sexta-feira, 15 de março de 2013



Sr. Filho, já foi à escola. Não muito contente lá isso é verdade, também depois de quase uma semana de balda e de pura galhofa, quem quereria assumir de novo qualquer responsabilidade? É como ir trabalhar à segunda depois de um fim-de-semana prolongado. Eu também não me apetecia nada separa-me dele. À porta da escola ainda hesitei mas… lá teve de ser. Foi com uma lagrimita no cantinho do olho muito agarradinho ao meu pescoço e a dizer “nãooo mãe”. Entrei no carro com as pestanas húmidas. Oh meu Deus, o coração de mãe sofre. 

Eu e os meus cabelos

Tenho um cabelo híper fino, sem volume e liso, lisíssimo. De tão liso que é, não consigo que nenhum gancho ou qualquer apetrecho se mantenha nesta linda cabecinha por mais de uma hora. Irra cenouras e curgetes! Mas o que mais me irritava é que havia alturas do ano em que o dito ficava super oleoso, do género de lavar de manhã e à noite estar numa lástima.
Uma vez, em casa dos meus pais experimentei lavar a cabeça com o Shampoo do meu pai. Kerium Extra Gentle da la Roche Posay. Adoreiiiiii! Nunca mais o larguei. Deixa o cabelo super suave, leve, brilhante e volumoso. E tem um cheiro tãoooo agradável que permanece ao longo do dia. Até pode ser usado por crianças porque é um shampoo de uso frequente para couros cabeludos sensíveis e por isso não é agressivo.
Na minha ida ao dermatologista comentei contente a minha descoberta. Reposta do médico: “Ah sim, o Kerium da La Roche Posay é o Shampoo que eu uso. É muito bom e resulta muito bem no seu tipo de cabelo. É o Rolls Royce dos Shampoos!”
Oh pá se é tudo isso é mais alguma coisa porque que nunca mo receitaste, meu estupor. Tantas vezes me queixei e tu nada. Queria-lo só para ti! Estavas com medo que eu esgotasse o stock?! – Pensei e tive vontade de dizer, mas não tive coragem.
Agora só para não seres invejoso vou anunciar no meu blog que é para a malta toda comprar! Isto se alguém ler o meu blog, porque eu acho que ninguém o visita. Quer dizer as estatística anunciam que tenho público na América, Portugal, Alemanha e Brasil. Vamos lá a ver! Olha ao menos serve de confessionário.
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Ai o Inverno, o Inverno que dá cabo de nós!


Sr. Di apanhou uma valente gripalhada, acompanhada de uma tosse cavernosa que lhe parece fazer saltar os pulmões cá para fora e deixar-lhe a cabeça em órbita, que por sua vez deu boleia a uma crise aftosa que o impede de comer.
Resumindo: Não dormimos desde segunda-feira, duas idas ao hospital, Di de novo a antibiótico a pedir “pólo” (tradução: colo) e miminhos a todo o momento e eu sem poder trabalhar e com tanto papel para despachar.
Por tudo isto, que não tem sido nada pouco, não tenho tempo para escrever no meu querido blog.
Enfim, melhores dias virão e o que interessa é que o meu Di já está muito melhor.
Na parte que me toca aplico a velha máxima, que me acompanha há muitos anos, encontar algo positivo em qualquer situação negativa. Aproveito-me desta malvada e pestilenta enfermidade, em que o tenho comigo todo o dia, para tirar a barriga da miséria e receber e retribuir beijinhos, abracinhos, miminhos, cafoné, e outras lamechices que me sabem tão bem. Quem é mãe compreende.
Só um aparte, a médica diz que as crianças da idade do meu Di apanham em média dez gripes por ano. Oh valha-nos Deus, que ainda só vamos na segunda.



sexta-feira, 8 de março de 2013

Feliz dia da Mulher

Sou feminista pura. Sou daquelas que acreditam que todas as mulheres, homens, crianças, animais, plantas, árvores, pedras, calhaus e todos os seres-vivos e os menos vivos, também, devem ser respeitados na sua essência. Porquê? Simplesmente porque existimos, porque somos unos com Deus, com o Universo. Porque, na minha opinião sejamos homens ou mulheres o que devemos é lutar por um mundo justo cheio de amor.

Sou daquelas que não compreende porquê que num planeta onde se gastam milhões de euros no avanço da tecnologia, onde se desperdiçam milhares de toneladas de alimentos ainda exista pobreza extrema para tantos milhões de pessoas. Actualmente, por cada minuto das nossas vidas morrem não sei quantas crianças com fome e desidratadas, são violadas mais não sei quantos meninos e meninas, são espancadas e apedrejadas até à morte outras tantas mulheres. Isto para não falar da violência e tortura doméstica que milhares de mulheres sofrem à vista de todos, nos ditos países evoluídos e democráticos, sem que os seus governos tomem medidas severas contras os criminosos.

Este dia tem um significado muito especial para mim. Por causa de mulheres que como eu se indignaram contra as opressões de que eram vítimas, posso neste momento expor a minha opinião neste post sem que a minha integridade seja ameaçada, posso passear na rua sozinha sem sofrer qualquer tipo de jugo, posso usar mini-saia e até bikini, posso votar e executar funções anteriormente só estipuladas aos homens, que nascem inatos de poder, posso até, ser ministra ou presidente de um país.

Por estes motivos, e tantos outros, celebro este dia com amor e fé que um dia tudo será ainda melhor. I have a dream! Eu tenho o sonho, que um dia habitaremos num planeta livre de tiranismos e de opressões, e nesse dia seremos todos vistos igualitariamente. Não importarão as diferenças de crenças, de raças, de sexo, de religiões, as escolhas sexuais e as aspirações politicas, seremos todos unos com o amor e a consciência que nos liga.

Para que esse dia chegue cabe-nos a nós mães, pais, homens e mulheres, ensinar aos nossos filhos, o bem maior do mundo, dar amor e respeitar o próximo. Não custa nada, é só dar o exemplo. Yes we can.
 
