terça-feira, 4 de junho de 2013

PIB


Tenho para mim que o crescimento ou o decréscimo do PIB está intrinsecamente correlacionado com a dentadura de uma nação. Nunca vi tanto desdentado nem nunca senti tanto mau hálito como actualmente. Irra, courgettes e cenouras, logo eu que tenho um olfacto tão apurado que mais pareço um cão de caça. E sensível? Ninguém imagina o quanto eu sou sensível aos maus cheiros.
Quando passeio pela rua ou quando falo com alguém o primeiro pormenor que me salta à vista é o cuidado com a boca e infelizmente, desde que se instalou a crise parece que vejo cada vez mais pessoas com o teclado todo lixado.
Não existe nada que mais me agrade noutra pessoa e em mim própria do que uma boca sã, de hálito fresco, sem crateras, sujidades, tártaros, cáries e outras porcarias do género. Admito que alguém seja marreco, careca, coxo, perneta, vesgo, pode até ter as sete camadas de pele cheiinhas de celulite e as maminhas descaídas, desde que tenha o teclado intacto e limpinho por mim já ganhou pontos.
Sei que uma ida ao dentista é o mesmo preço que um vestido na Sacoor, sei que o tratamento de uma cárie fica ao preço de uma mala na Furla e que um implante é o preço de um porta-chaves na Hermès, mas não valerá mais a pena ter um aspecto digno e saudável do que todos esses apetrechos? A boca é o primeiro veículo de entrada do nosso corpo e é também o nosso cartão de apresentação, por isso não compreendo quem injecta quilos de botox no rosto, ou quem mete implantes para as maminhas ficarem empinadas e não põe um implante no lugar da cratera que têm no meio da dentadura.
Há que saber definir prioridades senhores, e que tal começar pela prevenção? A pasta dos dentes, o elixir e o fio dental não são assim tão caros e o Dr. OZ defende a tese que o uso do fio dental aumenta a esperança média de vida do seu usuário em sete anos.  
E mais, tenho a dizer que o meu Di começou a lavar o dente (só tinha um) com quatro meses!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ahhh, o meu catraiozinho que foi baptizado só tem 8 aninhos, mas já é um marmanjolitas. Muito fofo, (nesta parte sai à mãe), então com aquela fatiota ficava mesmo uma doçura, porém não deixa de ser marmanjolas.♥

Fim-de-semana

No Sábado rumámos de malas e bagagens até ao Zoo, numa visita relâmpago, o meu Di adorou, ficou fascinado com os leões, com as girafas, com os elefantes e com a bicharada no geral. Eu também adorei. Há muitos anos que não ia ao Zoo e confesso que desta vez foi a que mais gostei, vi com outros olhos, com olhos de mãe, apreciei cada exclamação do meu Di, com o dedito em riste a apontar para os animais. Adoro cada vez mais estes momentos nossos, a três.
- Mãe, mãe, ãooo. (Tradução: mãe olha o Leão.)
O baptizado correu muito bem, o Sr. Di portou-se como isso mesmo, como um senhor. Esteve sempre caladinho e sossegado ao meu colo, claro que tive a parceria fantástica do Noddy e do Ruca em modo silencioso. (O Ipad foi a melhor invenção dos últimos anos, é só isso que eu tenho para vos dizer.) O rapaz baptizado testava um miminho dentro da sua indumentária festiva e também esteve à altura da celebração o que deixou a sua mamancita (que estava linda!) orgulhosa com a lágrima ao cantito do olho. Tudo correu sobre rodas, portanto.
Às vezes quando esperamos o pior, o mais ou menos acontece. A vida tem destas boas surpresas.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Fim-de-semana à porta...


... e este é daqueles que menos aprecio, com direito a baptizado e tudo!
Por falar em baptizado, são tãoooo pirosos os presentes de baptismo. Ainda por cima, sendo o catraio um marmanjolas de 10 anos.   

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Precious Time


No outro dia li no Wide Wake, blogue que acompanho já há algum tempo, um post que falava de luxo, riqueza, dinheiro e de tempo. Fiquei fascinada, não só por acha-lo muito bem escrito, uma característica comum a todos os posts do Wide Wake, mas por sentir precisamente o mesmo e por neste momento estar a viver uma situação muito idêntica à relatada.
Tenho o meu marido a trabalhar fora de Portugal, há quase um ano, também já não somos marinheiros de primeira viagem, e no meio do infortúnio temos muita sorte, ele parte à segunda-feira mas à quinta-feira já o temos de volta. Agradecemos por e rezamos para não o desterrarem num desses países, ditos emergentes, cujo PIB cresce a 500% por dia, mas que estão s mais um zero de distância. Ganhamos mais dinheiro, muito mais, as ajudas de custo são muito boas, mas perdemos tanto, perdemos o tempo, o tempo que não volta, o tempo que não há ajudas de custo que paguem. Durante os quatro dias que está ausente de casa, está privado do tempo connosco, especialmente do tempo com o nosso filho que cresce mais do que o PIB desses tais países emergentes, tão veloz que as diferenças são visíveis nesse espaço de tempo da sua ausência.
Custa, mas de momento é a única opção e temos de sobreviver com isso. Sou optimista e tenho a certeza que melhores dias virão.
O tempo é sem dúvida um dos nossos maiores luxos e tantas vezes o gastamos da forma menos proveitosa. Quando acabei a universidade sonhava tornar-me numa executiva de topo, daquelas que entram cedo e saem às tantas da noite,  mas sempre com ar muito aperaltado e sem olheiras, e que quando entram no elevador de acesso à garagem para se irem embora para casa encontram o homem da sua vida e tudo acaba com um beijo  numa pizzaria onde são os únicos clientes. Quando terminei a universidade tive a sorte (pensei na altura!) de encontrar um emprego num private Banking de nome pomposo, vaidoso, como só ele, em ser o anfitrião da mais fina flor da clientela. Tão vaidoso que nem se apresentava, ao comum do cidadão, instalado num edifício imponente no centro de Lisboa sem qualquer marketing, apenas uma placa pequenina dourada à porta da entrada, anunciava o nome do grupo. Quando consegui aquele emprego nem queria acreditar na sorte que tivera, apesar do ordenado de merda, o local era deslumbrante e estava certa que aprenderia muito ali. Fiquei atordoada de alegria. Infelizmente, pensava chorosa, não tinha propriamente um horário de sonho daqueles apertados, sem tempo para almoçar e a sair às tantas,  era considerada estagiária e não tinha funções realmente importantes, e pior que tudo saía quase sempre dentro do horário previsto, a não ser quando alguma reunião se estendia, mais um pouco, e precisavam de alguém para servir café e biscoitos franceses aos clientes. Ficava triste e sentia-me rejeitada quando, de Inverno, saía para a rua, ainda com luz do dia, ou quando de verão ia passear para o Chiado porque o dia estava convidativo à vadiagem. Invejava as minhas colegas que ficavam a trabalhar até mais tarde e cujos serviços eram requisitados a cada minuto. Queria ser como elas, doentes mentais sem vida própria que me enviavam e-mails informativos com o logotipo do banco às onze da noite. Que inveja. Porque não sou eu! - Pensava.
Felizmente mudei a minha visão, ganhei juízo, hoje tenho um emprego que gosto e onde me sinto útil, trabalho para e com a minha família, onde o meu chefe é o meu pai, o avô querido do meu filho. Trabalho num local onde posso levar o meu filho sempre que me apetece, especialmente quando está doente, onde o comum é todos os empregados cumprirem as oito horas de trabalho diárias e quando se excede esse período, são compensados monetariamente por isso, onde o mais importante é a família e onde somos todos uma família, mesmo os que não partilham o nosso tipo de sangue e onde todos vestimos a camisola da casa e orgulhamo-nos da placa de quatro metros de comprimento por dois de largura que temos pendurada por cima da porta da rua, que nos identifica como uma equipa.
De facto, não me tornei numa executiva de topo com fatos caros e joias ofuscantes, mas sou a herdeira de uma empresa próspera com mais de trinta anos, reconhecida no mercado e que em tempo de crise tem-se aguentado como gente grande. Tenho orgulho de empregar aqui o meu tempo, e de contribuir para gerar riqueza para mim e para os meus, mas uma coisa garanto, não existe melhor momento do que aquele em que meto os pés fora da porta, vejo a luz do sol e penso na quantidade de horas que ainda tenho para brincar e rir com o meu filho. E mimá-lo, mima-lo muito. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Reynaldo Gianecchini


