terça-feira, 30 de julho de 2013

Dia dos avós com quase uma semana de atraso.


Tenho uma avó que não é a mãe de nenhum dos meus pais, é apenas minha avó. Não partilhamos o mesmo sangue, mas partilhamos o mesmo amor e o mesmo bem-querer que nos emociona sempre que nos reencontramos e que nos unirá para além da vida que conhecemos. Esta minha avó adoptou-me como neta no dia em que nasci e criou-me como as amas criam, com uma diferença, amou-me como só as mães amam e deu-me o colo doce e reconfortante que só as avós têm. Nunca me deu um ralhete, nem sequer alguma  vez alterou o seu tom de voz meigo e açoites não fazem parte do seu vocabulário, onde as palavras-chave são: amor e paciência.

No dia em que partiu para o seu Alentejo, o Alentejo que eu também adoptei, eu tinha nove anos e nunca mais esquecerei o dia mais infeliz da minha infância. Não deitei uma única lágrima e não debitei uma única palavra, mas o seu rosto encharcado molhava-me os cabelos e eu ouvia a sua voz “Nas férias a tia vem buscar-te”, eu, muda de tristeza e com um enorme nó na garganta, acenava com a cabeça. Vi-a entrar no Renault 5 branco e partir com o rosário numa das mãos e a fotografia do seu Santo Padroeiro na outra. Corri para casa da minha nova ama, que nunca adoptei como avó, nem com qualquer outro parentesco e sentei-me a ver os desenhos animados enquanto o meu coração batia com tanta força que quase me saltava do peito. Nessa noite e muitas noites seguidas chorei de saudades e de tristeza.

E como o prometido é devido, sempre que tive férias da escola a minha avó deslocou-se a Lisboa para estar perto de mim ou para levar-me para a sua casa no Alentejo, onde me reencontrava com a minha restante família adoptiva. Lembro-me que, sempre que ela chegava de viagem e vi-a entrar naquele pátio onde um dia fomos tão felizes, era como se nos reencontrássemos pela primeira vez e todo o sofrimento e sentimento de abandono ficava perdoado e esquecido.  

Actualmente, a minha avó tem oitenta e quatro anos e continua a dar-me o melhor e mais reconfortante colo. Não passamos uma semana sem declararmos o nosso amor e as saudades que temos uma da outra.  Recordarmos o nosso anjo da guarda, o meu querido padrinho, que aguarda pacientemente por nós, lá onde só as almas boas se reencontram um dia.
A esta minha avó, nunca lhe chamei avó. Não sei porquê, porque é o que ela realmente significa para mim. Sempre a chamei de tia, a minha querida Tia Júlia.

Feliz dia dos avós Tia Júlia.  Adoro♥te.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

O melhor momento do dia.


O jantar na Brasserie de L’ entrecôte, um gelado de morango e nata no Santini e o nosso passeio pelo Chiado. Tudo isto com a melhor companhia do mundo, os meus dois grandes amores.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Tenho um Einstein na família. :) E adoro-o!


Ontem fui à escola do meu Di, para receber a sua avaliação. Resumindo: o meu rapaz pequeno é um poço de qualidades. Teve “Muito Bom” a tudo e adquiriu uma montanha de novas competências. Só está um bocadinho empenado no domínio da linguagem, nada que eu não tivesse reparado, é claro. O meu rapaz pequeno fala que se desdenha, mas não se percebe grande coisa, é tudo muito à base do “T”. “Mãe Titi” (tradução: mãe xixi), “Mãe Totó” (tradução: Mãe cocó), Teté (tradução: Bebé), Tim (tradução: sim). Ainda é muito tate-bi-tate. Mas ele chega lá, ai chega! Não fosse ele o miúdo mais expressivo do mundo, o que o torna o mais comunicativo da sala. Não se compreende o que ele diz, mas sabe-se perfeitamente o que ele quer.
Que o meu Di é do mais inteligente, sociável, afável, meigo, de vez em quando reguila, obediente (nem sempre, pelo menos comigo!) e um querido do mais fofinho que existe no mundo, já eu sabia, não foi nenhuma novidade. A melhor novidade foi a construção de um parque novinho em folha, cheio de escorregas (o meu Di adora!), baloiços e outras actividades.
A sua construção vai ter inicio já, já! E o melhor é que pode ser utilizado mesmo quando estiver a chover, pois vai ser coberto. Uma ma-ra-vi- lha!!
Tinha muita pena por a escola não ter um espaço ao ar livre. Acho que os miúdos precisam de rua, de brincar, de explorar outros espaços para além da sala de aula. Lembro-me sempre que em miúda adorava os meus finais de dia, porque os passava no parque e tinha pena do meu Di não poder vivenciar o mesmo com os amiguinhos, apesar das nossas noites de verão serem passadas no parque até às 21h30 e de os nossos fins-de-semana serem sempre passados na praia ou no campo. Sinceramente, e apesar de adorar a educadora do meu Di e de achar as infraestruturas da escola cinco estrelas, (porque para mim a prioridade é deixar o meu filho num local onde eu tenha a certeza de que é tratado com carinho, zelo, segurança e respeito), já pensei várias vezes em mudá-lo de escola devido a esta falha que felizmente será colmatada estre este e o próximo mês e em Setembro quando o Sr. Di regressar à escola vai ter um belo parque para se divertir.

terça-feira, 23 de julho de 2013

As pessoas assim-assim da Sofia.


As pessoas assim-assim da Sofia, são também algumas das pessoas assim-assim que fazem parte da minha vida. Acredito que nada, mas mesmo nadinha acontece por acaso, e este post da Sofia veio na altura certa e funcionou como uma lufada de ar fresco na minha cabeça e coração. Mais uma vez Deus, o Universo, não interessa a entidade, encarregou-se de juntar os pauzinhos e pimbas, toma lá uma canoa para te salvares.
Não sei como me livrar desta toxicidade que se apoderou de mim e da minha vida. Deixei que acontecesse, é verdade! Deixei-me e deixo-me manipular, porque tenho um coração mole que se comove com tudo. Porque tenho este sentimento de divida para com quem me faz um favor, me dá algo, ou qualquer outra bondade, apesar da minha constante retribuição e fidelidade. Porque me preocupo com toda a gente. E sempre, sempre a puta da pena, que me lixa. Não sei porquê que tenho sempre tanta pena de toda a gente, apesar dos encontrões que recebo!
Tenho e sinto necessidade de mudar e vou fazê-lo, só não sei é como. Não sei para onde remar, não tenho bússola, estou perdida neste imenso oceano, mas tenho a canoa feita com os pauzinhos da Sofia e uma vontade imensa de reabilitação e de desintoxicação. E isso é o mais importante, ou não?

PS: Obrigada à Sofia, que juntamente com os seus posts, funciona como que uma massagem relaxante a quatro mãos ao meu cérebro e coração. 


sexta-feira, 19 de julho de 2013

No oftalmologista.


Ontem fomos ao melhor oftalmologista do mundo. Como só dá consultas lá longe, mais precisamente em Coimbra, fomos todos em modo excursão, para poupar nas viagens e tirámos um bilhete de consulta familiar, que não foi mais barato por isso. Quase que não cabíamos todos dentro do consultório, pelo menos ficaram a faltar cadeiras.
Diagnóstico: eu estou com uma visão de lince, vejo pra caramba. Nunca pensei que um dia dissesse isto, visto já ter sido míope, portadora de umas lindas lentes de garrafão, tipo choninhas que me assentavam que nem uma luva. Que horror! Era uma míope à séria, daquelas que se perdesse os óculos, tinha que andar às apalpadelas para os encontrar. O resto da família também está cinco estrelas, incluindo o Sr Di que ficou tão impressionado de ver o avô a ser consultado que quando chegou a vez dele armou um berreiro do caneco, que o doutor teve de o consultar a dois metros de distância. A lágrima teimosa que persiste em escorrer-lhe pelo olho direito vai secar em breve.
Do que o meu Di mais gostou foram das duas horas de espera no jardim da clínica. 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O melhor momento do dia.