 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Ele há dias em que o meu rapaz pequeno me tira completamente do sério.

Chovia a potes. Fomos à farmácia. Não queria entrar. Birra. Obriguei-o. Birra. Viu um sofá em miniatura. Sentou-se. Riu. Passou a birra.
Saímos da farmácia. Chovia a potes. Não queria atravessar a estrada. Peguei-lhe na mão. Birra. Atirou-se para o chão encharcado a milímetros de uma enorme poça de água suja pejada de óleo. Peguei-o ao colo. Esperneou. Esbracejou. Gritou. Birraaaaaaaaaaa. Os medicamentos saltaram para fora do saco. Fiquei com o saco vazio na mão. E a birra continua. Onde foram parar os medicamentos? Debaixo do carro. “Batatas e cenouras! Hoje estás levado da breca.” – Pensei. Filho tentou fugir e atravessar a estrada. Apanhei-o. Tentei sentá-lo na cadeira. Não deixou. Entesou. Levo 5 minutos para o convencer a sentar-se. Sentei-o. Entrei no carro. Chegei o carro à frente. Saí do carro. Chovia a cântaros. Apanhei os medicamentos encharcados. Entrei no carro. Também eu fiquei  encharcada até ao tutano dos ossos mais reconditos do meu esqueleto. 
- Mãe né. (tradução: Mãe música).
- Não, estás de castigo!
Birra da mãe.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Um pouco mais do que meia dúzia de palavras

Estive agora mesmo a ler este post da Pipoca. Vi-me e revi-me nele. Sei o que é ter vontade de chorar sem motivo aparente. Sei o que é sentir aquele “bicho” que nos consome a alma e nos corrói a mente. Aquela dor que não deixa marca física, aquela sensação de mal-estar continuo, aquela sensação de que nos falta algo, aquela sensação de que nos falta fazer algo, aquela sensação de que nos falta alguém, mas o quê, mas quem, Meu Deus? O QUE É QUE EU TENHO? Não sei explicar o que é, mas é um sentimento que me fode a desejada e ambicionada felicidade. Sei o que é acordar num magnífico e resplandecente dia de verão e ver tudo cinzento. Sei o que é olhar em redor e não enxergar. Sei o que é odiar o mundo ou não sentir absolutamente nada. Sei o que é a raiva, sei o que é a puta da apatia. Sei o que é não apetecer tirar o pijama ou sequer lavar os dentes. Sei o que é olhar-me no espelho e não vislumbrar gente, gente merecedora, gente feliz. Sei o que é passar de um estado apático intenso para um estado de euforia arrebatadora em que só me apetece falar, falar, falar… Mas tal como a Pipoca não sei explicar o que sentia, porquê que me sentia assim. “Tenho a alma das avessas.” – Era o que me lembrava.
Contudo tive a sorte de perceber o que tinha. Tive alguns exemplos à minha volta que me deram competências para me auto-diagnosticar. Uma puta de uma depressão tinha-se instalado em todo o meu corpo sem um pedido de autorização, sem um requerimento. “O que é que eu faço agora?” Ao psicólogo não queria ir porque não queria que a minha família se apercebesse (fartinhos de saberem estavam eles!). Até podia ir às escondidas, mas e qual era a justificação para gastar tanto dinheiro?- “ Nãããã! Nessa não caiu! “– pensei, estupidamente.  
Pensei que devia consultar o meu médico de família. A última vez que me senti assim de alma vazia, andava eu na universidade. Na época receitou-me uns comprimidos fantásticos, ao fim do segundo já me sentia outra. Tinha esperança que também resultasse dessa vez.
- Olá Doutor. – Cumprimentei-o à entrada do consultório.
- Olá miúda. Tudo bem?
O meu médico é também meu amigo e amigo de toda a família. É um senhor na casa dos cinquenta e muitos anos, um tipo de boa índole, muito humano, muito terra à terra. Conheço-o desde sempre, nem me lembro a idade com que fui à sua primeira consulta, era criança, talvez uns três anos.
- Tudo bem doutor. – respondi-lhe.
- Tudo bem?? O que se passa? Pareces-me triste! O teu pai, e o resto da família estão bem?
- Sim doutor está tudo bem. Estamos muito bem.
- Tu não me pareces nada bem.
- Sinto-me cansada doutor. Preciso que me dê umas vitaminas.
- Para além do cansaço, o que se passa?
E foi assim, bastaram um pouco mais de meia dúzia de palavras deste meu amigo para a armadura estatelar-se no chão. Saí de lá rejuvenescida e com a certeza de que afinal não sou maluca. Estivemos duas ou três horas naquele consultório a conversar, aliás, eu falava e ele ouvia. Chorei tanto que lhe gastei os lenços todos. Ele teve de desmarcar as restantes consultas.
Este meu amigo, a quem estou eternamente grata, ajudou-me a iniciar o meu salvamento, o resto foi por minha conta e continua a ser minha obrigação manter-me saudável. Todos os dias, imponho-me o optimismo e agradeço a Deus todas as bênçãos da vida. Tenho para mim, que mantermo-nos à tona com uma mente saudável é um treino intimo diário de amor-próprio que tento praticar todos os dias. Apreendi que nada é tão mau quanto parece.
Espero que o meu exemplo sirva a quem está precisado, nem que seja apenas de consolo, afinal tudo tem uma razão de existir e os caminhos não se cruzam por acaso.

terça-feira, 5 de março de 2013


É pá caraças, #$%&%#%$%”#$, (não sei qual é o palavrão, mas é o maior que conhecem), irraaaa, chiça, caramba, c’um catano, batatas e curgete… Não posso, agarrem-me senão ainda lhe enfio a lapiseira dentro da boca e a borracha na narina direita.É pá o homem não se cala com aquele assobio irritante com os decibéis muito acima da média. A sério nunca tinha ouvido tal coisa. Tem uma potência de assobio do caneco! Será que é assim em tudo? Dizem que o tamanho dos pés e o tamanho do tido cujo tem uma relação muito estreita. E a potência do assobio tem ligação com algo mais excitante? Hmmmm, não me parece, acho que se fica pelo assobio, tem o pé pequenito. Se bem que eu sou muito mais apologista da qualidade do que da quantidade. Mas ainda assim, não me parece que haja qualidade por ali. Quem treina um assobio daqueles não tem tempo para outros treinos. E quem não pratica…
Raios o partam que não se cala!