Confesso fiquei ainda mais rendida aos encantos do Reynaldo Gianecchini. Já achava, aliás sempre achei, aquele homem uma bênção dos céus, um encanto de moço, lindo de morrer, mas ontem depois de ver as entrevistas dele com a Clara e a Judite, ambas de Sousa (engraçado, há anos que as vejo e só agora reparei que partilham do mesmo sobrenome), conquistou-me de vez.
Conquistou-me a sua doçura e o modo despretensioso e sensato com que encara a vida e o seu protagonismo. Conquistou-me com a sua espiritualidade e força interior, fez-me crer que não sou maluca por acreditar numa crença chamada Amor, que engloba todas as religiões do mundo. Com a sua força, fé e amor confirmou-me que existe um bilião de razões para a existência de um conjunto de factores milimetricamente delineados, por uma força maior, que permitem a nossa vida aqui neste planeta no meio deste enorme universo. (Tudo fica mais fácil se compreendermos a razão da nossa existência.) Ajudou-me a conferir que a vida é realmente o que é, que os planos nem sempre são cumpridos, que devemos aceitá-la e vive-la Agora, porque o amanhã é uma incógnita. A sua luta e sobrevivência corroboraram a minha maior convicção, a crença de que tudo se encaminha no rumo certo se aceitarmos sem resistência e agradecermos com amor o que a vida nos oferece.

Só um aparte, repararam na Judite e na Clarinha? Derretidas que eu sei lá, nem nunca tinha ouvido a Judite gargalhar daquela maneira.”Credo agora é que foi Judite.”- Pensei quando ouvi o som estridente do seu riso. Deixa lá, eu se calhar faria pior figura. Compreendo a tua manifesta felicidade, não se apanha um Giani todos os dias e entrevistar o Giani não é o mesmo que entrevistar o Sócrates ou o Senhor Primeiro Ministro. Ohh se eu te compreendo! 


Cenouras e cougettes #$%

Tantas ideias, tantos temas na mente e não me saem as palavras! Acho que estou xexé.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O que é nosso, para nós está guardado!

Encontrei o bem-dito vestido da Máximo Dutti pelo qual me apaixonei perdidamente!
Mais uma prova de tudo o que acredito. A lei da atracção e da gratidão antecipada funciona mesmo!


Sr. Di, o bolacheiro.


O meu Di portou-se muito mal na escola! Deu uma bolachada na cara da professora quando esta o obrigou a sentar-se na cadeira. Que vergonhaaaaaa!
Fui deixá-lo à escola e alguns meninos já estavam dentro da carrinha para irem para o parque. Eu acho que o meu Di pensava que eu também ia no passeio e quando a professora o arrancou dos meus braços e ele percebeu que eu não ia, começou num berreiro desgraçado, pejado de lágrimas grandes e gordas, que me partiu o coração em mil bocadinhos. Não sabia se havia de agarrar no meu rapaz pequeno e levá-lo eu própria ao parque, se desistia do parque e íamos os dois embora, se havia de me ir embora sozinha. Pensei que traze-lo comigo, talvez não fosse a melhor solução, o rapaz é sabido e já estava a prever as chantagens que me faria, sempre que o fosse deixar na escola durante o próximo mês. (sim ele não esquece com facilidade.) Assim sendo, optei pela terceira escolha e foi quando ele me viu a ir embora que pespegou uma enorme estalada na cara da professora.
Espero que tenha sido uma estalada unilateral, rezo para que não tenha havido retaliação. E sinceramente, acho que não houve, a Sofia é muito humana e compreende melhor que ninguém estes seres pequeninos que, de quando em vez, nos tiram do sério.
A professora fez-me queixa dele quando o fui buscar e notei-o muito sentido e envergonhado com o disparate que fez, mas não se esquivou de um enorme raspanete da minha parte, pois está claro.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Courgettes e cenouras...


 ... estou mesmo desanimada, encontrei um vestido lindo na Maximo Dutti que ficaria a matar com as minhas sandálias, mas azar do caneco, o vestido está esgotadíssimo, não existe o meu tamanho em parte nenhuma do país. Esgotado, esgotadíssimo, esgotadérrimo, e o baptizado, que eu nem sequer sonhava que iria haver (muito agradeço ao pai da cria que só nos avisou na semana passada), é já daqui a 15 dias. Hã, hã, espera lá que já me vou chatear mais com isto, vou mas é ganhar juízo na cabeça e levar a velharia démodé que tenho lá por casa. Se quisessem convidados aperaltados tivessem avisado mais cedo! Essa é que é essa!

terça-feira, 21 de maio de 2013

As patifarias do meu Di.


Bemmmmm, nem quero imaginar se estivéssemos sozinhos em casa! Ontem o meu Di, que tem a mania de fechar tudo quanto é porta, (agora até tem a mania de se fechar no quarto, qual rapaz adolescente), fechou a porta da casa de banho à chave (pelo lado de fora), comigo lá dentro! Se o pai não estivesse em casa eu queria ver como seria. Eu trancada dentro da casa de banho sem ter como abrir o raio da porta e sem ter uma forma de entrar em contacto com alguém para nos ajudar. Havia de ser bonito, havia! Já foram retiradas todas as chaves das portas de lá de casa e escondidas no ponto mais alto que encontrei.
O meu Di não me dá descanso, ainda assim, não o dou, não o troco, não o empresto. ♥

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Lá foi o olho pró caneco.


O meu rapaz pequeno ontem deu-me cabo de um olho. Atirou um pente que me acertou em cheio no olho direito que ficou imediatamente inchado. Literalmente, pôs-me a ver estrelas. Parecia que tinha levado um soco de um qualquer Rocky. Ao ver a minha aflição, ficou ele ainda mais aflito. Resumindo: tive de o consolar, limpar-lhe as lágrimas e dar-lhe miminho agarrada ao meu próprio olho. Caso para dizer que me foram ao olho.