Até nas pequenas coisas, nas mais insignificantes as leis que ditam a nossa existência funcionam. Funcionam sempre e eu fico tão feliz por constatar isso cada dia da minha vida.
Andei imenso tempo para comprar umas sandálias brancas, giras (claro!), baixas e confortáveis. Desde que fui mãe pus um pouco de lado os saltos altos. Não aguento correr, brincar, ir ao parque, ao supermercado, pegar o meu amor maior ao colo, tudo isto em saltos altos. Está fora de questão!
Tenho dois pares de sandálias brancas, mas que de tanto uso estão mesmo em jeito de irem parar ao caixote do lixo. A semana passada corri o El Corte Inglês de ponta a ponta e nada, ainda calcei dois ou três pares e nada me agradou, já a ficar desesperada quase comprava umas que nem gostava muito, não fosse a minha mãe lembrar-me de que aquilo que é meu, para mim está guardado.
Ontem, sem muito tempo para perder, passei no Centro Comercial Vasco da Gama, com a certeza de que encontraria as sandálias que tanto procurava. E encontrei mesmo! Em cinco minutos fiz a compra. Tauuu, foi tiro e queda. Entrei na garagem, subi a passadeira rolante, fiz a curva e dirigi-me precisamente, sem olhar para o lado e sem hesitações, à Geox. Tinha a certeza, e sem nunca as ter visto, que as sandálias que eu tanto almejava estariam à minha espera. E lá estavam elas na montra a sorrir para mim, lindas, maravilhosas, brancas, douradas, super, híper confortáveis não fossem elas da marca de sapatos que eu mais aprecio. E ainda por cima, já estavam em promoção! 


terça-feira, 16 de julho de 2013

O meu rapaz pequeno...


... está a crescer, deixou de ser um bebé, está a transformar-se num rapazinho. E isso deixa-me tão orgulhosa, mas tão orgulhosa e tão imensamente feliz. Vê-lo crescer e evoluir dia após dia é o melhor que a vida me dá. Tenho amigas que ficam cheias de pena quando os filhos crescem e deixam de ser bebés, que ficam cheias de saudades do cheirinho a bebés, conheço mães de filhos adultos que ainda hoje se perguntam porquê que os filhos crescem e se transformam em homens independentes com as suas próprias famílias.

 Eu penso precisamente o contrário, quero que o meu filho, cresça, evolua e se transforme num rapazinho, depois num rapagão, depois num adolescente borbulhento (prescindo a parte das borbulhas, mas antes isso do que problemas existenciais) depois num jovem homem lindo de morrer e finalmente num homem, chefe de família ou não, com mulher e filhos, ou não, presidente de uma multinacional, banqueiro ou electricista, tanto faz. As únicas variantes, que lhe ensinarei a não prescindir é a felicidade e o amor. Assistir ao seu crescimento é a única forma que eu tenho de participar na sua evolução, é a única maneira de lhe passar todos os ensinamentos, de o ajudar a encaminhar-se  na vida, de lhe ensinar a essência da nossa existência e especialmente, de o amparar quando o seu anjo da guarda adormecer e abrir as mãos.

Esta noite o meu Di teve o seu primeiro acto de independência. Pediu-me para adormecer na sua caminha. Acho que tinha tanto calor que não conseguia adormecer coladinho a mim, como sempre o fez desde que nasceu. Deitei-o na sua cama e apaguei a luz. Deitei-me na minha cama e fechei os olhos. Senti-lhe a falta, os seus bracinhos rechonchudos não estavam a rodearem-me o pescoço. Pouco tempo depois chamou-me “Mãe.”
-“Sim filho.”
- “Ah Di, mãe. – Disse-me pondo-se de pé em cima da cama e esticou-me os braços.

Depressa terminou o The Fourth of July do meu Di.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

35


Quando tinha 25 os 35 estavam longe, muito longe. Pensei que, quando aqui chegasse teria a minha vida toda resolvida, todos os sonhos concretizados e seria só e apenas vivê-los e viver a vida. Quando tinha 15 olhava a mãe da minha amiga S, acabada de ficar viúva e achava-a uma senhora de idade avançada e doida porque arranjara um namorado. “Como podia ser, já tinha idade para ter juízo” – pensava altaneira.
Hoje, com 35 tenho a cabeça cheia de sonhos, por concretizar, cada vez mais. Hoje, com 35 sinto vontade de namorar, de ser amada e amar. Conto cada minuto até que ele, o meu amor, regresse, para mais um fim-de-semana, antes de partir novamente. Hoje, com 35 acho-me gira, elegante, atraente e até acho que no conjunto sou uma estampa. Esta manhã, com 35 anos olhei-me no espelho e vi as primeiras rugas em torno dos olhos, (mas tenho que olhar melhor, porque estava ensonada e não devo ter visto bem. Assim o espero!), mas também olhei nos olhos de uma mulher feliz, apaixonada por ele e pela vida que partilhamos, cheia de sonhos por concretizar, alguns concretizados e outros tantos esquecidos. Olhei nos olhos de uma mulher que só conhece um caminho, em frente, umas vezes a alta velocidade e outras um pouco mais devagar. Vi uma filha amada e que ama incondicionalmente a família  E vi uma mãe fantástica, a melhor de todas as que já conheci.
Mas, hoje com 35 anos aprendi a maior lição que a vida me deu. Nada de novo para mim, nada que já não soubesse, nada que já não tivesse vivenciado, mas hoje, com 35 anos Deus quis relembrar-me da essência da vida. Tudo, mas mesmo tudo o que damos, (sem excepções), um dia mais cedo ou mais tarde receberemos de volta. E hoje recebi uma valente bofetada, que a vida se encarregou de me dar.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

terça-feira, 9 de julho de 2013

A nossa casa...


... transformou-se num acampamento de ciganos. Esta noite rumámos os três direitinhos à sala em busca de um local mais fresco para podermos descansar, já que a noite passada não pregámos olho e quase que assámos no forno em que se transformou o nosso quarto. Janelas abertas de par em par, para deixar o ar circular (e eu cheiinha de medo, que um qualquer gatuno se lembrasse de escalar até ao sexto andar e entrar-me para dentro de casa e na melhor das hipóteses levar-me apenas os pertences), colcha edredão fofinha estendida por cima do tapete da sala, com um lençol de algodão branquinho a sobrepor. Assim que apanhei o meu Sr. Di a dormir, peguei-lhe e levei-o para a sala onde corria uma brisa amena, bem diferente do bafo do nosso quarto, onde não passa uma corrente de ar. Rezei a todos os anjinhos para que o meu Di não acordasse, quando se deu um enorme chavascal na rua. Eram os camiões do lixo a descarregar os contentores. Felizmente os anjinhos ouviram as minhas preces e o meu Di murmurou qualquer coisa, mas voltou a adormecer instantaneamente, aliás acho que não chegou a acordar! Se ele acordasse acabava-se logo ali a minha noite amena e tranquila, teria de regressar ao forno, porque para o meu Di, a sala não é local para dormir, ora essa! Estão todos malucos ou quê?! Cama, caminha com eles, com 40.º graus de temperatura como companhia, que foi o que nos aconteceu na noite passada. 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Bom dia, bom dia, bom dia alegria


Adoro estas noites quentes com cheiro de verão. Estas noites que abrimos as janelas de par em par e que adormecemos com a lua como companheira, mesmo ali ao nosso lado. Adoro estas manhãs em que acordo com o chilrear dos pássaros no parapeito da nossa janela como que a desejar-nos bom dia. Adoro estas manhãs em que me levanto mal o sol nasce e que ainda ensonada me meto debaixo de um duche morno, quase frio, e desperto para mais um dia cheio de alegria e de boa disposição. Adoro estes dias em que não tenho mãos a medir para uma agenda cheia de compromissos. Adoro estes dias em que antevejo um fim-de-semana para lá de fantástico na companhia deles, os meus grandes amores e dela, a minha adorada família.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

What you resist, persists...