Bruce Springsteen Person of the Year


Adoro este senhor tudo o que representa e as causas que defende. Para mim o melhor cantor e compositor de sempre, entertainer de mão cheia, pai, marido, filho e cidadão exemplar. Deve ter defeitos mas não quero saber, gosto dele. Gosto de pessoas assim, talentosas, humildes e com o seu quê de loucura saudável.
 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Upssss, esta é que foi...

Cometi a maior gafe da minha vida. Que vergonhaaaaaa!! Aiiiiiiii!
Como todas as segundas-feiras fui à natação. Tudo aconteceu quando fui lavar os chinelos já depois de ter feito a aula, tomado banho e vestir-me. Quando saí da zona do vestuário e entrei na zona dos banhos vejo um rapaz com uns 16 ou 17 anos a rir e a olhar para dentro de um dos chuveiros privados enquanto conversava com alguém que tomava banho, supostamente uma rapariga. – “Ups, ali há gato!” – Pensei, como a Xana Toc, Toc. (Esta parte da Xana Toc, Toc, só o meu filho entenderá.) Adiante, quando vi aquele rapaz, fiz marcha atrás e fui até à recepção, onde encontrei o nadador salvador não sei a fazer o quê, e disse alto e em bom som: “Está um rapaz no balneário feminino!” 
Silêncio sepulcral. Todos se calaram.
- O quê? - Disse o nadador incrédulo.
- Está um rapaz dentro do balneário feminino – repeti.
Comecei a ouvir um burburinho seguido de risinhos dos colegas de turma do rapaz que ficaram contentinhos com a ideia de um escândalo.
- Mas como é que isso é possível? – Disse o nadador sem saber o que fazer.
- Não sei. – Respondi.
- Não é um rapaz é uma rapariga – disse uma rapariga sentada num dos bancos da Recepção no meio dos colegas de turma.
- Como, uma rapariga? – Perguntei atónita.
- Sim é a minha colega Andreia, mas eu vou confirmar. – Levantou-se e dirigiu-se ao balneário reservado às escolas.
Cinco segundos depois, saiu e disse. – “Sim, é a minha colega Andreia.”
- “Ahhhh, ok então é mesmo uma menina!” – Respondi-lhe envergonhada.
Com o queixo colado ao peito, rodei os calcanhares e escondi-me no balneário oposto ao da Andreia deixando para trás o som das gargalhadas estridentes dos seus colegas de turma.
–“Ahhhhh um rapaz!” – Diziam enquanto se agarravam à barriga com dor de tanto rir.
Enquanto acabava de me arranjar rezei para que quando saísse não me encontrasse com a Andreia. Apesar de lhe dever um pedido de desculpas não teria coragem para a enfrentar. Talvez a reencontre na quarta-feira.

sexta-feira, 1 de março de 2013

E trouxe-me este "Flora by Gucci" .

Existem duas pessoas cujos presentes que me oferecem são sempre de extremo bom gosto, adoráveis, delicados e impregnados de amor. O meu marido e a minha mãe.
E ontem ele veio acompanhado deste aqui. Simplesmente irresistível. Já o adoptei como  meu perfume de eleição. 


De repente passei a adorar as quintas-feiras.

De repente, o dia que mais detestava, o dia em que me sentia mais cansada, que só de pensar que ainda faltava mais um dia para o final da semana, tornou-se no meu dia favorito. Acordo com um novo estímulo, uma felicidade imensa e o coração a bater forte e a transbordar de saudades, penso nele e digo: “O pai chega hoje, filho.”
O meu amor grande regressou ontem para mais um fim-de-semana em família no nosso lugar de eleição. A minha vida é assim, quase sempre a felicidade a cruza o meu caminho.

 
 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ontem dei uma espreitadela aqui


Existem muitas ideias interesantes. E como eu preciso delas para decorar o deserto que é a minha casa!
http://cultodecor.com/blog/

É só para dizer...

... que esta aqui arrancou o esqueleto da cama às 6h30, já fez uma hora de natação e já vai com uma hora e meia de trabalho, árduo.

O esqueletinho pequenino levantou-se à hora do costume. Às 7h.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

No outro dia fui buscar o meu Di mais cedo à escola e trouxe-o para o escritório. Imprimi uns desenhos para pintarmos. Quando para minha surpresa pronunciou divinalmente a palavra “mão”, enquanto apontava para a mão do boneco que queria que eu pintasse.
A Dra. da farmácia tinha muita razão quando comentei que não se percebia muito bem o dialecto que ele pronunciava. -Uma vez mais a deixar-me influenciar! Estúpidaaaaaa mil vezes.
– Não se preocupe, as minhas filhas eram iguais. Vai ver que quando o menino fizer os dois anos vai começar a desenvolver a fala de uma maneira surpreendente. Já diz o velho ditado, primeiro ano andante, segundo ano falante.
 Pimba, toma lá e vai buscar, então não é que a farmacêutica tem toda a razão. Tenho notado que começa a pronunciar melhor as silabas e que se expressa muito bem.

Ele há dias que devia estar calada.


Na consulta do pediatra.
Eu - Sr. Doutor existe quem me diga que o  meu Di fala pouco, que já devia falar mais. 

Olha para mim a fazer figura de ursa e a deixar-me influenciar por aqueles que não param de fazer comparações estupidas, como se eu também acreditasse que o meu Di  não fala, ou que fala pouco.

O doutor – Acha que ele não fala??? - Respondeu incrédulo. - Então, o rapaz desde que entrou aqui ainda não se calou! Que essas pessoas não o percebam é outra coisa! Quer que o menino seja ainda mais despachado do que o que é? Isso é impossível. Tudo a seu tempo. Diga a essas pessoas para terem calma.
Upss. Toma lá e embucha. Para a próxima aprende a estar calada e não te deixes influenciar.