O meu Di e a semana de campo.


Hoje deu-se início a semana de campo do meu Di, que é como quem diz, o rapaz pequeno vai fazer a rota dos parques de Lisboa. Não, não vai acampar, que o rapaz ainda é pequeno, vai passear no parque, andar no escorrega, no baloiço, apanhar formigas, ver os passarinhos, correr na relva, jogar à bola, fazer piquenique, entre outras actividades e jogos para a sua idade. Dão-lhe um nome pomposo (e  pelo preço até parece que o rapaz vai uma semana para um safari no Quénia) mas é só isto (o que para ele já é muito), logo à tarde já está de regresso aos braços da sua mãe querida. Espero que venha estafado, que gaste boa parte das energias e adormeça cedinho. Tenho muito que fazer logo à noite.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Fim-de-semana à porta...


... infelizmente não é daqueles que eu mais aprecio, mas o que tem de ser, tem de ser com muita força. Ou não! O que vai safar isto tudo é a visita da minha querida Juju no Domingo.

Bon weekend à tout le monde.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sô Dona Jolie.

Sim é certo que tinha 87% de hipóteses de vir a sofrer de um cancro da mama, mas e os outros 13%, não contam? Não têm qualquer importância? Não sei o que faria na sua posição, mas sei o que fiz quando diagnosticaram um cancro do pulmão a uma das pessoas mais importantes da minha vida, o meu pai. Rezei e agradeci antecipadamente a sua cura. Com uma percentagem pequeníssima de sobrevivência, conseguimos combater aquele cancro filho da p..a que queria levar a pessoa que mais me faz rir, a minha fonte de energia e força para a vida. Mas conseguimos, ai se conseguimos! Já passaram oito anos desde que o meu pai foi operado, fez os penosos tratamentos de quimioterapia e os menos penosos de radioterapia e felizmente continua connosco aqui no mundo dos vivos. E de uma coisa podem ter a certeza, sempre soube que aquele cobarde daria ao cava, assim que se deparasse com o nosso optimismo.
 É difícil dar uma opinião, é difícil saber qual o lado que tenderíamos se estivéssemos no lugar da Jolie. E quem somos nós para criticar alguém que tem a batata quente na mão? Quando recebemos uma notícia destas acagaçamo-nos e eu acho que a Jolie borrou-se toda de medo. Teve tanto medo que preferiu prescindir das mamas a correr o risco de morrer. Eu própria sinto-me petrificada só de pensar que eu ou a minha família poderemos passar novamente por uma situação destas. (Vai de ré Satanás!) Não sei se no seu lugar arrancaria as duas mamas, não sei se me basearia apenas numa hipótese para mutilar o corpo, mas tenho a certeza que rezaria e agradeceria, ainda com mais afinco, a vida que tenho e a que provavelmente viria a viver.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Feliz dia da família.



Ai ca nérvussss!


Oh pá, então não é que não preguei olho toda a noite! Eu, euzinha, que ando roxa de sono, que me levanto às 6h30 da matina, que adormeço em tudo o que é sitio, (basta sentar-me e lá vai a cabeça parar ao outro lado, que quase me parte o pescoço) e esta noite não dormi NADA! Tudo porque fui beber uma inofensiva chavenazinha de café com leite, antes de me deitar. Estava tanto a apetecer-me! Nem imaginam o prazer que tenho de beber café com leite, para mim é como se estivesse a beber o melhor Château Mouton Rothschild. (Mas tem de ser daquele café feito na cafeteira, não gosto de café de máquina.) Nem sequer tenho sono agora. Espero que me mantenha assim ao longo do dia, porque tenho a impressão que se calho a adormecer, só acordo amanhã.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Hoje sinto-me depré, comó caneco!




Às vezes é difícil escolhe-la. Escolher ser feliz todos os dias e valorizar as pequenas alegrias do dia-a-dia por vezes torna-se dolorosamente difícil. Existem dias em que me apetece pura e simplesmente ser infeliz, ter pena de mim própria, tornar-me na pessoa mais rabugenta ao cimo da terra e deixar-me estar. E porque não? O que é que isso tem de mal? Também é só um dia! – Pergunto-me.

- Estúpida, tens tudo para ser feliz, porra! Um filho lindo, feliz e saudável, um marido que te adora, uma família fantástica que te apoia em tudo, poucas amigas, mas das boas, és inteligente, saudável, e sabes tanta coisa, tens uma vida cheia de boas recordações porque haverias de querer ser infeliz, mesmo que só por um dia? – Respondo-me.

- Porque dá trabalho todos os dias pensar em coisas boas, dá trabalho escarafunchar no meio da merda e encontra algo de positivo, porque é mais fácil remar a favor da maré e deixarmo-nos impingir com o pessimismo do vizinho, deixarmo-nos contagiar com a indiferença alheia, do que ser a única pessoa a encarar com optimismo o naufrágio! Ora bolas, também sou um ser humano, pá! – Retalia o meu ego.

- Burra, não vês que basta um dia, uma hora de negativismo para afundares o barco, deixares-te levar pela maré do pessimismo durante muitos dias? – Exclama a minha alma.

Assim como o corpo e o cérebro, também a felicidade necessita de ser exercitada diariamente, sem interrupções ou excepções. É difícil, ninguém disse que era fácil, mas o facilitismo é uma característica que não aprecio. Por isso aqui vai:

Bom dia, bom dia, bom dia,
Bom dia vida, bom dia universo, bom dia alegria, bom dia planeta terra e todas as galáxias vizinhas próximas, bom dia pessoas da minha vida e da outra vida também, vamos mas é ser felizes, viver a vida e deixar de merdices.(até rimou) Como alguém disse, (penso que foi a Oprah) o único momento que temos é AGORA, por isso vou vivê-lo da melhor maneira que sei.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Não percebo nada de futebol e nem quero perceber, ponto final parágrafo!


