, para sempre, nesta e noutras vidas.
Aprecio a tua calmaria ponderada que abranda e suaviza a minha impetuosidade temerária sempre pronta a travar novas batalhas. E sim, gosto de viver sobre a alçada protectora e apaziguadora da tua personalidade polida e cortez..
Contigo a vida tem outro sabor. Os sonhos sabem a realidade e a conquista e o amor, esse grande tema, esse sem dúvida, tem o teu sabor.
Dizem que a vida é dos que resistem e arriscam, dos que sonham e vão em frente na persecução dos seus objectivos, sonhos, desejos e fantasias. Então meu caro grande amor devo-te dizer que a vida é tua; a vida é minha; a vida é nossa e que unidos ponto a ponto conquistamos cada capítulo desta nossa autobiografia.
Sabe-me tão bem ter-te junto a mim.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Vamos ser pais de um menino, que para alívio da madrinha já tem nome. Rodrigo. O nosso filhote chamar-se-á Rodrigo. Levou tempo mas já está! Ufaaaa

Já nos sentimos mentalizados para o que der e vier. E isso inclui muita animação nocturna, cocós na fralda, esperas ensonadas por arrotos que se fazem tardar, vómitos pestilentos, biberões que passarão a ter a dupla funcionalidade de amamentar e enfeitar, com o devido glamour, móveis e aparadores, esterilizadores, pomadas para rabinhos assados, cremes para o corpo, tetinas, chupetas, e afins,.. toda uma parafernália de objectos necessários para o bem-estar da cria.

Devo dizer que este pequenote já tem mais enxoval do que nós alguma vez tivemos. Aliás até hoje ainda nos faltam uns quantos jogos de toalhas e os mesmos de lençóis; se convidamos mais de dois convivas necessitamos de improvisar assentos e nós anfitriões temos de jantar em pratos de sobremesa porque os de conduto não são suficientes para todos. E o nosso nequinhas já com uma quantidade infindável de acessórios e pertences de fazer inveja a qualquer loja Bráz e Bráz.

Mas acho, aliás, tenho a certeza, que tudo valerá a pena só pelo facto de o termos ao colo e podermos lambuzá-lo de beijinhos e miminhos enquanto nos inebriarmos com o seu cheirinho fresco de bebé e os seus sorrisos amorosos e ternurentos.

Estou desejosa de ver o rostinho pequenino do nosso filhinho.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Acredito na existência de algo que não sei explicar ao certo o que é. Se é gente, se é Deus, se são teorias e ciências inovadoras, se é o destino, a sorte ou o acaso. Não sei o que é, e sinceramente isso também não me interessa nada. Só sei que existe algo que me guia pelo caminho correcto, que me ajuda a ultrapassar obstáculos, que me revela o bem ao invés do mal e que na hora H me ilumina e me faz tomar a decisão correcta.

Já houve vários momentos em que pude constatar essa força divina. Caso assim não fosse, não teria conhecido o meu grande amor, não teria mandado à fava o traste com quem, durante anos, perdi o meu precioso tempo, não teria conquistado tudo o que tenho, não teria sequer nascido no seio da família que tanto amo.
Acredito que nada acontece por acaso, que tudo tem uma razão de ser e que o nosso maior objectivo na vida é sermos felizes. Se assim é, que assim seja!