Mais uma vez a vida ensinou-me que nem sempre vale a pena lutar, que nem sempre vale a pena resistir, que nem sempre vale a pena persistir, que um dia tudo se encaixa no devido lugar, que a nossa mente, Deus ou o Universo (depende da crença de cada um) se encarrega de encarrilhar de novo os carris da nossa existência nesta enorme locomotiva que se chama vida. Só precisamos de acreditar muito nesta lei universal, nesta energia vibrante que tudo transforma e para a qual tudo é possível, basta crer.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

ATENÇÃO, ATENÇÃO...


... Fim-de-semana em acção. 
e nós vamos estar  em algures, num local assim.


Ontem houve reunião de família. Só faltou o pai...


Ontem tive uma conversinha de pé de orelha com o meu Di. O que é isto de fazer birras por tudo e por nada? Ai, ai, ai, ai… paciência de mãe não se esgota, mas caramba, também existem limites!
Disse-lhe, calmamente, que estava triste com ele, porque não me obedecia e passava a vida a chorar e atirar-se para o chão e a espernear e que isso era muitooooo feio pois só os meninos maus o faziam. Mostrei-lhe pela milionésima vez a dentada que me deu e disse-lhe que doía muitoooo. Ele deu-me muitos beijinhos, mas isso não é novidade porque o meu Di pode ser muito traquinas mas é muito mimoso comigo, enche-me de beijinhos a toda a hora.
- Portas-te bem, filho? Já não te deitas no chão a chorar e a fazer birras? – perguntei-lhe olhando-o nos olhinhos.
- Tim – prometeu-me aquele fofinho de palmo e meio agarrado ao meu pescoço.
Coitadinho do meu Di, levou um tamanho raspanete, que hoje quando o fui levar à escola até se riu. 

Não te dou, não te troco, não te empresto.♥

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sr. Di o birrento.


Sr. Di, meu filho, está a atravessar uma fase complicada, ele é birras desde que acorda até que se deita. Este meu rapaz pequeno anda levado da breca. É birra para ir tomar banho, é birra para sair da banheira, é birra para ver os nés (tradução: bonecos), é birra porque os nés acabaram, é birra porque não quer aqueles nés, é birra porque não quer ir para a mesa jantar, é birra porque quer ir no carro do avô, é birra porque de manhã não quer ir para a escola, é birra para ficar na escola… aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, a minha vida com este minorca meio palmo de gente autoritário, birrento e teimoso.
Ontem estava uma noite fantástica, quente com cheiro a verão. Jantámos cedo e porque não irmos passear a Nini (o nosso elemento familiar da raça canina) e dar uma voltinha no parque? – pensei, olhando o meu pequeno e adorado pestinha  Assim foi, lá fomos nós. Escorregou vezes sem conta em todos os escorregas, um deles deixava-lhe o cabelo em pé com a eletricidade estática, (ficava tão engraçado!), também andou no baloiço e em todos os outros divertimentos. As outras mães ficavam estupefactas com a tamanha agilidade deste meu rapaz pequeno de apenas dois anos. Não subia o escorrega pelas escadas mas pelo próprio escorrega, baloiçava numa barra qual macaco na amazónia, corria, escorregava, baloiçava, ria, ralhava com quem fizesse festinhas na Nini, porque a Nini é sua propriedade e ninguém tem autorização para lhe tocar, enfim nenhum dos outros miúdos, e todos eles eram mais velhos que o meu Di, conseguiam fazer metade do que ele fez ou tinham metade da sua energia.
 Depois de uma hora e meia de escorregas e baloiços decidi que eram horas de regressarmos a casa. Comecei a mentalizá-lo que devíamos ir embora e que aquela seria a ultima vez que escorregaria. Aqui foi a pior parte!
Resultado: enfiou-se na plataforma dos escorregas e não descia. Nem às minhas chantagens ele cedia “olha a mãe vai embora com a Nini e tu ficas aqui sozinho” ou “olha o avô está à nossa espera” e a melhor de todas “olha o parque vai fechar, o Sr. Porteiro vai fechar a porta e depois ficamos cá trancados”. Algum tempo depois lá desceu, porque já não aguentava mais tempo sem escorregar. Assim que o apanhei a jeito, e já passava das 10 da noite, dei-lhe a mão e encaminhei-o para fora do parque. Começou a birra. Uma birra transcendental, memorável, que jamais esquecerei. Debaixo do olhar dos vizinhos que passeavam pelo bairro áquela hora, senti-me tão envergonhada, mas tão envergonhada… tive de carregar com aquele pestinha ao colo até a casa com ele a espernear e não me safei de uma valente mordidela que me deixou o braço negro. Em alguns olhares vi reprovação, fui a má da fita, a vilã, a madrasta impaciente, noutros vi a compreensão e senti-lhes no olhar a piedade do “sei bem o que isso é, o meu também já foi assim.”
Conclusão: Sr. Di está de castigo, hoje não há nés para ninguém e não mete os pés no parque tão cedo.
Com tanta qualidade que o pai tem, pois o meu rapaz pequeno logo tinha de herdar o maior defeito do meu amor grande, a teimosia.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

OH pá, agora muito a sério...


... já estou mesmo a desesperar, o ar condicionado continua avariado. O #$%& do Sr. Técnico que contactei ontem, não meteu cá os pés. Eu logo vi pela conversa dele que o tipo me ia mandar às urtigas  Está bem abelha.

Até à data ainda só tinha deixado um livro a meio. Tentei lê-lo vezes sem conta, esforcei-me, levei com o dito na cara, cada vez que adormeci com ele nas mãos, (e pesado que ele era!), tentei várias vezes iniciar a leitura na primeira página na esperança que alguma palavra anteriormente despercebida me estimulasse naquela luta, mas não CON-SE-GUI. Desisti e encostei-o na prateleira. Anos mais tarde voltei a pegar-lhe e voltei a encosta-lo à box. Penso até, que o dei a alguém.
Nunca mais me tinha acontecido nada parecido, esforcei-me sempre por acabar a leitura de todos os livros que iniciei, mesmo aqueles que não me despertavam muito interesse. Era incapaz não terminar um livro, sentia como que um peso na consciência, algo pendente que urgia um fim, mas infelizmente voltou-me a acontecer. É verdade, andei durante dois meses a tentar ler um livro e não consegui sair do meio. Desisti, porque a minha mente também mudou. Não tenho tempo para perder com coisas de que não gosto e por isso parti para outro. Um outro que andava para ler há muito tempo, da minha adorada Isabel Allende que nunca, nunca me deixa mal.
O Perfume nunca mais o vi e o outro, cujo título nem sequer consegui memorizar, fica muitíssimo bem na prateleira do fundo.

terça-feira, 25 de junho de 2013


É só para dizer que o $%&# do ar condicionado pifou. Estou quase a desmaiar. Tenho a tensão lá em baixo.  

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Mais um fim-de-semana fantástico...


... no nosso lugar de eleição, no nosso refúgio. Esta não é a minha terra de nascença, no meu Cartão do Cidadão não consta o seu nome, não faço parte das lista de eleitores deste local, mas é aqui que eu pertenço, esta é a terra que eu escolhi para ser minha. Um dia hei-de viver aqui o ano inteiro.


sexta-feira, 21 de junho de 2013


O que eu estou mesmo a precisar é de umas bem-ditas férias. Mas ainda falta tanto tempo! Ajudai-me senhor, ajudai-me.

terça-feira, 18 de junho de 2013




Dizem as más e as boas línguas que vai ser sempre assim até ao final do verão, uns dias soalheiros outros como hoje, chuvosos, ventosos, deprimentes e decepcionantes. As roupas frescas, coloridas e leves permanecem penduradas no roupeiro sem que lhes dê uso e já vamos em meados de Junho. Eu, que regra geral não me deixo afrontar com estas questões da natureza, também já ando a perder a paciência. Esta seria, supostamente, a semana de praia do meu Di, que ficou retido na escola em fato de banho e crocs, por não existirem condições climatéricas para o meu rapaz pavonear os abdominais bem trabalhados e os glúteozinhos redondinhos e tonificados numa caminhada pelo areal de Carcavelos.
Ai São Pedro, São Pedro, não estará na hora de pedir a reforma? Ou pelo menos umas férias, vá? Mas por favor, larga-nos da mão!!!

sexta-feira, 14 de junho de 2013


O Nobel que mais admiro é sem dúvida o Nelson Mandela. Admiro-lhe a humildade, a inteligência, a bondade, a perspicácia. É comovente a sua benevolência e a sua crença nas pessoas, mesmo depois de tudo o que passou.
Estou a fazer figa pelo Mandiba. 