Nunca gostei de futebol. Em miúda era a pior jogadora da turma. Aquando a aula de educação física tinha um azar do caneco, a maioria das aulas eram passadas a jogar futebol. Canecos, como aquilo me irritava! Com tanto desporto para praticar, porque diabos haveria de ser sempre futebol?! O-DI-A-VA!!! 
Resumindo, fingia que jogava e isso tornava-me num empecilho, numa persona non grata, em campo para ambas as equipas. Evitei muitos golos da minha própria equipa por me posicionar mesmo de frente ao jogador que detinha o esférico (ouvi esta do esférico aqui há tempos quando meu homem estava a ver uns debates futebolísticos, achei tão pirosa que não resisti utilizá-la!). Pior do que me sentir uma inútil em campo e das boladas sofridas, era a incompreensão e a crueldade com que os meus colegas, especialmente as minhas melhores amigas me tratavam. Sim, menina Sónia e menina Marlene, esta é para vocês. Na escolha das equipas, não existia viva alma que me quisesse para jogadora! (tenho a impressão que as mortas também não!) Eu e mais duas comparsas de conversas em campo, (acreditem que não existe melhor sitio para falar sobre, roupas, filmes, musica, sapatos, rapazes e outros temas do universo feminino do que um belo relvado, ali era mais um belo espaço de terra batida, enfim), ficávamos sempre para o fim da escolha, ou seja éramos as sobras, e quem tinha a sorte de nos receber, fazia uma cara de repúdio que me deixaram traumatizada até hoje. Houvera até quem perguntasse se eu não preferia ficar para árbitra ou para massagista! Por isso assumo aqui em público que fui vítima de bullying e que ainda hoje sofro as consequências dessa má sorte.
Agora a sério, era e continuo a ser uma péssima jogadora, detesto jogar futebol e detestava mais ainda estar debaixo de sol a correr que nem uma desalmada atrás de uma bola, para no final ficar cheia de alergia. Eu e o sol nunca nos demos muito bem, apesar de adorar estes dias solarengos. Contudo, sempre fui simpatizante do Sporting, tudo por causa do meu querido padrinho que adorava o seu querido Sporting. Quando me perguntavam qual a minha equipa, eu despachava a malta com um “Sou do Sporting, como o meu padrinho”, e não dava largas a mais conversas. Porém há uns anos que apanhei um pó ao Sporting, que já dei por mim a desejar que perdesse toda e qualquer competição. O meu homem é Sportinguista, é até um adepto bastante ponderado e caso o Sporting mereça perder ele é o primeiro a dizê-lo, (acho que aprendeu este comportamento com o meu pai, que sempre teve uma maneira muito peculiar de ver futebol), portante este meu desapego ao sporting, não se deve a nenhum trauma da nossa vida conjunta, quem dera ao Sporting que todos os adeptos fossem iguais a ele, mas infelizmente não são todos assim, pelo menos alguns que eu conheço. Corrijo, não são os adeptos do Sporting que são facciosos e estúpidos são os anti-benfiquistas que utilizam o Sporting como subterfúgio! Aqueles que preferem que o Sporting perca a que o Benfica ganhe, os maus desportistas, os tristes, os invejosos, os de mal com a vida. Preferir prejudicar-se a ver os outros darem-se bem na vida creio que é uma forma doentia e fanática de viver. Contudo, pior do que esta má índole, pior do que este mal querer é não perceberem o mal que isso acarreta para as suas vidas. Porém, esse é um tema que dava pano para mangas e o que eu quero mesmo dizer é que, e com muita pena de desiludir o meu padrinho, lá onde quer que ele esteja, mudei de clube. Não consigo resistir, é mais forte do que eu, e sim, este fim-de-semana joguei uma grande futebolada, e até gostei. Eu e o meu Di formámos a equipa que venceu o campeonato de, só para a nossa família, que teve lugar no nosso lugar de eleição. Tenho para mim que o meu filho está para o revelado como o John Travolta para a pista de dança.
Viva o Braga, vivaaaaa!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O meu Di e as tecncologias.


O meu Di, como todos os miúdos da idade dele, já percebe mais de informática do que a maioria dos adultos da idade dos avós. A especialidade dele é Ipad. Dedito desliza para cima, ora dedito desliza para baixo. Escolhe um filme do Noddy, espera afinal não lhe apetece ver o Noddy o que ele quer mesmo é ver o Comboio dos Dinossauros, volta tudo atrás e pimba aqui está o Comboio dos Dinossauros. Oh afinal vamos mas é fazer um puzzle, e o avô impressionado com tamanha destreza e inteligência. “Miúda, temos um Einstein na família, só não nasceu em New Jersey!” – Comenta com a minha mãe. “Tu já viste o que o menino consegue fazer? Eu não conseguia! Não percebo nada daquilo e ele já lá mexe de olhos fechados!”
- Não o deixes mexer, olha que ele avaria isso à mãe! – Responde a minha mãe aflita.
- Tu e eu, que não percebemos nada disto, é que éramos capazes de avariar, . Ele não, ele sabe!
Para o meu pai o meu flho é um pródigo, e se calhar é mesmo! Também eu fico impressionada com a sua destreza e inteligência. Parece uma esponja absorvente que suga toda a informação e ensinamentos.

Aqui há dias ensinei-lhe a pintar uns desenhos no ipad. Só tem de escolher a cor e passar com o dedo onde a quer aplicar. Até aí tudo bem, mas e o dedo que fica sujo!?  J  Tão engraçado o meu rapaz pequeno, toca na cor e depois olha para o dedo para ver se está pintado! J Tão queridoooo!
Há realmente coisas impressionantes, até para um Einstein pequenino como o meu filho!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Com a maternidade...


... veio um pack de emoções e sentimentos nunca antes vividos. A maioria deles deixam-me estupidamente feliz, sinto-me apalermada, atordoada com tamanha felicidade, anestesiada com este amor que mal me cabe no peito, que cresce de dia para dia e do qual tanto me orgulho. Este meu amor pequenino, chamado Di, o maior amor do mundo, maior do que a vida.
A par deste amor vem o medo, o medo de o perder, o medo de que algo realmente mau lhe aconteça, o medo de que não seja feliz, o medo, o medo, o medo…, a merda do medo. Como viveria sem ele? Como vivi tantos anos sem ele? Dou por mim a pensar na falta que ele sempre me fez.
Desde que o meu Di nasceu, vivo em estado de sobreaviso permanente, são vinte e quatro horas por dia sem baixar a guarda. Mas sei que na realidade não poderei fazer muito mais, para além de zelar pelo seu bem-estar, educação, conforto, saúde e acima de tudo rezar. Rezar por ele, por nós, pelas nossas vidas e pedir -Lhe que lhe indique as coordenadas do caminho para a felicidade e que um dia, quando eu partir, Ele o leve a passear pela vida na palma da Sua mão, como se de um parque temático se tratasse, sem grandes sobressaltos, quedas, encontrões, trambolhões ou arranhadelas, até nos encontrarmos novamente, lá nesse tal lugar onde se encontram as almas que são queridas. Mas que seja eu, sempre eu a esperar por ele lá no paraíso.
Não te dou, não te troco, não te empresto.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Coisas que detesto, mas não tanto assim!

Detesto ver fotos datadas, tenho de retirar esta opção da máquina!

Monsanto - A aldeia mais portuguesa












Fim-de-semana prolongado...