É a casinha nova que eu sempre sonhei
Tem a luz que imaginei
É toda colorida, parece que a pintei
É o que eu sonhei
A nossa canção favorita da Xana Toc-Toc. Cantamo-la a caminho da escola.

Só me acontece a mim?

Ainda hoje cronometrei…, de manhã não me consigo despachar em menos de 2 horas! A resposta do meu Di para todas as minhas solicitações, pedidos e ordens é: Tchannãããããã…., adivinhem se conseguirem. Ok a resposta correcta é: “NÃO”.

Não existe nada que lhe peça, que lhe implore, e que ele me responda imediatamente que sim. Por vezes é desesperante! Irra, espinafres e cenouras!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Acudam, estou possessa


Ontem saí do sério. Ele há momentos em que o universo em si parece que se conjuga contra mim. Só porque sim, só porque lhe apetece, puro capricho de um qualquer Deus mimado.
Oh pá, então não é que ontem à noite ia toda lampeira para entrar na garagem, com o carro apilhado de malas e o meu Di já a dormir, quando me apercebi que o raça do portão não abria! Chovia a cântaros, tive de alombar com o meu Di ao colo, o que não me custaria nada e seria um enormíssimo prazer se não tivesse também que alombar com uma palete de leite, a mala de viagem, a mala de mão, o guarda-chuva e claro o meu próprio esqueleto. Arrebentou-se-me um pacote de leite e tudo, tive de lavar o chão do elevador, o meu Di acordou super, híper rabugento, instalou-se o caos. Irra penico…

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Dream Books


Ontem recebi o álbum da Dream Books que a minha amiga e comadre S ofereceu como presente de Natal ao meu Di. Fan-tás-ti-co! Adorei! Lindo. Utilizei as fotos da nossa viagem a Londres pela época da passagem do ano. Não é para me gabar mas tenho jeito para a coisa e a plataforma da Dream Books ajuda muito. Muito bem organizada, com efeitos muito apelativos e o melhor de tudo, é que não nos cinge a um computador já que as fotos são gravadas na própria plataforma da Dream. Só tenho pena que ainda não seja possível trabalhar através do meu ipad.
Adoro fotografias, adoro recordar os bons momentos, aqueles que valem mesmo a pena, aqueles em que estamos acompanhados das pessoas certas, das pessoas que fazem a diferença na nossa vida. Adorei. Obrigada S.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ontem foi dia de pediatra...

... e o Sr. Di, minha cria, portou-se muiiitoooo mal. Primeiro, não queria entrar dentro do consultório, à saída não queria sair da sala de espera. Eu pedia-lhe delicadamente para se vir embora, utilizei várias chantagens como “olha o avô está à nossa espera” e ainda “anda, vamos brincar com a Nini”. Depois já irritada passei à fase da ameaça “olha que a mamã põe-te de castigo! Tu queres ficar de castigo?” – Perguntava-lhe irritada e envergonha perante as outras mães e o malandro do meu Di ignorava-me por completo deitado no sofá com ar de gozo a fingir que não me ouvia. “Deixe lá, a minha também é assim. Esta fase dos dois anos é a fase em que nos testam a paciência” Dizia uma mãe a tentar consolar-me.
Quem se passou fui eu, e para a fase de tolerância zero. Peguei-o ao colo com ele a esbracejar e finalmente consegui  levá-lo para fora do consultório.
Não ficámos por aqui, foi birra o resto do dia e noite até que o meti mesmo de castigo a “pensar” nas traquinices que andou a fazer. Felizmente acalmou-se.
Ainda assim, não te dou, não te troco, não te empresto.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Quem lê o meu bolg, isto se houver alguém que o leia, deve achar que sou uma melga ou uma tonta que vê o mundo em tons fúcsia a fugir para o amarelo. Passo o tempo a falar do meu filho, das alegrias, das traquinices e do quanto é bom ser mãe. Mas a verdade é que também tenho problemas, alguns dissabores, algumas contrariedades que por vezes me deixam triste, deprimida e chateada. Contudo, tento não valorizar não escrevendo sobre o tema. Acredito que quanto mais falamos / escrevemos/ pensamos/ esmiuçamos, determinado assunto mais nos aparece na nossa vida. Desejo para mim e para os meus, amor e felicidade e é isso que envio para o universo. A vida é como um boomerang, recebemos de volta o que damos.

 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O prometido é devido.


 Não o presenteámos com um Mercedes mas presenteámo-lo com um Mini Cooper lindo, vermelhão, fantástico! Temos de começar por algum lado. As construções também não se iniciam pelo topo, ora não é verdade!? O Mercedes ficará para mais tarde, qui ça!Estou convencida que este dia ficará para todo o sempre na memória do meu Di, lá num lugarzinho muito especial no seu coração pequenino e na sua cabecinha loura. O rapaz pequeno estava radiante, sem folego de tão feliz que se sentia e tenho a certeza que o Mini Cooper era uma parte muito pequena dessa tão grandiosa felicidade. O meu filho é como eu em muitos aspectos. Para além da nossa parecença física tem um coração enorme onde cabe muita gente e uma intuição que me deixa atordoada. Sabe perfeitamente quem é merecedor do seu amor e claro adora estar rodeado pela família, pelos que ama e já protege. Como mãe cabe-me e é muito prazeroso proporcionar-lhe momentos de felicidade extrema. Acho que o faço um pouco por egoísmo, sou viciada nas suas gargalhadas, na sua vozinha doce quando diz “mãe ohhh vê” (tradução: outra vez), no seu sorriso lindo que me deixa com os níveis de adrenalina lá nos píncaros e que me faz sentir tão bem, tão relaxada, tão feliz. Sim, são estes momentos que valem a pena, são estes momentos simples que importam e que fazem a minha vida valer tanto a pena.
Não te troco, não te dou, não te empresto.


 

 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Dois anos já passados...