2 ª parte - Na Bélgica foi mais ou menos assim...


Defendo o estereótipo de que existem por esse planeta fora muitas mais mulheres bonitas do que homens. Em todos os locais por onde já passei constato esse facto e a Bélgica não foi excepção  Acho que as mulheres no geral, não interessa peso, altura ou estatura, têm mais pinta, são mais sensuais, más cálientes. Embora na Bélgica não tenham pinga de sensualidade e muito menos são calientes como as mexicanas, achei-as elegantes, altas e espadaúdas. Algumas de tão elegantes só têm pele em cima do esqueleto. (quase não existem Belgas com excesso de peso. Coitados, nem eles gostam da sua própria gastronomia.)
Relativamente aos Belgas, não vi um que se aproveitasse. Feiinhos, feiinhos que até dão dó. E digo-vos mais, segundo o meu conceito que defende que o PIB está intrinsecamente ligado à dentadura de uma nação, devo dizer que os Belgas devem estar à beira de um colapso financeiro. Nunca vi povo com o teclado tão lixado.
Sim, admito que também sou esquisita como o caneco no que toca ao meu par. Para além do meu homem, muito poucos que conheci levar-me-iam ao altar, aliás, nenhum. O único homem pelo qual suspiro, para além do meu, é o Leonardo Di Caprio. Linnnnndooooo de morrer! AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHhhhhhhh. Mas esse não o conheço e não é para o meu humilde bico. (temos que ter noção das nossas capacidades!) Ele é mais Gisele, Bar Refaeli e Madalina. Além do mais acho que o tipo deve ter mau feitio. Com tanta mulher linda que já lhe passou pelas mãos e não há meio de assentar. Ai, ai, Di Caprio, olha que como diz o velho ditado, quem muito escolhe acaba escolhido.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

With lots of love


Hoje, duas das pessoas que mais adoro fazem quarenta e um anos que ataram as suas vidas num nó cego, tão apertado que jamais será ou foi desfeito. Toda a minha vida vi os meus pais juntos, unidos, nem sempre em perfeita sintonia, é verdade! Nem sempre o sol brilhou para eles, muitas vezes ralharam e discutiram, mas, muitas mais vezes, riram, festejaram e amaram. E sempre, sempre partilharam um amor incondicional, um amor imortal. Tenho um grande exemplo de vida, espero ser uma boa discípula e conseguir seguir exactamente as mesmas pegadas deste amor lamechas (que é como o amor te de ser!) e que daqui a trinta e três anos sejamos nós (eu e o meu amor) a festejar os nossos quarenta e um anos de casados.

PS: Sim, os meus pais casaram pelas noivas de Santo António. E não, na altura não era nada piroso! 


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Viagem para a Bélgica foi mais ou menos assim…


Como já contei o meu Di sentiu-se mal na viagem, com direito a vomitado, febre, tremores e mais o que se possa imaginar. Porém, no meio desta confusão e da minha aflição por ver o meu rapaz pequeno naquele estado, tive a sorte de viajar com uma tripulação fantástica que se esmeraram em ajudar-me naquilo que foi possível. A TAP nunca me desapontou.
Adiante, ainda antes de entrar no avião e ainda a confusão e o meu desespero não se tinham instalado, instalaram-se-me os nervos por mim a cima, apesar da minha aparência descontraída. Quando anunciaram a entrada no avião informaram, como sempre, em alto e bom som, que os adultos acompanhados de crianças têm prioridade para entrar. Ora o meu Di já não é nenhum bebé de colo, pois não, mas é um menino de dois anos, traquinas, irrequieto, que não pára sossegado e cuja palavra esperar ainda não existe no seu parco vocabulário. Eu aproveitei a prioridade a que tinha direito, e pimbas, passei à frente daquela gente toda. Uns pais com um bebé de colo (julgo que devia ter dias) seguiram os meus passos e pimba, também passaram à frente.  
Quando chegei ao inico da fila estavam lá aqueles senhores muito viajados e vaidosos de possuírem aqueles cartões Gold da TAP que lhes dá prioridade na entrada, (o senhor meu marido também tem, mas não é vaidoso), e que lhes permite a entrada numa salinha que se chama Lounge onde podem trincar umas sandochas e beber umas jolas, mesmo antes de viajar, e tudo à moi. Ahh, e ainda podem trazer as revistas que quiserem. (eu nunca estive tão actualizada.) Adiante, todos aqueles senhores prioritários olharam-me de soslaio quando timidamente, me encostei ali num cantinho à espera que me mandassem entrar, quando uma hospedeira me viu e simpaticamente me fez sinal: “a senhora com o bebé, queira fazer o favor de passar.”
- Até que idade as crianças têm prioridade? – Perguntou um prioritário com um sorriso fingido.
- Não está estipulada a idade – respondeu simpaticamente a senhora hospedeira.
Fiquei logo com os cabelos eriçados perante a sua questão. Não suporto este tipo de comportamentos altaneiros. Tão finesse na sua altivez e depois estraga tudo com a mesquinhez. Tenho para mim, que só diz uma coisa destas o detentor de uma grande insensibilidade, ou quem nunca foi pai ou mãe e não sabe o quanto estas pequenas atenções fazem a diferença no nosso dia-a-dia, ou quem é pai ou mãe de um robot. É que aquele senhor, e todos os outros, já tinham lugar marcado, estavam numa fila para entrar num avião, cujo lugar é garantido, não estavam na fila para o autocarro em hora de ponta com dezenas de pessoas a desejarem chegar a casa o mais depressa possível. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Na Bélgica foi mais ou menos assim...


O meu Di passou mal na viagem, vomitou tout l’avion. Ok, não foi o avião todo, foi só o seu lugar, mas foi o suficiente para me deixar tão, mas tão preocupada e tão triste. Coitadinho do meu Di, ainda por cima, apareceu-lhe um febrão daqueles e uma tosse terrível. Ele já estava um pouco constipado mas parece que o voo instigou a doença ao máximo.
Felizmente, e depois de uma noite terrível cheio de febre e eu já a pesquisar na internet a rua do hospital mais próximo, just in case, a partir do segundo dia lá melhorou, pelo menos a febre deu tréguas apesar da tosse e da falta de apetite.
Adiante, gostei de Bruxelas, mas gostei mais de Burgge. Gostei da Bélgica, mas o que eu adorei mesmo, foi este fim-de-semana a três, eu e eles, os meus dois amores, o pequenino e o grande. Não interessa o sitio,  as pessoas é que contam, as minhas pessoas. Detestei regressar sem ele, detestei deixá-lo para mais uma semana de trabalho. Porém, pensamento positivo, quinta-feira já o tenho de volta.

Amo estes meus dois amores.

Não vos dou, não vos troco, não vos empresto.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Fim-de-semana à porta...


... e desde ontem que começámos em contagem decrescente para a nossa viagem a Bruxelas. Desta vez não é o pai que se põe a caminho sou eu e o Di que vamos ao seu encontro para três dias a três.
Já falta menos de 24 horas para estarmos juntos. Está quase, aliás, já só falta o quase.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Até um dia Rodrigo.


A partir de hoje brilhará mais uma estrela no céu, um novo anjinho que velará por todos nós.

Como viverá a mãe Vanessa depois disto? É a questão que se impõe e que passa pela cabeça de nós, mães que não conseguimos vestir a sua pele. Com muita dor e desalento, porém com a certeza que um dia  reencontrar-se-á com o seu anjinho em alguma parte deste enorme universo, lá onde só as almas boas se reencontram, lá onde só os que se amam para além da vida se reconhecem, e aí poderá sentir de novo o seu cheiro, ouvir o som da sua gargalhada e sentir aquele abraço apertado que só as mães sabem sentir.