... desta vez mudámos as coordenadas do GPS e rumámos para o norte direitinhos à Beira Baixa, terra muito parecida com o meu Alto Alentejo, não estivessem estas duas regiões coladinhas uma na outra. Ainda assim prefiro o Alentejo do meu coração, não pelo sítio, que como já disse é bastante parecido, mas pelas pessoas, uma parte da gente mais importante da minha vida, uma família que adoptei como minha mal nasci, o melhor presente que os meus pais me ofereceram, há muito que assentou arraias numa das aldeias mais bonitas e acolhedoras do Alentejo, Flôr-da- Rosa, uma aldeia perto do conhecido Crato e de Alter-do-Chão. É pequenina em área, mas é grande nas pessoas e é maior ainda o amor que lhes tenho.
Adiante, o meu miúdo adorou apanhar formigas e toda a bicharada existente no campo. Nunca pensei ter que tocar em formigas, quanto mais andar a apanhá-las durante horas! Ainda por cima, eram gigantes! O pai também adorou, matou as saudades e recordou todos os momentos da infância. Queria que o nosso Di em três dias experienciasse tudo o que ele viveu. Amor, o nosso filho só tem dois anos! – Tive de o chamar à razão, quando quis que o rapaz pequeno andasse numa bicicleta do dobro do tamanho dele. Ok, já deu para perceber que eu sou a Sra. Lei lá de casa, basicamente sou a única que tenho juízo. Quanto a mim, correu melhor do que esperava, como sempre gostei de estarmos juntos, eu e os meus dois amores, desde que estejamos os três tudo faz sentido.
Visitámos Monsanto, a aldeia mais portuguesa do nosso querido Portugal, dizem os entendidos. Apesar de não compreender porquê, acho a dita aldeia realmente linda com uma paisagem de cortar a respiração, apetrechada de casinhas construídas em pedra, as típicas casas da Beira Baixa, para não falar das que estão construídas dentro daqueles pedregulhos, que provavelmente devem atingir temperaturas negativas no inverno, caso não tenham um bom aquecimento. Entrei dentro de uma e enregelou-se-me o corpo. Havia a festa mediável, com os protagonistas vestidos a rigor, barraquinhas de venda de produtos artesanais, danças e músicas medievais. Mas do que mais gostei foi ver o meu Di passear por aquelas ruelas de subidas a pique e descidas ingremes, de mãos enfiadas nos bolsos na sua postura máscula de homenzinho pequenino. Quando era a descer o meu coração parava, só de pensar em dentes partidos, nariz, mãos e joelhos esfolados, caso o meu valentão tropeçasse e caísse. O raça do miúdo acha-se muito crescido e nunca quer dar a mão! De vez em quando quebrava e pedia “pólo mãe”. (tradução: colo mãe) Ai este meu rapaz pequeno, este meu grande amor que  não me cabe no peito. ♥
Não de dou, não te troco, não te empresto.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Tanto para contar e tão pouco tempo para escrever!
Amanhã, amanhã com toda a certeza escreverei no meu querido blogue.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

http://www.eurekashoes.com/pt/


E os sapatos desta loja. Marca Portuguesa com modelos super, super, super giros. Comprei estas botas e estou a preparar-me para ir comprar mais uns parzinhos. Pena, actualmente, não me aguentar em saltos altos, porque senão…  


terça-feira, 30 de abril de 2013

Bom dia, bom dia, bom dia,


Ontem saí mais cedo para tratar da minha pessoa que andava a precisar. Mãos e pés, até já tinha vergonha!
·         Amanhã é feriado.
·         O meu amor grande chega hoje para passarmos o resto da semana juntos.
·         Amanhã vamos passear os três sem destino, tal como eu gosto.
·         O dia, apesar de frio está lindo.
·         Estamos vivos e transbordamos, amor, alegria e muita saudinhaaaa, que é o que se quer.

Vamos lá que o relógio não pára.

O melhor momento do dia.


As brincadeiras com o meu Di antes deste adormecer.
“Dá cá mais 5. O Panda é FIXEEE!” 


O meu rapaz está a transformar-se!


Ele há dias que penso para com os meus botões que o meu miúdo vai ser mesmo um daqueles homenzarrões valentes, de vozeirão grosso, a mordiscar palitos durante todo o dia e com a penugem do peito a sair para fora do colarinho. CREDOOOO, cruzes canhoto, meu rico filho! Isto sou eu a devanear com sono, há muito que já passa da minha hora, hoje o rapaz pequeno custou para adormecer, queria ler todos os lis (Tradução: livros), cá de casa, os que tivessem ursos.
Bom, adiante, o meu rapaz pequeno está a transformar-se num rapagão, parece que nasceu com o cromossoma Y do mais refinado que existe, o tal que decide se nasce com pila ou pipi, aquele que é responsável pela voz grossa e pelas exorbitantes quantidades de pêlos nos homens, entre outras características do sexo oposto. Blhac, detesto pêlo. O meu filhinho, o meu menino, de apenas dois anos já tem um vozeirão do caneco, quando me chama até me assusta: Mãeeeee táaaaaa (tradução: mãe anda cáaaaa) e não se fica por aqui, tem uma postura máscula pra caramba, mãos nos bolsos encostado à parede de perna traçada enquanto aguarda que eu me despache para sair de casa, assim como os tipos machistas fazem quando esperam pelas mulheres, com ar de seca. Se vamos às compras, quando não se enfia debaixo dos expositores, (agora já se porta muito bem), persegue-me de mãos nos bolsos a ver o que eu compro, nunca quer ir ao meu lado de mão dada, às vezes dá-me a sensação que foi instruído para me policiar nas compras e não abusar nos gastos. Mãeeee táaaaa (Tradução: mãe já chegaaaaa). O meu filho está a crescer, está a formar a sua personalidade (neste ponto teremos que ter uma conversinha, mais tarde!), está a deixar de ser bebé. Não me importo, não tenho saudades, gozei cada momento, adoro cada fase da sua, das nossas vidas e esta não é excepção.

Não te dou, não te troco, não te empresto.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

E hoje?

A quem é que eu vou ligar para saber como correu o fim-de-semana?? hãããã... Fazes-me falta!

sexta-feira, 26 de abril de 2013


Na CUF Descobertas


Se já tinha algumas reservas relativamente ao hospital da CUF Descobertas, na segunda-feira transformaram-se em certezas.
Fui fazer a bem dita mamografia que estava marcada há já um mês. Senão chegou a uma hora chegou perto, o tempo que esperei para me chamarem para o check in. Trinta minutos depois da inscrição, vejo, finalmente, o número da minha senha a piscar no écran. Dirigi-me à sala indicada. Engano! Não era ali que devia estar, ali faziam-se outro tipo de ecografias, que não as mamárias. Já na sala correcta fui recebida por duas meninas, uma não largou o telemóvel, ocupadérrima que estava a enviar mensagens, a outra simpaticamente mandou-me colocar a mama em cima de uma máquina e esborrachou-ma duas vezes seguidas com aquela prensa horrivel, porque e segundo a sua ENORME experiência profissional o aparelho estava com alguma anomalia que lhe dera repentinamente. Depois destas duas esborrachadelas infrutíferas resolveu chamar uma colega, MUITOOOOOO MAIS experiente que me pediu para colocar a mama pela terceira vez na dita prensa e tchanannn! A raça da máquina sempre funcionou convenientemente, a técnica simpatiquérrima é que não percebia nada daquilo.
Obviamente defendo que devemos dar oportunidades aos mais novos de seguirem e de aprenderem uma carreira, mas nestes locais onde se prestam cuidados de saúde e consequentemente onde se lida com pessoas que só por estarem na posição de paciente já se sentem vulneráveis, penso que o profissionalismo e a componente humana devem ser do mais alto nível, e ali naquela sala não se verificou nenhuma das duas. Uma das técnicas nem me olhou de tão compenetrada que estava a enviar mensagens no telemóvel, a outra foi muito simpática, sim senhora, mas faltou-lhe o tal profissionalismo, a tal componente humana, solicitou-me mais vezes do que o justificado a execução de um exame só por si desagradável, (para muitas mulheres doloroso) e ainda por cima constrangedor, uma vez que me encontrava despida da cintura para cima. Não as culpo, não sabem mais e não tinham alguém experiente que as acompanhassem e que as ensinassem, mas alguém tem a culpa!

terça-feira, 23 de abril de 2013

À minha amiga Lopes.