Dois anos mágicos, cheios de alegria e de amor. Ensinaste-me a amar como nunca pensei ser possível. Ensinaste-me a viver, ensinaste-me a Ser. Transformaste-me naquilo que sou hoje, bem melhor do que aquilo que um dia fui. Mostraste-me o caminho da felicidade simples e verdadeira onde não existe espaço para tristezas.
Quando te senti nos meus braços pela primeira vez jurei-te amor eterno, rezei até ser dia por tamanha dádiva, agradeci a Deus um milhão de vezes por me ter confiado alguém tão especial. Hoje, continuo a agradecer-Lhe o prazer de te ver crescer e evoluir dia após dia. Agradeço-Lhe quando oiço a tua vozinha de bebé a dizer “mãee”, agradeço-lhe quando à noite te embalo nos meus braços e sinto o cheiro doce dos teus cabelos, agradeço-Lhe quando te oiço gargalhar, agradeço-Lhe a vida que nos deu e o amor que construímos e peço, peço com afinco que me dê muitos anos na tua companhia. Sonho o melhor para ti, mas especialmente desejo muito que sejas sempre feliz, assim como és hoje.
Amote para além da vida. Amote desde sempre e para sempre.

Não te troco, não te dou, não te empresto.






Ontem não foi o dia ideal mas foi bom. Não tive a companhia do meu mais-que-tudo na minha, na nossa cama. Não pude enroscar-me nos seus braços e sonhar com o futuro risonho e feliz que nos espera e saborear o presente fantástico que temos.
Mas ainda assim gostei. Gostei deste dia de São Valentim na companhia do meu grande amor pequenino (e dos meus pais também). Traz-me boas recordações. Fez ontem dois anos que o meu Di manifestou a sua vontade de conhecer o mundo. Foi na noite de São Valentim que corremos para a maternidade. Estava na hora, finalmente íamos ter o tão desejado encontro. Finalmente ia poder tocar-lhe, cheirá-lo, mimá-lo, perscrutar-lhe cada centímetro de pele e amá-lo muito. ♥
 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Há dois anos foi assim...


Quando esta noite soarem as onze badaladas estava eu a caminho da maternidade. Tínhamos feito o percurso uns dias antes, para não nos enganarmos, não fosse o rapaz pequeno estar com pressa de dar o arzinho da sua graça, mas pimba, o meu pai com os nérvusss enganou-se, mas também não fez mal, o pequeno só se decidiu a presentear-nos com a sua boa companhia dois dias depois. Já nesta altura era pirata. LOL  Boas recordações. ♥
Tu ohhh piqueno, já mudas-te a minha vida… e para muitooo, mas mesmo MUITO melhor.
Amo♥te para além da vida.

Bom dia dos namorados... I Love You


Adoro o dia dos namorados e todas as pirosices associadas a este dia. Coraçõezinhos, cupidos de arco e flecha prontos a disparar amor por tudo o que é sitio, postais com ursinhos apaixonados... Aliás adoro tudo o que tenha a ver com amor, não fosse eu uma inveterada enamorada do próprio do amor. Sou romântica, amo a ideia de amar, adoro estar apaixonada, eleva-me às estrelas. Adoro namorar o meu amor, aquele que escolhi para partilhar a minha vida, aquele com quem partilho o maior dos tesouros, o nosso filho, aquele que hoje está longe… lá bem longe mas em quem, ainda assim, não deixo de pensar a cada minuto da minha, das nossas vidas.
Amo♥te daqui à lua. (ir e vir) 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013


Estou de rastos, cansada, cansadinha para xuxu. Isto de ter que me levantar às 4h de la matina para dar o antibiótico ao meu Di, está a dar cabo da mim. Sou o oposto do Prof. Rebelo, eu admito, preciso de dormir. O ideal seria dormir muitoooooooo mas como o Sr. Meu filho não deixa, se dormir pelo menos 7 a 8 horas, já me dou por satisfeita.  Quando o despertador toca às 7h para me levantar parece que está a passar o comboio por cima de mim. Como diria o meu querido Bruce:

At night I wake up with the sheets soaking wet
And a freight train running through the
Middle of my head

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Quando tudo nos corre bem...



… zás catrapumba, pimba, toma lá e vai buscar. Foi assim, esta semana, levei uma paulada daquelas… O meu filhotinho começou com febre, desenvolveu para febre muito alta. Diagnóstico: pneumonia. Mas mal o menor, a febre já passou agora é tratar a infecção e mimo, muito mimo da sua mãeiii querida.

PS. O Carnaval já era… fica para o ano a festarola na nossa terra, vamos vestir o Faísca Mcqueen em casa.

Pensamento Positivo! 


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Planos para o fim-de-semana


Dormir o que o meu Di permitir e lhe apetecer, recarregar baterias para mais uma semana cheia de saudades do meu amor, do nosso amor, do pai, do marido, daquele que tanta falta nos faz todas as noites, aquele que durante toda a semana deixa o lugar na nossa cama vazio e frio.
Limpar, lavar, arrumar, organizar, planear…
Ver filmes, ler, brincar, contar histórias, beijar muito, rir até doer a barriga… Amar, amar muito. 



Preparada para um novo e melhor dia… afinal de contas o meu amor regressou para mais um fim-de-semana a três.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Hoje preciso muito do sorriso lindo do meu filho. Preciso muito do seu abraço bem apertadinho acompanhado de beijinhos húmidos que me lambuzam o rosto. Hoje preciso muito de sentir as cócegas daqueles cabelinhos louros fininhos e sedosos no meu nariz a cada inspiração e expiração minha, na hora de adormece-lo. Hoje preciso do seu carinho e do seu amor autêntico, único e apaziguador.  
 

Hoje tem sido assim


Qual pensamento positivo, qual quê! Por mais boa vontade, por mais que lute contra a maré, inspire e expire quinhentas vezes, posso até imaginar-me num campo cheio de flores lindo e maravilhoso, mas até o “piu, piu” da passarinhada me dá cabo da cabeça. Caramba!, nem o ahaha… moment da Oprah Winfrey me safa! Irra, existem dias que mais valia não sair da cama. SOCORRO, agarrem-me, agarremmmm-meeeeee.... que eu já não posso ouvir o chefe.