Até lá, cada momento de alegria que vivenciar (que vai viver), cada momento que a fizer sorrir, (que vai voltar a sorrir) será o seu Rodrigo a sussurrar-lhe a  felicidade por mais um dia da sua vida.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O melhor momento do dia.


Sei que me repito dia após dia, mas os meus melhores momentos são sempre aqueles que passo com o meu Di. É tão bom o seu sorriso e o seu abracinho quando o vou buscar à escola e as festinhas que me faz enquanto repete “mãe, mãe, mãe”. É tão compensador vê-lo brincar no parque ou vê-lo dançar ao som da música do Panda, feliz, sempre tão feliz. É tão bom quando ao final do dia procura o embalo do meu colo para se aquietar e adormecer enroscadinho nos meus braços com a sua mãozinha sapuda no meu rosto.
Não te dou, não te troco, não te empresto.
Amote

terça-feira, 4 de junho de 2013

Pergunta do pai.


- Dormiram bem? O Di passou bem a noite? – Perguntou o pai esta manhã via e-mail de Bruxelas.
- Sim graças a Deus, eu com um anjinho chamado Di e o Di com um anjinho chamado mãe – respondi-lhe.
- Venha o diabo e escolha – devolveu a peste.

PIB


Tenho para mim que o crescimento ou o decréscimo do PIB está intrinsecamente correlacionado com a dentadura de uma nação. Nunca vi tanto desdentado nem nunca senti tanto mau hálito como actualmente. Irra, courgettes e cenouras, logo eu que tenho um olfacto tão apurado que mais pareço um cão de caça. E sensível? Ninguém imagina o quanto eu sou sensível aos maus cheiros.
Quando passeio pela rua ou quando falo com alguém o primeiro pormenor que me salta à vista é o cuidado com a boca e infelizmente, desde que se instalou a crise parece que vejo cada vez mais pessoas com o teclado todo lixado.
Não existe nada que mais me agrade noutra pessoa e em mim própria do que uma boca sã, de hálito fresco, sem crateras, sujidades, tártaros, cáries e outras porcarias do género. Admito que alguém seja marreco, careca, coxo, perneta, vesgo, pode até ter as sete camadas de pele cheiinhas de celulite e as maminhas descaídas, desde que tenha o teclado intacto e limpinho por mim já ganhou pontos.
Sei que uma ida ao dentista é o mesmo preço que um vestido na Sacoor, sei que o tratamento de uma cárie fica ao preço de uma mala na Furla e que um implante é o preço de um porta-chaves na Hermès, mas não valerá mais a pena ter um aspecto digno e saudável do que todos esses apetrechos? A boca é o primeiro veículo de entrada do nosso corpo e é também o nosso cartão de apresentação, por isso não compreendo quem injecta quilos de botox no rosto, ou quem mete implantes para as maminhas ficarem empinadas e não põe um implante no lugar da cratera que têm no meio da dentadura.
Há que saber definir prioridades senhores, e que tal começar pela prevenção? A pasta dos dentes, o elixir e o fio dental não são assim tão caros e o Dr. OZ defende a tese que o uso do fio dental aumenta a esperança média de vida do seu usuário em sete anos.  
E mais, tenho a dizer que o meu Di começou a lavar o dente (só tinha um) com quatro meses!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ahhh, o meu catraiozinho que foi baptizado só tem 8 aninhos, mas já é um marmanjolitas. Muito fofo, (nesta parte sai à mãe), então com aquela fatiota ficava mesmo uma doçura, porém não deixa de ser marmanjolas.♥

Fim-de-semana

No Sábado rumámos de malas e bagagens até ao Zoo, numa visita relâmpago, o meu Di adorou, ficou fascinado com os leões, com as girafas, com os elefantes e com a bicharada no geral. Eu também adorei. Há muitos anos que não ia ao Zoo e confesso que desta vez foi a que mais gostei, vi com outros olhos, com olhos de mãe, apreciei cada exclamação do meu Di, com o dedito em riste a apontar para os animais. Adoro cada vez mais estes momentos nossos, a três.
- Mãe, mãe, ãooo. (Tradução: mãe olha o Leão.)
O baptizado correu muito bem, o Sr. Di portou-se como isso mesmo, como um senhor. Esteve sempre caladinho e sossegado ao meu colo, claro que tive a parceria fantástica do Noddy e do Ruca em modo silencioso. (O Ipad foi a melhor invenção dos últimos anos, é só isso que eu tenho para vos dizer.) O rapaz baptizado testava um miminho dentro da sua indumentária festiva e também esteve à altura da celebração o que deixou a sua mamancita (que estava linda!) orgulhosa com a lágrima ao cantito do olho. Tudo correu sobre rodas, portanto.
Às vezes quando esperamos o pior, o mais ou menos acontece. A vida tem destas boas surpresas.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Fim-de-semana à porta...


... e este é daqueles que menos aprecio, com direito a baptizado e tudo!
Por falar em baptizado, são tãoooo pirosos os presentes de baptismo. Ainda por cima, sendo o catraio um marmanjolas de 10 anos.   

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Precious Time


No outro dia li no Wide Wake, blogue que acompanho já há algum tempo, um post que falava de luxo, riqueza, dinheiro e de tempo. Fiquei fascinada, não só por acha-lo muito bem escrito, uma característica comum a todos os posts do Wide Wake, mas por sentir precisamente o mesmo e por neste momento estar a viver uma situação muito idêntica à relatada.
Tenho o meu marido a trabalhar fora de Portugal, há quase um ano, também já não somos marinheiros de primeira viagem, e no meio do infortúnio temos muita sorte, ele parte à segunda-feira mas à quinta-feira já o temos de volta. Agradecemos por e rezamos para não o desterrarem num desses países, ditos emergentes, cujo PIB cresce a 500% por dia, mas que estão s mais um zero de distância. Ganhamos mais dinheiro, muito mais, as ajudas de custo são muito boas, mas perdemos tanto, perdemos o tempo, o tempo que não volta, o tempo que não há ajudas de custo que paguem. Durante os quatro dias que está ausente de casa, está privado do tempo connosco, especialmente do tempo com o nosso filho que cresce mais do que o PIB desses tais países emergentes, tão veloz que as diferenças são visíveis nesse espaço de tempo da sua ausência.
Custa, mas de momento é a única opção e temos de sobreviver com isso. Sou optimista e tenho a certeza que melhores dias virão.
O tempo é sem dúvida um dos nossos maiores luxos e tantas vezes o gastamos da forma menos proveitosa. Quando acabei a universidade sonhava tornar-me numa executiva de topo, daquelas que entram cedo e saem às tantas da noite,  mas sempre com ar muito aperaltado e sem olheiras, e que quando entram no elevador de acesso à garagem para se irem embora para casa encontram o homem da sua vida e tudo acaba com um beijo  numa pizzaria onde são os únicos clientes. Quando terminei a universidade tive a sorte (pensei na altura!) de encontrar um emprego num private Banking de nome pomposo, vaidoso, como só ele, em ser o anfitrião da mais fina flor da clientela. Tão vaidoso que nem se apresentava, ao comum do cidadão, instalado num edifício imponente no centro de Lisboa sem qualquer marketing, apenas uma placa pequenina dourada à porta da entrada, anunciava o nome do grupo. Quando consegui aquele emprego nem queria acreditar na sorte que tivera, apesar do ordenado de merda, o local era deslumbrante e estava certa que aprenderia muito ali. Fiquei atordoada de alegria. Infelizmente, pensava chorosa, não tinha propriamente um horário de sonho daqueles apertados, sem tempo para almoçar e a sair às tantas,  era considerada estagiária e não tinha funções realmente importantes, e pior que tudo saía quase sempre dentro do horário previsto, a não ser quando alguma reunião se estendia, mais um pouco, e precisavam de alguém para servir café e biscoitos franceses aos clientes. Ficava triste e sentia-me rejeitada quando, de Inverno, saía para a rua, ainda com luz do dia, ou quando de verão ia passear para o Chiado porque o dia estava convidativo à vadiagem. Invejava as minhas colegas que ficavam a trabalhar até mais tarde e cujos serviços eram requisitados a cada minuto. Queria ser como elas, doentes mentais sem vida própria que me enviavam e-mails informativos com o logotipo do banco às onze da noite. Que inveja. Porque não sou eu! - Pensava.
Felizmente mudei a minha visão, ganhei juízo, hoje tenho um emprego que gosto e onde me sinto útil, trabalho para e com a minha família, onde o meu chefe é o meu pai, o avô querido do meu filho. Trabalho num local onde posso levar o meu filho sempre que me apetece, especialmente quando está doente, onde o comum é todos os empregados cumprirem as oito horas de trabalho diárias e quando se excede esse período, são compensados monetariamente por isso, onde o mais importante é a família e onde somos todos uma família, mesmo os que não partilham o nosso tipo de sangue e onde todos vestimos a camisola da casa e orgulhamo-nos da placa de quatro metros de comprimento por dois de largura que temos pendurada por cima da porta da rua, que nos identifica como uma equipa.
De facto, não me tornei numa executiva de topo com fatos caros e joias ofuscantes, mas sou a herdeira de uma empresa próspera com mais de trinta anos, reconhecida no mercado e que em tempo de crise tem-se aguentado como gente grande. Tenho orgulho de empregar aqui o meu tempo, e de contribuir para gerar riqueza para mim e para os meus, mas uma coisa garanto, não existe melhor momento do que aquele em que meto os pés fora da porta, vejo a luz do sol e penso na quantidade de horas que ainda tenho para brincar e rir com o meu filho. E mimá-lo, mima-lo muito. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Reynaldo Gianecchini