Nem sempre a vida toma o rumo esperado, nem sempre as notícias são as mais desejadas, vou sentir a falta desta amiga, desta grande amiga. Recebi hoje a noticia que a minha querida amiga Sónia vai partir para bem longe, milhas de distância. Vai para um desses países em desenvolvimento, cujo PIB dá dez a zero ao nosso, dizem os especialistas, e de onde nós, os estrangeiros, apenas recebemos notícias abonatórias muitas vezes desconhecendo a realidade, onde a censura ainda prevalece. Bem sei, que esta minha amiga vai em busca de uma vida melhor, bem sei que atualmente aqui, no seu país, na sua casa, não tem muitas alternativas, assim como, tantas outras amigas de outras amigas também já correram em busca de algo mais para as suas vidas, também ela vai em busca do seu “algo mais”. Contudo, não consigo deixar de ter pena, não consigo deixar de ter este peso no coração, não consigo deixar de sentir esta apreensão, esta tristeza. Já lhe sinto a falta. Queria-a aqui, perto de mim, poder ligar-lhe todos os dias para saber como foi o seu dia anterior, poder ligar-lhe e chamá-la pelo sobrenome, e mesmo sem ela estar à minha frente poder vislumbra-lhe o sorriso nos lábios, porque acha graça às minhas piadas, porque acha que sou meio louca, poder falar apenas de trivialidades sem grandes preocupações, chamar-lhe pirosa e terminar a nossa conversa com um “espero que tenha sido melhor para ti do que foi para mim”. Sim, existem muitas maneiras de nos falarmos, facebooks, skypes e afins, até lhe posso telefonar todos os dias e correr o risco de ser despedida, mas não será o mesmo, sei que não a tenho ali à mão.
Não a tenho à mão mas tê-la-ei para sempre no coração. E do coração desejo-lhe a maior sorte do mundo nesta nova etapa da sua vida. Desejo que encontre o que se predispôs buscar e tudo o que o universo lhe disponibilize. Desejo-lhe um mundo de oportunidades e de felicidade e que se não for nesse tal lugar em franco florescimento, que seja num outro lugar qualquer, porque sei que ela conseguirá, porque merece, porque é uma guerreira, porque é uma das melhores pessoas que já conheci na vida, porque é amável, porque é adorável, porque é correta e honesta. E se todas estas qualidades não convencerem os Deuses lá em cima, desde já meto aqui uma cunha: esta miúda para além de ser uma grande amiga, é também minha comadre, madrinha do meu Di, (gosto tanto dela que tive de a colocar como minha parenta, e como se isso não bastasse dei-lhe o “cargo” mais importante, aquele que só daria a alguém da minha absoluta confiança, o de madrinha do meu Di!) e há muito que deixou de ser a minha melhor amiga, já é uma irmã. Por todas as razões apontadas, Caros Senhores Deuses, mexam aí os pauzinhos, deitem cá para baixo os pós de perlimpimpim e façam a magia acontecer.
Amiga, sei que não conseguirei dizer-te nada disto pessoalmente sem chorar qual Madalena arrependida, por isso não mais abrirei a boca para falar sobre este tema, mas quero que saibas que me sinto muito abençoada pela tua amizade, que fico a fazer figas pelo teu sucesso e que rezarei todas as noites por ti, apesar de secretamente ter uma réstia de esperança que te atrases e não apanhes esse avião que te leva para longe de mim e dos que te adoram.

Boa sorte, obrigada por tudo e até já.
Adorote.



quarta-feira, 17 de abril de 2013

O melhor momento do dia.

Tenho dois!
O abraço apertado do meu Di, quando o fui buscar à escola e à noite já depois do meu amor pequenino estar a dormir e com a casa em silêncio, o nosso momento de relaxe enquanto rodávamos canais abraçados um ao outro.



Ontem quando saímos da escola do meu Di, fomos ao Shopping fazer a troca de uma colcha na Zara Home. Já na loja, quando senti a falta da vozinha do meu Di, olhei em redor à sua procura. Lá estava ele muito sossegadinho junto a um expositor e sem estar a mexer em nada.   
- Hmmm, que estranho. – pensei.
Olhei com mais atenção à procura de um qualquer vestígio de uma qualquer asneira que tivesse feito, e nada. Olhei para o chão e vi uma pocinha de água a rodear o meu Di.
- Que esquisito uma infiltração no meio da loja sem haver um balde para aparar as gotas de água. Uma pessoa sujeita a escorregar ali! – Pensei enquanto olhava para o tecto à procura de um cano a gotejar. Nada, não havia nenhum cano.
- Ops, espera lá! – De repente fez-se luz.
– Filho, fizeste chichi nas cuecas?
O meu Di baixou os olhinhos enquanto com o seu pezinho tentava escoar a “água” para debaixo do expositor.
- Não faz mal, filho. Não precisas ter vergonha. Estas coisas acontecem – consolei-o. – Mas não te podes esquecer de pedir à mãe chichi, está bem?
- Tim (tradução: sim) - respondeu-me cabisbaixo.
- Agora estás todo molhado, ora dá cá a tua mãozinha para sentires. Anda, vamos chamar a senhora para nos ajudar a limpar o chichi.
Resumindo: só não foi em pelota para casa porque eu tinha umas cuecas suplentes no carro.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Vamos ajudar o Rodrigo e a mãe na corrida "Todos por um."


Chorei, chorei, chorei. Pus-me no lugar dela, da mãe e o meu Di no lugar dele, do filho, do Rodrigo. Imaginei a cabecinha loira do meu Di assente na palma da minha mão, neste gesto de amor desmedido, de total abnegação. Chorei de novo. E se fosse o meu Di? Perguntei-me. Que Deus nos livre de uma coisa destas. Rezei-Lhe.
Recebo, como todas as pessoas, vários e-mails de crianças e de adultos, doentes a precisar de tratamento, mas sem condições monetárias para poderem partir em busca de salvação. Fico triste por todos eles, e desde o nascimento do meu Di, dói especialmente quando se trata de crianças, contudo, nunca nenhum caso me tocara tanto, nunca nenhum caso mexera tanto comigo, nunca nenhum exemplo me fez chorar qual Madalena arrependida, como quando vi esta imagem, não fosse o meu Di também chamar-se Rodrigo e não fosse este amor tão generoso, tão humilde, tão intenso, tão verdadeiro, tão palpável, que aqui de frente para o meu computador o consigo abraçar.
Com muita pena minha, não poderei estar presente no próximo sábado, dia 20 de Abril, entre as 10h e as 18h, na Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa, no evento que se chama "Todos por um" e que tem como missão ajudar o Rodrigo e a mãe Cátia, nesta encruzilhada. Como tal, farei a minha parte aqui mesmo sentada na minha cadeira. Bem sei que não é o mesmo, não há nada como meter a mão na massa e dar o nosso cunho pessoal, mas é o que posso, de momento. Aqui fica o NIB,, para quem puder ajudar o Rodrigo e a Mãe.