Existem pessoas capazes de contaminar todo um ambiente com o seu negativismo.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Tenho saudades...


... das mensagens da Miss Glittering que acompanho, não desde sempre mas há muito tempo. Há tanto tempo que, ler o seu blog se tornou num dos meus hábitos diários favoritos. Adoro tudo o que escreve e especialmente aprecio o optimismo com que encara a vida e o amor que deposita em cada post, em cada frase e em cada palavra que escreve. As suas palavras dão-me alento naqueles dias mais cinzentos, dão-me vontade de, também eu, escrever coisas bonitas e de apreciar e aceitar o mundo e as pessoas tal como eles são.

Tenho saudades desta desconhecida que já considero uma amiga.

PS. Espero que esteja tudo bem e que o motivo do silêncio seja apenas um “agora não me apetece.” 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Não deviam existir títulos, não tenho imaginação para isto.


Ainda ontem pensei cá para com o meu fecho eclair, “Sou muito mais feliz quando não vejo o telejornal”. Passo a corrigir, sou muito mais feliz quando o que vejo na TV se resume ao Bombeiro Sam, ao Noddy, ao Pocoyo, à Lebrinha Cor de Mel, entre outros do mesmo género, porque tudo o resto dá dó, deixa-me depressiva, pessimista, de mau-humor, levada do diabo, rabugenta e impaciente.
“Adivinha o quanto eu gosto de ti... lai, lai, lai..., adivinha o quanto eu gosto de ti… lai, lai, lai…”

Por lá foi assim...



Acredito que não nos cruzamos no caminho de alguém por pura coincidência, mas porque Deus assim o destinou e nós assim o desejámos. Sei, por experiência própria que recebemos na mesma dosagem o que oferecemos, o bom e o mau, não interessa o contexto nem a via, Deus encarrega-se dos detalhes. E tenho a certeza, que aqueles meus amigos lá longe, num país não tão distante assim, receberão tudo o que o universo tem de melhor, porque merecem, porque são genuinamente bons, porque oferecem o que de melhor têm, um coração do tamanho do percurso Lisboa / Londres.
Nunca esquecerei e serei eternamente grata a forma como eu e os meus fomos recebidos por aquelas pessoas que mal nos conhecendo abriram-nos as portas da sua casa, abraçaram-nos e trataram-nos como seus, mais do que como família, trataram-nos como amigos. E são, são amigos verdadeiros, dos bons, daqueles que não se podem perder, daqueles que desejo preservar o resto da vida, daqueles que ficam para sempre no coração.

Regressei com alma e o coração repletos de amor. Gratuitamente e sem que dessem por isso estes meus queridos amigos ofereceram-me uma importante lição de bonomia, de abdicação, de amor e de amizade. Fizeram-me acreditar naquilo em que há muito não acreditava, nas pessoas, de que nascemos intrinsecamente bons e que somos capazes de gostar para além de interesses.

Mas nada acontece por acaso e por algum motivo Deus reuniu-nos de novo e acredito que foi por mim, fui a mais beneficiada, trouxe o amor e a paz que há muito precisava.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013


À S e à M



O meu leque de amizades não é dos mais vastos, nunca foi! No facebook, por exemplo, tenho trinta e poucos “amigos” e a maior parte deles nem sequer amigos são. São apenas meros conhecidos com quem gosto de trocar algumas palavras, mais por simpatia do que por interesse. Trinta e poucos amigos, comparativamente com os quatrocentos ou quinhentos amigos de outros “amigos”, é nada! Fazer amizades nunca foi o meu forte. Em miúda e na adolescência era envergonhada demais para meter conversa até com a minha própria sombra, mais tarde fiquei muito exigente, não admitia qualquer erro ou desagrado, idealizava amizades perfeitas, sem que nenhuma das partes nunca se magoasse ou duvidasse. Actualmente, considero-me muito mais tolerante, não exijo perfeição pois acredito que somos naturalmente imperfeitos. Foi assim que Deus decidiu que deveria ser. São estas imperfeições que nos tornam nos seres perfeitos que somos. Talvez por compreender melhor a nossa existência apreendi a aceitar cada um como verdadeiramente é, não querendo dizer que aprecie todos. Errar, desiludir, magoar, desagradar, são características que também definem a nossa condição humana.

Tudo isto para dizer que tenho duas amigas eternas (a S e a M) que me acompanham desde sempre. Duas amigas que valem pelos trezentos e poucos “amigos” que me faltam no facebook para atingir um certo estatuto social nesta rede de amizades. Duas amigas que amo e que apesar de não nos correr o mesmo sangue nas veias, são as minhas irmãs do coração. Têm ambas personalidades distintas e vincadas, muitos defeitos, muitas qualidades. Mas eu gosto delas assim, tal como são, admiro-lhes as qualidades e não gosto dos defeitos, mas tolero-lhos. Admiro-lhes o Ser. Acredito que a nossa amizade permanecerá até ao fim dos nossos dias e que um dia as nossas almas se reunirão lá onde se encontram todas as almas boas. 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Bom dia vida!



Sou uma chata de uma optimista, pode estar a cair a casa que eu digo, “calma, vamos pensar numa solução”. Em todos os momentos desesperantes da minha vida, que graças a Deus contam-se pelos dedos de uma mão, que chegam e sobram, mantive uma calma, desesperante para os demais, e melhor ainda (pior para os stressados por natureza), dei sempre a volta à questão e consegui ver o lado positivo da tragédia.