Confesso fiquei ainda mais rendida aos encantos do Reynaldo Gianecchini. Já achava, aliás sempre achei, aquele homem uma bênção dos céus, um encanto de moço, lindo de morrer, mas ontem depois de ver as entrevistas dele com a Clara e a Judite, ambas de Sousa (engraçado, há anos que as vejo e só agora reparei que partilham do mesmo sobrenome), conquistou-me de vez.
Conquistou-me a sua doçura e o modo despretensioso e sensato com que encara a vida e o seu protagonismo. Conquistou-me com a sua espiritualidade e força interior, fez-me crer que não sou maluca por acreditar numa crença chamada Amor, que engloba todas as religiões do mundo. Com a sua força, fé e amor confirmou-me que existe um bilião de razões para a existência de um conjunto de factores milimetricamente delineados, por uma força maior, que permitem a nossa vida aqui neste planeta no meio deste enorme universo. (Tudo fica mais fácil se compreendermos a razão da nossa existência.) Ajudou-me a conferir que a vida é realmente o que é, que os planos nem sempre são cumpridos, que devemos aceitá-la e vive-la Agora, porque o amanhã é uma incógnita. A sua luta e sobrevivência corroboraram a minha maior convicção, a crença de que tudo se encaminha no rumo certo se aceitarmos sem resistência e agradecermos com amor o que a vida nos oferece.

Só um aparte, repararam na Judite e na Clarinha? Derretidas que eu sei lá, nem nunca tinha ouvido a Judite gargalhar daquela maneira.”Credo agora é que foi Judite.”- Pensei quando ouvi o som estridente do seu riso. Deixa lá, eu se calhar faria pior figura. Compreendo a tua manifesta felicidade, não se apanha um Giani todos os dias e entrevistar o Giani não é o mesmo que entrevistar o Sócrates ou o Senhor Primeiro Ministro. Ohh se eu te compreendo! 


Cenouras e cougettes #$%

Tantas ideias, tantos temas na mente e não me saem as palavras! Acho que estou xexé.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O que é nosso, para nós está guardado!

Encontrei o bem-dito vestido da Máximo Dutti pelo qual me apaixonei perdidamente!
Mais uma prova de tudo o que acredito. A lei da atracção e da gratidão antecipada funciona mesmo!


Sr. Di, o bolacheiro.


O meu Di portou-se muito mal na escola! Deu uma bolachada na cara da professora quando esta o obrigou a sentar-se na cadeira. Que vergonhaaaaaa!
Fui deixá-lo à escola e alguns meninos já estavam dentro da carrinha para irem para o parque. Eu acho que o meu Di pensava que eu também ia no passeio e quando a professora o arrancou dos meus braços e ele percebeu que eu não ia, começou num berreiro desgraçado, pejado de lágrimas grandes e gordas, que me partiu o coração em mil bocadinhos. Não sabia se havia de agarrar no meu rapaz pequeno e levá-lo eu própria ao parque, se desistia do parque e íamos os dois embora, se havia de me ir embora sozinha. Pensei que traze-lo comigo, talvez não fosse a melhor solução, o rapaz é sabido e já estava a prever as chantagens que me faria, sempre que o fosse deixar na escola durante o próximo mês. (sim ele não esquece com facilidade.) Assim sendo, optei pela terceira escolha e foi quando ele me viu a ir embora que pespegou uma enorme estalada na cara da professora.
Espero que tenha sido uma estalada unilateral, rezo para que não tenha havido retaliação. E sinceramente, acho que não houve, a Sofia é muito humana e compreende melhor que ninguém estes seres pequeninos que, de quando em vez, nos tiram do sério.
A professora fez-me queixa dele quando o fui buscar e notei-o muito sentido e envergonhado com o disparate que fez, mas não se esquivou de um enorme raspanete da minha parte, pois está claro.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Courgettes e cenouras...


 ... estou mesmo desanimada, encontrei um vestido lindo na Maximo Dutti que ficaria a matar com as minhas sandálias, mas azar do caneco, o vestido está esgotadíssimo, não existe o meu tamanho em parte nenhuma do país. Esgotado, esgotadíssimo, esgotadérrimo, e o baptizado, que eu nem sequer sonhava que iria haver (muito agradeço ao pai da cria que só nos avisou na semana passada), é já daqui a 15 dias. Hã, hã, espera lá que já me vou chatear mais com isto, vou mas é ganhar juízo na cabeça e levar a velharia démodé que tenho lá por casa. Se quisessem convidados aperaltados tivessem avisado mais cedo! Essa é que é essa!

terça-feira, 21 de maio de 2013

As patifarias do meu Di.


Bemmmmm, nem quero imaginar se estivéssemos sozinhos em casa! Ontem o meu Di, que tem a mania de fechar tudo quanto é porta, (agora até tem a mania de se fechar no quarto, qual rapaz adolescente), fechou a porta da casa de banho à chave (pelo lado de fora), comigo lá dentro! Se o pai não estivesse em casa eu queria ver como seria. Eu trancada dentro da casa de banho sem ter como abrir o raio da porta e sem ter uma forma de entrar em contacto com alguém para nos ajudar. Havia de ser bonito, havia! Já foram retiradas todas as chaves das portas de lá de casa e escondidas no ponto mais alto que encontrei.
O meu Di não me dá descanso, ainda assim, não o dou, não o troco, não o empresto. ♥

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Lá foi o olho pró caneco.


O meu rapaz pequeno ontem deu-me cabo de um olho. Atirou um pente que me acertou em cheio no olho direito que ficou imediatamente inchado. Literalmente, pôs-me a ver estrelas. Parecia que tinha levado um soco de um qualquer Rocky. Ao ver a minha aflição, ficou ele ainda mais aflito. Resumindo: tive de o consolar, limpar-lhe as lágrimas e dar-lhe miminho agarrada ao meu próprio olho. Caso para dizer que me foram ao olho.

O meu Di e a semana de campo.