Titular: Cátia Vanessa Zeferino Patusco
NIB: 5200 5201 0010 3209 0016.4
IBAN PT50. 5200 5201 0010 3209 00164
SWIFT CDOTPTP1XXX



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Meu Di, as necessidades e afins.


- Filho, como se pede à mãe para fazer chichi?
- Mãe titi.
- E cocó?
Depois de pensar um bocadinho: - Mãe titi.
Não faz mal, o que interessa é que peça qualquer coisa!

Não te dou, não te troco, não te empresto.



Melhores dias virão.


Estou de rastos. Fim-de-semana super, híper cansativo! Tivesse ficado a trabalhar dia e noite, sem parar, e não estaria tão cansada. A minha família, quando se junta parece uma daquelas famílias italianas, muito barulho, muita conversa, muita confusão, decibéis lá no cimo, há sempre quem se esquive de ajudar nas tarefas, ou quem as faça mal, há quem desarrume e não arrume. E depois vem tudo para em cima de quem? Do meu esqueleto, que já não se aguenta nem sentado quanto mais de pé. Tenho uma dor que não sei precisar o local exacto, dói-me desde a ponta do cabelo até à ponta dos dedos dos pés, mas quem mais se queixa são as minhas costas. Estou de rastos. Mas melhores dias virão e com toda a certeza, amanhã já será um deles. Pensamento positivo, estas reuniões familiares não acontecem todos os dias nem todas as semanas, por isso quando acontecem temos de as gozar  e darmos o nosso melhor, o nosso amor.


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Chichis e afins


Ontem, na escolinha, senhor filho fez todos os chichis e afins na sanita! Iupiiii! Que fofinho! Quando cheguei para o ir buscar, estava o meu rapaz pequeno sentado numa sanita minúscula a fazer um chichi gigante. Portou-se lindamente, só teve um pequeno percalço quando chegámos a casa. Compreensível, bastante compreensível, não fossemos ainda e só na primeira semana desta nova etapa das nossas vidas.
Hoje de manhã disse-lhe:
- Anda filho, vamos fazer chichi.
- Titi – repetiu.
Sentei-o na sanita (e eu sentei-me no chão à sua frente). Fez dois chichis, enquanto cantava qualquer coisa como: “Ah mãeeeee, ah mãeeeee”. Abraçava-me com força, beijava-me, assoprava-me o cabelo e batia palmas. (Acho que tem jeito para várias profissões, uma delas entertainer.)
- Não queres fazer cocó, filho? – Perguntei-lhe.
- Popó – repetiu.
- Então faz força – disse-lhe.
Pôs-se todo vermelho e eu senti aquele aroma inconfundível e semelhante em qualquer parte do mundo, não interessa de qual rabo sai.
- Boa filho, fizeste cocó e  chichi na sanita. Já és um menino muito crescido. Viva, viva, viva – elogiei-o e festejei com beijinhos e abraços.
Não te dou, não te troco não te empresto.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O melhor momento do dia.


Saber que o meu Di está-se a sair muito bem nesta nova etapa da sua vida. Neste seu primeiro dia de liberdade da prisão das fraldas, não fez nem uma gotinha de chichi nas calças. Estou tão orgulhosa deste meu filho. Obrigada.

Gosto de gente assim..

... forte, feliz, que se assume, que não se acomoda, nem se acanha. Pessoas que não deixam a felicidade em mãos alheias, pessoas que amam e que vivem a 100% cada dia das suas vidas. Pessoas que acreditam que hoje será melhor do que ontem, pessoas que mudam o mundo com exemplos de amor e de compaixão, pessoas que mudam mentalidades. Pessoas que nos dão vontade de lhes seguirmos o exemplo, de viver e de sermos felizes.
Desejo muitas felicidades à Daniela Mercury e à sua linda mulher. Que Deus lhes dê muitos anos de amor e de partilha.
Estou certa que um dia toda e qualquer forma de amor deixará de provocar admiração ou contestação. Tenho para mim que amor é amor, não importa, como, quem nem onde!
Também um dia, nos EUA foi impensável a integração social de negros nas comunidades brancas e hoje têm um presidente negro. (A meu ver, talvez o melhor de sempre.)  
 


quarta-feira, 10 de abril de 2013

O melhor momento do dia.


Dormir toda a noite abraçada ao meu Di. Obrigada

Eu, cá sou pela Rhinomer.


O estado normal do meu Di, desde que começa até que acaba a estação fria, é constipado. Está sempre congestionado, cheio de muco verde. HORRIBILIS! A única maneira de lhe descongestionar o seu narizinho arrebitado  é com o spray da Rhinomer. Ele não gosta, mas fica tão melhor quando eu lhe meto um pouquinho daquela água milagrosa e o assoo de seguida! 

Este meu amor


Cada dia que passa está mais inteligente e perspicaz, este meu grande amor pequenino. Quando o olho e me lembro que já passaram 2 anos desde a primeira vez que o abracei nem quero acreditar, parece que foi ontem, e ele já está tão grande, tão crescido, tão rapazinho. Já demonstra uma personalidade forte, de tão teimoso tem dias que me tira do sério, gozão como o avô, simpático como não há igual e amoroso, tão amoroso com a sua querida mãe.
Hoje queria lavar-lhe o nariz com o spray da Rhinomer, coisa que ele detesta e espertalhão como é, já percebeu que mesmo que chore eu não desisto. Desta vez decidiu fazer gracinhas, dançar e cantar para ver se eu me esquecia e o deixava passar sem lavar o nariz. Como não resultou começou a imitar o avô a dormir e a ressonar, sempre com aquele sorriso malandro nos lábios.
Amote tanto
Não te troco, não te dou, não te empresto.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O melhor momento do dia.

Comprar as minhas sandálias no Massimo Dutti. Tãooooo Lindas!! Obrigada.


Dia D


Hoje é o dia D da vida do meu Di. O rapaz pequeno vai tirar as fraldas e começar a fazer as necessidades na sanita / penico. Temo que esta adaptação não seja fácil. Em casa experimentei sentá-lo na sanita, devidamente artilhada por um magnífico redutor (ele há invenções que mereciam ser premiadas a qualquer custo), mas o meu Di não quis nem ouvir a explicação quanto mais sentar o rabiosque rechonchudo! Relativamente ao penico, acha que o dito serve para sentar-se a descansar um pouco no intervalo das construções de legos. Ora não fosse o dito em formato de poltrona!
Pensando bem, estou confiante, o meu Di é um menino super inteligente, perspicaz e empreendedor, e com ajuda da educadora, sei que conseguiremos atingir a meta e alcançar o objectivo proposto pelo pediatra, que é até ao Verão o meu Di fazer todas as necessidades na sanita / penico. Além do mais, temos um valiosíssimo factor a nosso favor, o meu Di nunca foi um adepto entusiasta de fraldas.
Vou fazer figas. Pensamento positivo!

Não te dou, não te troco, não te empresto.