Não, não vejo o mundo em azul-bebé com pintas verde-alface, não sou irrealista, não vivo num mundo à parte perfeito e belo. Pelo contrário vivo a minha vida com veracidade, contudo não me deixo ir abaixo com insignificâncias, e encaro sempre o lado positivo de cada história, de cada pessoa, de cada momento. Quero lá saber se há muito trânsito, ou se planei uma ida à praia e está a chover a potes, ou se adoro aquele par de sapatos, mas já não existe o meu número. O exterior não interfere na minha felicidade, apenas o aceito.
É verdade que nem sempre foi assim, conquistei aos poucos este estado de consciência em que vivo. Mudei a minha opinião acerca de Deus e do mundo quando há sete anos Ele enviou uma doença gravíssima, mortal para a maioria dos pacientes, a uma das pessoas que mais amo e a que mais admiro. Contudo, ainda esta manhã tomámos o pequeno-almoço juntos e percorremos o caminho para o trabalho a rir das peripécias do meu filho, o seu neto mais querido, o seu putinho.

Quando penso porquê que Deus ofereceu um cancro pulmonar ao meu pai dez anos após o ter presenteado com um na garganta, acredito que foi a única forma de nos abrir os olhos, de fazer um reset na nossa mente, de nos achocalhar as ideias e o coração. Foi como se nos desse um calduço e dissesse: “é pá deixem-se de merdas, amem, acarinhem e gozem a família fantástica que têm, respeitem-se, olhem que esta vida acaba depressa por isso aproveitem ao máximo a companhia uns dos outros e sejam felizes, caramba!” Recebi esta mensagem numa daquelas noites, em que chorava baixinho deitada na minha cama, enquanto ouvia o meu pai a vomitar as entranhas depois de levar uma dose da bem dita quimioterapia, que juntamente com as minhas preces e o optimismo da minha mãe nos ajudou a salvar a vida do meu pai. Depois disso percorri um longo caminho de busca, e ainda o percorro diariamente, nem sempre preenchido de certezas, especialmente quando me deparo com a infelicidade, a falsidade e a inveja alheia. Mas quando olho para trás, quando encaro o meu presente e quando penso no meu futuro, só posso agradecer a Deus, por tudo o que me deu. Sou uma miúda de sorte, tenho uma boa estrela, não tenho motivos para encarar a vida de forma pessimista, tenho tudo o que desejo, sou amada, sou desejada, tenho uma família linda e cheia de saúde, um filho lindo e saudável, adoro o que faço, adoro escrever e até tenho dinheiro para comparar um lindo par de sapatos sempre que me apetece. Quando penso em todas estas coisas e em tantas outras alegrias, julgo não ter sequer o direito em me chatear com as pequenas indisposições que Ele nos envia para nos testar. E olhem que a mim…, testa-me todos os dias!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Planos Furados


Pois é, já devia ter aprendido a lição, e não fazer planos quando o meu Di faz parte desses mesmos planos, e a verdade é que faz sempre. O rapaz pequeno é a personagem principal da minha vida. 

Resumindo, este fim-de-semana estava convencidíssima que ia descansar muuuuitooo, dormir muuuiiiitoooo (hoje em dia 8 horinhas é mais do que bom), pôr a leitura em dia, alapar o rabo no sofá e não mais o tirar de lá a não ser para responder às minhas e às necessidades básicas da minha cria, mas nãooooo. NÃO aconteceu nada disso. O meu Di ficou com uma tosse infernal que o atacava especialmente quando estava deitado e não dormiu nem isto, nem uma pontinha, nem de noite nem de dia. Irra, maldita tosse que não largava o meu pirralhinho. Passei as noites em claro com o meu Di ao lado, ora vira para lá, ora vira para cá, couf, couf couf, mais uma biqueirada nas minhas costelas, destapa-se, couf, couf, couf e agora quase que cai da cama, “e agora é que eu arranjei uma bela posição, aiii como eu adoro deitar-me em cima da minha mamã, estou mesmo bem, vou dormir um bocadinho enquanto ela zela pelo meu soninho.”

Adoro quando o meu Di adormece em cima de mim bem coladinho ao meu coração, cujo bater só ele conhece profundamente, tem este hábito desde que nasceu, mas a verdade é que eu não consigo pregar o olho com ele nesta posição, tenho medo de me virar e o magoar, então passo o tempo que ele dorme em silêncio abraçada a ele, a sentir-lhe o cheirinho dos cabelos fininhos, que de quando em vez me fazem cócegas no nariz. Aproveito para fazer planos a longo prazo, (sim, porque eu cá é que não sou parva, já não me engana mais nenhuma vez, pelo menos até me esquecer da última J), e até faço a lista de compras para a semana. Mas essencialmente agradeço. Agradeço a Deus o melhor que algum dia recebi, este filho que amo tanto, e que me faz tão feliz.

Deixa lá dormes para a semana! – penso satisfeita abraçada ao meu maior amor.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Vem aí o fim-de-semana

Há muito que não desejava tanto um fim-de-semana como este. Preciso de descansar, dormir e curar este início de constipação que se avizinha. Vou meter as pernas a caminho do meu lugar de eleição e dar muitos miminhos ao meu amorzinho pequenino e receber outras tantos do meu amor grande. Matar as saudades e carregar baterias para mais uma semana que se adivinha cheia de saudades, sem ele ao meu lado todas as noites.

Coisas do Sr Di, meu rebento.


Ontem o meu Di estreou-se no Circo. A educadora diz que nunca largou o seu ar muito sério e observador, nunca tirou os olhos do leão que estava no topo da arena, (não fosse dar-lhe a travadinha e ter que ser ele a domá-lo com o seu rugido e com a mãozinha canina em riste: dah, dah, dah… Sim, tenho para mim que o meu filho seria capaz de amedrontar a fera mais perigosa do planeta e com um simples “dah, dah, dah” meter-lhe o rabinho entre as pernas) , e não achou muita graça quando o palhaço atirou com uma mão cheia de pipocas para cima dos coleguinhas que estavam ao lado dele.

Coisas do meu Di que não dá confiança a mal vestidos. 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O meu grande amor pequenino


Com o meu filho obtive o maior dos ensinamentos da vida. Não importa a raça, mãe é mãe! Protege, luta, acarinha, castiga, defende, mima, tudo em prole deste amor incondicional que vai para além do Além.  

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Momentos da coisinha mais fofita de su mamacita.


Ontem depois do jantar o meu Di resolveu investir sobre os presentes de Natal que se encontravam debaixo da árvore de Natal.