Hoje deu-se início a semana de campo do meu Di, que é como quem diz, o rapaz pequeno vai fazer a rota dos parques de Lisboa. Não, não vai acampar, que o rapaz ainda é pequeno, vai passear no parque, andar no escorrega, no baloiço, apanhar formigas, ver os passarinhos, correr na relva, jogar à bola, fazer piquenique, entre outras actividades e jogos para a sua idade. Dão-lhe um nome pomposo (e  pelo preço até parece que o rapaz vai uma semana para um safari no Quénia) mas é só isto (o que para ele já é muito), logo à tarde já está de regresso aos braços da sua mãe querida. Espero que venha estafado, que gaste boa parte das energias e adormeça cedinho. Tenho muito que fazer logo à noite.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Fim-de-semana à porta...


... infelizmente não é daqueles que eu mais aprecio, mas o que tem de ser, tem de ser com muita força. Ou não! O que vai safar isto tudo é a visita da minha querida Juju no Domingo.

Bon weekend à tout le monde.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sô Dona Jolie.

Sim é certo que tinha 87% de hipóteses de vir a sofrer de um cancro da mama, mas e os outros 13%, não contam? Não têm qualquer importância? Não sei o que faria na sua posição, mas sei o que fiz quando diagnosticaram um cancro do pulmão a uma das pessoas mais importantes da minha vida, o meu pai. Rezei e agradeci antecipadamente a sua cura. Com uma percentagem pequeníssima de sobrevivência, conseguimos combater aquele cancro filho da p..a que queria levar a pessoa que mais me faz rir, a minha fonte de energia e força para a vida. Mas conseguimos, ai se conseguimos! Já passaram oito anos desde que o meu pai foi operado, fez os penosos tratamentos de quimioterapia e os menos penosos de radioterapia e felizmente continua connosco aqui no mundo dos vivos. E de uma coisa podem ter a certeza, sempre soube que aquele cobarde daria ao cava, assim que se deparasse com o nosso optimismo.
 É difícil dar uma opinião, é difícil saber qual o lado que tenderíamos se estivéssemos no lugar da Jolie. E quem somos nós para criticar alguém que tem a batata quente na mão? Quando recebemos uma notícia destas acagaçamo-nos e eu acho que a Jolie borrou-se toda de medo. Teve tanto medo que preferiu prescindir das mamas a correr o risco de morrer. Eu própria sinto-me petrificada só de pensar que eu ou a minha família poderemos passar novamente por uma situação destas. (Vai de ré Satanás!) Não sei se no seu lugar arrancaria as duas mamas, não sei se me basearia apenas numa hipótese para mutilar o corpo, mas tenho a certeza que rezaria e agradeceria, ainda com mais afinco, a vida que tenho e a que provavelmente viria a viver.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Feliz dia da família.



Ai ca nérvussss!


Oh pá, então não é que não preguei olho toda a noite! Eu, euzinha, que ando roxa de sono, que me levanto às 6h30 da matina, que adormeço em tudo o que é sitio, (basta sentar-me e lá vai a cabeça parar ao outro lado, que quase me parte o pescoço) e esta noite não dormi NADA! Tudo porque fui beber uma inofensiva chavenazinha de café com leite, antes de me deitar. Estava tanto a apetecer-me! Nem imaginam o prazer que tenho de beber café com leite, para mim é como se estivesse a beber o melhor Château Mouton Rothschild. (Mas tem de ser daquele café feito na cafeteira, não gosto de café de máquina.) Nem sequer tenho sono agora. Espero que me mantenha assim ao longo do dia, porque tenho a impressão que se calho a adormecer, só acordo amanhã.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Hoje sinto-me depré, comó caneco!




Às vezes é difícil escolhe-la. Escolher ser feliz todos os dias e valorizar as pequenas alegrias do dia-a-dia por vezes torna-se dolorosamente difícil. Existem dias em que me apetece pura e simplesmente ser infeliz, ter pena de mim própria, tornar-me na pessoa mais rabugenta ao cimo da terra e deixar-me estar. E porque não? O que é que isso tem de mal? Também é só um dia! – Pergunto-me.

- Estúpida, tens tudo para ser feliz, porra! Um filho lindo, feliz e saudável, um marido que te adora, uma família fantástica que te apoia em tudo, poucas amigas, mas das boas, és inteligente, saudável, e sabes tanta coisa, tens uma vida cheia de boas recordações porque haverias de querer ser infeliz, mesmo que só por um dia? – Respondo-me.

- Porque dá trabalho todos os dias pensar em coisas boas, dá trabalho escarafunchar no meio da merda e encontra algo de positivo, porque é mais fácil remar a favor da maré e deixarmo-nos impingir com o pessimismo do vizinho, deixarmo-nos contagiar com a indiferença alheia, do que ser a única pessoa a encarar com optimismo o naufrágio! Ora bolas, também sou um ser humano, pá! – Retalia o meu ego.

- Burra, não vês que basta um dia, uma hora de negativismo para afundares o barco, deixares-te levar pela maré do pessimismo durante muitos dias? – Exclama a minha alma.

Assim como o corpo e o cérebro, também a felicidade necessita de ser exercitada diariamente, sem interrupções ou excepções. É difícil, ninguém disse que era fácil, mas o facilitismo é uma característica que não aprecio. Por isso aqui vai:

Bom dia, bom dia, bom dia,
Bom dia vida, bom dia universo, bom dia alegria, bom dia planeta terra e todas as galáxias vizinhas próximas, bom dia pessoas da minha vida e da outra vida também, vamos mas é ser felizes, viver a vida e deixar de merdices.(até rimou) Como alguém disse, (penso que foi a Oprah) o único momento que temos é AGORA, por isso vou vivê-lo da melhor maneira que sei.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Não percebo nada de futebol e nem quero perceber, ponto final parágrafo!


Nunca gostei de futebol. Em miúda era a pior jogadora da turma. Aquando a aula de educação física tinha um azar do caneco, a maioria das aulas eram passadas a jogar futebol. Canecos, como aquilo me irritava! Com tanto desporto para praticar, porque diabos haveria de ser sempre futebol?! O-DI-A-VA!!! 
Resumindo, fingia que jogava e isso tornava-me num empecilho, numa persona non grata, em campo para ambas as equipas. Evitei muitos golos da minha própria equipa por me posicionar mesmo de frente ao jogador que detinha o esférico (ouvi esta do esférico aqui há tempos quando meu homem estava a ver uns debates futebolísticos, achei tão pirosa que não resisti utilizá-la!). Pior do que me sentir uma inútil em campo e das boladas sofridas, era a incompreensão e a crueldade com que os meus colegas, especialmente as minhas melhores amigas me tratavam. Sim, menina Sónia e menina Marlene, esta é para vocês. Na escolha das equipas, não existia viva alma que me quisesse para jogadora! (tenho a impressão que as mortas também não!) Eu e mais duas comparsas de conversas em campo, (acreditem que não existe melhor sitio para falar sobre, roupas, filmes, musica, sapatos, rapazes e outros temas do universo feminino do que um belo relvado, ali era mais um belo espaço de terra batida, enfim), ficávamos sempre para o fim da escolha, ou seja éramos as sobras, e quem tinha a sorte de nos receber, fazia uma cara de repúdio que me deixaram traumatizada até hoje. Houvera até quem perguntasse se eu não preferia ficar para árbitra ou para massagista! Por isso assumo aqui em público que fui vítima de bullying e que ainda hoje sofro as consequências dessa má sorte.
Agora a sério, era e continuo a ser uma péssima jogadora, detesto jogar futebol e detestava mais ainda estar debaixo de sol a correr que nem uma desalmada atrás de uma bola, para no final ficar cheia de alergia. Eu e o sol nunca nos demos muito bem, apesar de adorar estes dias solarengos. Contudo, sempre fui simpatizante do Sporting, tudo por causa do meu querido padrinho que adorava o seu querido Sporting. Quando me perguntavam qual a minha equipa, eu despachava a malta com um “Sou do Sporting, como o meu padrinho”, e não dava largas a mais conversas. Porém há uns anos que apanhei um pó ao Sporting, que já dei por mim a desejar que perdesse toda e qualquer competição. O meu homem é Sportinguista, é até um adepto bastante ponderado e caso o Sporting mereça perder ele é o primeiro a dizê-lo, (acho que aprendeu este comportamento com o meu pai, que sempre teve uma maneira muito peculiar de ver futebol), portante este meu desapego ao sporting, não se deve a nenhum trauma da nossa vida conjunta, quem dera ao Sporting que todos os adeptos fossem iguais a ele, mas infelizmente não são todos assim, pelo menos alguns que eu conheço. Corrijo, não são os adeptos do Sporting que são facciosos e estúpidos são os anti-benfiquistas que utilizam o Sporting como subterfúgio! Aqueles que preferem que o Sporting perca a que o Benfica ganhe, os maus desportistas, os tristes, os invejosos, os de mal com a vida. Preferir prejudicar-se a ver os outros darem-se bem na vida creio que é uma forma doentia e fanática de viver. Contudo, pior do que esta má índole, pior do que este mal querer é não perceberem o mal que isso acarreta para as suas vidas. Porém, esse é um tema que dava pano para mangas e o que eu quero mesmo dizer é que, e com muita pena de desiludir o meu padrinho, lá onde quer que ele esteja, mudei de clube. Não consigo resistir, é mais forte do que eu, e sim, este fim-de-semana joguei uma grande futebolada, e até gostei. Eu e o meu Di formámos a equipa que venceu o campeonato de, só para a nossa família, que teve lugar no nosso lugar de eleição. Tenho para mim que o meu filho está para o revelado como o John Travolta para a pista de dança.
Viva o Braga, vivaaaaa!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O meu Di e as tecncologias.