 PS: As quatro mudas de roupa já estão no armário da escola na eventualidade de qualquer descuido. 



segunda-feira, 8 de abril de 2013

No Bairro do Panda foi assim...


No sábado lá fomos ao Bairro do Panda que está em exposição no Pavilhão de Portugal no Parque das Nações. O meu Di A-DO-ROUUU! De início não gostou nada do Panda, nem do Riscas. Chorava cada vez que se lhe dirigiam, mas depois ambientou-se e gostou muito da peça de teatro na Mercearia e do concerto final, com a bicharada toda a dançar. Pulou, bateu palmas, obrigava-me a bater palmas, dançou como há muito não via ninguém dançar, acho que vamos ter dançarino! Saí a mãe que quando dança parece que flutua! :) :) Quando acabou, ficou triste, queria mais!
Contudo, ficou muito aquém das minhas expectativas, este Bairro do Panda. Muita parra e pouca uva. Ainda por cima, tendo em conta que quando anunciam o espectáculo na TV, mostram um concerto à séria do Panda e dos Caricas. Mas enfim… o que interessa é que o meu Di divertiu-se. 

Não te dou, não te troco, não te empresto.♥

Sunny day


Ora lá se apresentou um belíssimo fim-de-semana cheio de sol para animar a malta. Já estava cansada de ouvir as lamurias dos descontentes com a vida: “Ai minha Nossa Senhora nos valha que não pára de chover!” “Ai minha Nossa senhora da Conceição faça sol e chuva não!”, “Ai meu Santo Antoninho que desgraceira de país que nem o tempo ajuda!”, “Ai minha Nossa Senhora que desgraça que a casa foi na cheia!” Ohhh pá, já estava a dar em maluca!  
Vamos lá a ver se a gente se entende, se nos mentalizarmos, que somos apenas e só meros hóspedes desta enorme casa que se chama planeta Terra, cuja anfitriã é a mãe Natureza já não nos chateávamos tanto com tão pouco, nem apanhávamos cagaços do género de ver a nossa casa a resvalar montanha abaixo a toque de caixa de uma irritada corrente de água enlameada, a quem foi roubado o seu curso de milhares de anos, ou seja, o seu território por direito. Não tenhamos ilusões, a Natureza é que manda! A Natureza segue o seu curso natural, e se chove é porque é preciso, se faz sol é porque é preciso, se neva é porque é preciso, e por aí adiante… A nós, compete-nos agradecer o convite e gozar a estadia sem sermos intrometidos e desagradáveis. Limpar o que sujamos, arrumar o que desarrumarmos, aceitarmos o que nos é oferecido.
Vamos simplificar, o planeta terra está para a natureza como as nossas casas para nós. Quem manda lá em casa somos nós! Ora, não tinha  lógica nenhuma que a meio do jantar um dos convidados se pusesse a mudar os móveis da sala para a casa de banho, ou que fosse fazer o pino em cima do sofá, ou ainda comer a sobremesa sentado na sanita.
Estaria a ser mal-educado, indesejado e mal-agradecido, estaria a quebrar as regras por nós estabelecidas, os donos da casa.
Compreendo e sei que não é nada agradável ver os nossos bens, que nos custaram uma vida inteira de esforço e de trabalho árduo, perdidos e danificados, mas também ninguém nos manda ser arrogantes e enfrentar quem é invencível. E a Natureza é a mais forte. Vamos aceitar esta estadia tão agradável neste paraíso à beira mar plantado e agradecer o convite sem sermos indesejados.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Aqui vou eu para o bairro, aqui vou eu cheia de alegria, de casa vou fugir, vou para o Bairro do Panda:


Comprei os bilhetes! Sábado vamos visitar o Bairro do Panda ao Pavilhão de Portugal. Tenho para mim que o meu Di vai adorar!
Espero que não fique com a birra do sono para poder aproveitar as actividades e ver o espectáculo.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Incursão pela Fnac

Ontem, enquanto eu escutava a especialista de máquinas fotográficas da Fnac, o meu Di comportou-se como um menino das cavernas. Parecia uma das personagens do Croods ou dos Flintstones. A única diferença, é que em vez de uma moca, segurava numa bola colorida, com o Mickey e a Minnie desenhados, que pontapeava para debaixo dos expositores. O meu coração batia a mil à hora, queria dar atenção à empregada que se esforçava no seu papel, mas não conseguia! Não conseguia tirar os olhos de cima do meu pequeno troglodita que atirava a bola ao ar a rasar nos aparelhos que compunham os expositores. Nervosssssss! Foi o que eu apanhei. Um camadão de nervos.
- Anda para perto da mãe. Não saias daqui, está bem filho. – Dizia-lhe.
-Nã qué! – Respondia, o trogloditazinho junior todo contentinho da vida.
- Vais ficar de castigo. – Ameaçava-o.
Mas o meu rapaz pequeno, que não tem vergonha nenhuma, não queria saber de castigos e a cada ameaça minha respondia-me descontraidamente com beijinhos atirados para o ar. 
Na Pré-Natal perdi a paciência quando, para apanhar a bola, o pequeno se enfaixou debaixo de um dos expositores e ficou unicamente com as botas à vista.
- Estás de castigo! – Disse-lhe e tirei-lhe a bola.
Deve ser castigo, Deus está a castigar-me por eu ter criticado tanto pai e tanta mãe quando via miúdos como o meu a fazer as mesmíssimas coisas que o meu faz. Lá está, são as leis básicas do Universo a funcionarem.
Ainda assim, não te dou, não te troco, não te empresto.

Já está!

Já comprei a minha máquina fotográfica. Um miminho. Fofinha como só ela sabe ser. Ainda não a experimentei bem, mas já deu para ver que tem um zoom poderosíssimo que era o que eu mais desejava.

terça-feira, 2 de abril de 2013

O meu miúdo...


... é o que de melhor tenho, o melhor que a vida alguma vez me deu. Adoro-o, amo-o como nunca pensei que fosse possível amar, mas ele há dias em que o rapaz pequeno tira-me realmente do sério. Teimosinho, como só ele sabe ser. Em média levo uma hora e meia para sair de casa, 60 minutos dos quais são empregues, a preparar aquela alminha casmurra.
-Di, vamos vestir.
- Nã qué.
- Di, vamos lavar a cara e os dentes.
- Nã qué.
- Di, vamos mudar a fralda.
- Nã qué.
O Di nunca quer nada. Tem que ser tudo negociado, espremido até à exaustão. Dá-me luta este meu filho.
- Se não vieres a mãe tira-te a bola. Se não vieres a mãe apaga a televisão. Se não lavares a cara a mãe não lê a história. Se não comeres a mãe põe-te de castigo. – Lá vem ele a correr com sorriso de malandro preparado para me dar uma beijoca e deixar-me fazer o que quero. Sim, derreto-me com estes beijinhos graxistas, mas também chego ao final do dia esgotada de tanto repetir o mesmo, de esperar que ele me obedeça, irritada por nem sempre me obedecer e preocupada por não saber se estou a seguir o melhor caminho na educação deste meu grande amor.

Não te dou, não te troco, não te empresto