- Não mexe filho – disse-lhe.
- Dah, dah, dah – respondeu-me chateado de mão em riste a apontar para os ditos presentes.
- Olha mãe o Di já rasgou o papel do embrulho de um deles, por isso se já não é surpresa, já pode abrir. Não é putinho? – Disse o avô conivente com a malandragem.
- Não, não é. Se faz favor arruma o presente onde estava senhor Di – insisti.
- Nã, nã, nã – respondeu-me.
- A mamã está a dizer para arrumar –ralhei.
- Deixa putinho, esse cão é um rafeiro muito feio – disse o avô a referir-se ao Pluto que já tinha o focinho todo de fora do papel colorido. No Natal o avô embrulha a Nini (a nossa cadela de carne e pêlo) e oferece-ta. É muito mais gira. Até faz chichi e tudo. Deixa não ligues a esse rafeiro feio.

E eu posso lá com estes dois pestinhas? LOL

Família = Amor


Adoro as noites em que nos juntamos, em que nos sentamos para partilhar alegrias e amor, em que me reúno com os meus com aqueles que nunca me falharam e que nunca nos desampararão, aqueles que amo e que me amam. Os meus pais, avós galinha do meu filho. Os que me adoram os que amam de todo o coração o meu bebé pequenino, mais fofinho do mundo. Os avós mais queridos do meu filho, aqueles o fazem chorar quando nos dizem até amanhã e mesmo que seja apenas um par de horas de ausência, são o suficiente para já termos imensas saudades e vontade de estar com eles de novo. 

Não me canso de ouvir esta Senhora.



 Linda e talentosa. Absolutamente Fantástica.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O nosso trio





Ontem à noite o trio completou-se. Fico sempre tão feliz com o nosso reencontro, tão desejado desde o momento da despedida. Por momentos esquecemos as saudades dolorosas que nos magoam o coração e que fazem os nossos dias mais cinzentos, rezamos para que o tempo se arraste e os dias se prolonguem por tempo indefinido. Nos próximos dias, esquecemos que estas saudades se repetirão para a semana, para a outra, para a outra e para a outra também. Deixa cá ver, ah e para a outra também, e para a outra… até sei lá quando. O que nos vale são estes momentos juntos de partilha de carinhos, de amor e de afectos. Felizes, como só nós os três o somos. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Coisinha mais fofinha de su mamacita


O meu Di é um docinho. Meiguinho, simpático, como ele só e beijoqueiro como a mãe, enfim uma infindável porção de características adoráveis que me deixam derretida e orgulhosa deste biscoito mais fofinho do meu mundo. Mas quando o rapaz pequeno sai dos eixos e se transforma num pequeno rebelde, que Deus me acuda e me dê muuuuita paciência.

Ontem no Shopping depois de o sentar em todos os carrinhos eléctricos que lhe apeteceu por mais de meia hora, fez a maior birra alguma vez vista na história da humanidade infantil, quando lhe disse que já chegava porque estava na hora de irmos papar. Chorou, gritou, “nã, nã, nã…”, esbracejou, bateu-me, mordeu-me, deitou-se no chão, arrastou-se pelo chão. Uma vergonha, isso sim. Os olhares reprovadores de quem passava deixavam-me sem saber o que fazer com aquele pestinha. Com vontade de enfiar a minha cabeça dentro de um saco preto, peguei-lhe ao colo e levei-o a esbracejar até ao carro.

- “Má, má, má…” Chamava-me aquela minorca de palmo e meio.

- “A mamã não é má tu é que te estás a portar muito mal. Isso sim.” – Respondi-lhe evitando vociferar “mau és tu, meu pestinha”. Li num livro que não se deve chamar más às crianças, ficam traumatizadas e quem sabe, capazes de se transformarem em verdadeiros delinquentes juvenis. Enfim, nada melhor do que prevenir.
Quando o sentei no carro:

 – “Mãim, mãim, mãim.” – Chamou-me, agarrou-me o rosto com as suas mãozinhas pequeninas e beijou-me.
- Gostas da mamã?
- Tim. (tradução: Sim)
- A mãe está triste contigo.
- Tim.
- Portas-te bem?
- Tim

Ohh pá e lá existe coração que aguente uma fofura destas sem se derreter?! 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012


"Todos temos dentro de nós uma insuspeita reserva de força que emerge quando a vida nos põe à prova."
Isabel Allende in A Ilha Debaixo do Mar

Isabel Allende nunca me deixa indiferente. Aprendo sempre algo com as suas protagonistas. Mulheres fortes e destemidas que enfrentam as vicissitudes da vida com a coragem só pertencente aos audazes. Mães guerreiras, amantes fervorosas, mulheres sonhadoras, donas de casa sábias. Não fosse Isabel Allende, também uma lutadora, guerreira e sobrevivente. Sobreviveu a uma ditadura, e pior do que qualquer ditadura ou holocausto, sobreviveu à morte de uma filha. Admiro-a pela escrita, pela força e pela doçura. Já o disse e volto a repetir, é-me impensável sobreviver ao meu filho, sou incapaz de me visualizar sendo uma mãe órfã, por isso admiro as mães que enfrentam tamanha perda com a doçura da sabedoria.

Penso sempre nas mães dos filhos que se perdem para Deus e dos que se perdem na vida. Visto-lhes a pele e sinto-lhes o sofrimento, choro por elas e pelas sua inestimáveis perdas. Acredito que a nossa existência não se fica por aqui. Acredito que somos seres essencialmente espirituais e que um dia nos encontraremos com os nossos amores e desamores numa outra dimensão, que está para além da nossa imaginação, mas prefiro ser eu a esperar pelo meu bem mais precioso nesse tal lugar que nunca ninguém viu, não vá o diabo tecê-las e sermos apenas uns bonecos articulados nas mãos de Alguém. Até lá, o que eu quero mesmo é que as minhas cordas se articulem com as cordas dos meus, e preferencialmente com as suas cordas, as do meu filho, e viver cada dia na sua companhia.