O meu Di, como todos os miúdos da idade dele, já percebe mais de informática do que a maioria dos adultos da idade dos avós. A especialidade dele é Ipad. Dedito desliza para cima, ora dedito desliza para baixo. Escolhe um filme do Noddy, espera afinal não lhe apetece ver o Noddy o que ele quer mesmo é ver o Comboio dos Dinossauros, volta tudo atrás e pimba aqui está o Comboio dos Dinossauros. Oh afinal vamos mas é fazer um puzzle, e o avô impressionado com tamanha destreza e inteligência. “Miúda, temos um Einstein na família, só não nasceu em New Jersey!” – Comenta com a minha mãe. “Tu já viste o que o menino consegue fazer? Eu não conseguia! Não percebo nada daquilo e ele já lá mexe de olhos fechados!”
- Não o deixes mexer, olha que ele avaria isso à mãe! – Responde a minha mãe aflita.
- Tu e eu, que não percebemos nada disto, é que éramos capazes de avariar, . Ele não, ele sabe!
Para o meu pai o meu flho é um pródigo, e se calhar é mesmo! Também eu fico impressionada com a sua destreza e inteligência. Parece uma esponja absorvente que suga toda a informação e ensinamentos.

Aqui há dias ensinei-lhe a pintar uns desenhos no ipad. Só tem de escolher a cor e passar com o dedo onde a quer aplicar. Até aí tudo bem, mas e o dedo que fica sujo!?  J  Tão engraçado o meu rapaz pequeno, toca na cor e depois olha para o dedo para ver se está pintado! J Tão queridoooo!
Há realmente coisas impressionantes, até para um Einstein pequenino como o meu filho!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Com a maternidade...


... veio um pack de emoções e sentimentos nunca antes vividos. A maioria deles deixam-me estupidamente feliz, sinto-me apalermada, atordoada com tamanha felicidade, anestesiada com este amor que mal me cabe no peito, que cresce de dia para dia e do qual tanto me orgulho. Este meu amor pequenino, chamado Di, o maior amor do mundo, maior do que a vida.
A par deste amor vem o medo, o medo de o perder, o medo de que algo realmente mau lhe aconteça, o medo de que não seja feliz, o medo, o medo, o medo…, a merda do medo. Como viveria sem ele? Como vivi tantos anos sem ele? Dou por mim a pensar na falta que ele sempre me fez.
Desde que o meu Di nasceu, vivo em estado de sobreaviso permanente, são vinte e quatro horas por dia sem baixar a guarda. Mas sei que na realidade não poderei fazer muito mais, para além de zelar pelo seu bem-estar, educação, conforto, saúde e acima de tudo rezar. Rezar por ele, por nós, pelas nossas vidas e pedir -Lhe que lhe indique as coordenadas do caminho para a felicidade e que um dia, quando eu partir, Ele o leve a passear pela vida na palma da Sua mão, como se de um parque temático se tratasse, sem grandes sobressaltos, quedas, encontrões, trambolhões ou arranhadelas, até nos encontrarmos novamente, lá nesse tal lugar onde se encontram as almas que são queridas. Mas que seja eu, sempre eu a esperar por ele lá no paraíso.
Não te dou, não te troco, não te empresto.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Coisas que detesto, mas não tanto assim!

Detesto ver fotos datadas, tenho de retirar esta opção da máquina!

Monsanto - A aldeia mais portuguesa












Fim-de-semana prolongado...


... desta vez mudámos as coordenadas do GPS e rumámos para o norte direitinhos à Beira Baixa, terra muito parecida com o meu Alto Alentejo, não estivessem estas duas regiões coladinhas uma na outra. Ainda assim prefiro o Alentejo do meu coração, não pelo sítio, que como já disse é bastante parecido, mas pelas pessoas, uma parte da gente mais importante da minha vida, uma família que adoptei como minha mal nasci, o melhor presente que os meus pais me ofereceram, há muito que assentou arraias numa das aldeias mais bonitas e acolhedoras do Alentejo, Flôr-da- Rosa, uma aldeia perto do conhecido Crato e de Alter-do-Chão. É pequenina em área, mas é grande nas pessoas e é maior ainda o amor que lhes tenho.
Adiante, o meu miúdo adorou apanhar formigas e toda a bicharada existente no campo. Nunca pensei ter que tocar em formigas, quanto mais andar a apanhá-las durante horas! Ainda por cima, eram gigantes! O pai também adorou, matou as saudades e recordou todos os momentos da infância. Queria que o nosso Di em três dias experienciasse tudo o que ele viveu. Amor, o nosso filho só tem dois anos! – Tive de o chamar à razão, quando quis que o rapaz pequeno andasse numa bicicleta do dobro do tamanho dele. Ok, já deu para perceber que eu sou a Sra. Lei lá de casa, basicamente sou a única que tenho juízo. Quanto a mim, correu melhor do que esperava, como sempre gostei de estarmos juntos, eu e os meus dois amores, desde que estejamos os três tudo faz sentido.
Visitámos Monsanto, a aldeia mais portuguesa do nosso querido Portugal, dizem os entendidos. Apesar de não compreender porquê, acho a dita aldeia realmente linda com uma paisagem de cortar a respiração, apetrechada de casinhas construídas em pedra, as típicas casas da Beira Baixa, para não falar das que estão construídas dentro daqueles pedregulhos, que provavelmente devem atingir temperaturas negativas no inverno, caso não tenham um bom aquecimento. Entrei dentro de uma e enregelou-se-me o corpo. Havia a festa mediável, com os protagonistas vestidos a rigor, barraquinhas de venda de produtos artesanais, danças e músicas medievais. Mas do que mais gostei foi ver o meu Di passear por aquelas ruelas de subidas a pique e descidas ingremes, de mãos enfiadas nos bolsos na sua postura máscula de homenzinho pequenino. Quando era a descer o meu coração parava, só de pensar em dentes partidos, nariz, mãos e joelhos esfolados, caso o meu valentão tropeçasse e caísse. O raça do miúdo acha-se muito crescido e nunca quer dar a mão! De vez em quando quebrava e pedia “pólo mãe”. (tradução: colo mãe) Ai este meu rapaz pequeno, este meu grande amor que  não me cabe no peito. ♥
Não de dou, não te troco, não te empresto.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Tanto para contar e tão pouco tempo para escrever!
Amanhã, amanhã com toda a certeza escreverei no meu querido blogue.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

http://www.eurekashoes.com/pt/


E os sapatos desta loja. Marca Portuguesa com modelos super, super, super giros. Comprei estas botas e estou a preparar-me para ir comprar mais uns parzinhos. Pena, actualmente, não me aguentar em saltos altos, porque senão…