sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O meu herói.


O Sr. Di meu filho, hoje portou-se como um homem valente. Assim como…, deixa lá pensar num tipo mesmo valente. Ah já sei, o Super-Homem. Hoje o Sr. Di, meu filho, passará a ter a alcunha de Super-Homem.
Foi dia de fazer análises ao sangue, o rapaz pequeno foi picado e sugado por uma seringa apetrechada de uma agulha gigante e gorda e nem pestanejou, nem uma lágrima lhe caiu. Eu apertei-o com força à espera que o pior acontecesse. Sei lá, que chorasse em alto e em bom som, que pontapeasse a enfermeira, que se atirasse para o chão, que a enfermeira tivesse de repetir a picada duas ou três vezes, algo mesmo mau, mas nada disso aconteceu, o meu filho comportou-se como o Super-Homem se comportaria, um valente homenzarrão. Foi mais difícil arrancá-lo de casa sem beber o seu “eiti” (tradução: Leitinho), do que fazer a colheita de sangue. Quando foi picado apenas murmurou, “mamã”, eu apertei-o contra o peito, beijei-o e senti uma dor terrível no coração. Quando vi a seringa cheia de sangue quase desmaie e ele ali, teso e risonho a olhar para uma agulha cuja metade estava escondida dentro da sua veia.
Que corajoso que é o meu menino – pensei.
Como prémio trouxe-o comigo para o trabalho, o seu local de eleição, “a oina do abô” (tradução: a oficina do avô). Delirou quando entrámos no portão, correu para o avô e abraçou-o com força, deu-lhe os miminhos do costume e mostrou-lhe troféu, o penso onde estava a picada.
Hoje reaprendi duas grandes licções que o meu grande amor me relembrou, mas que de vez em quando eu me esqueço: o meu filho supera sempre as minhas expectativas e nunca sofrer por antecipação, pois a realidade é sempre muito melhor.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Vivo na minha casa desde 2008...

... mais precisamente desde o dia 26 de Dezembro de 2008. Nunca esquecerei as lágrimas que o meu pai tentou esconder quando nessa manhã saí de casa para começar uma vida nova com o meu amor maior. Também a mim me doeu sair do ninho, sair debaixo da sua asa protectora. Tinha medo do desconhecido. Quem não tem?
Bem, mas esta história ficará para outras núpcias, o que aqui quero dizer é que desde 2008 que vivo na minha casa e que esta está como no primeiro dia em que a habitei. DES-PI-DA! Completamente nua. Primeiro, porque não tínhamos dinheiro, a mensalidade do empréstimo levava-nos uma boa parte das nossas remunerações. Convenhamos que com 900€ de renda e com ordenados não muito altos, era difícil pensar sequer em gastarmos dinheiro na decoração da casa. Tínhamos o indispensável, móveis na sala, sofás, TV, mobília de quarto, pratos, talhares, tachos, panelas, 2 jogos de toalhas de casa de banho e 2 conjuntos de lençóis. Não era grande quantidade, mas conseguíamos sobreviver dessa maneira e gostávamos,” afinal de contas o que conta mesmo é o amor que nos une, o resto virá por acréscimo” pensava, e ainda continuo a pensar. Também é verdade que podíamos ter ido ao IKEA comprar uma boa quantidade de bibelôs e tecidos e espalhar tudo lá por casa. Mas acontece, que de todas as vezes que fui e vou ao IKEA vim e venho de lá sempre com um sentimento de vazio, “não gosto de nada”, penso triste. Para além das molduras, dos talheres e da mobília de quarto do meu rapaz pequeno, nunca achei graça a nada.
Bem, adiante, depois a Euribor baixou e saímos de uma renda milionária para uma renda capaz, o meu homem mudou de emprego e melhorámos sobejamente as nossas finanças. Contudo, neste novo emprego, foi parar a um projecto no Porto, em que partia à segunda e regressava à sexta. Eu regressei às origens (alegria no rosto do meu pai!), e encontrávamos-mos à sexta-feira à noite para nos despedirmos no Domingo. Ele vinha cansado e eu cansada estava, utilizávamos os fins-de-semana para matarmos saudades e para namorarmos, nomeadamente no nosso lugar de eleição, longe de casa. Nesta altura tínhamos dinheiro para gastos supérfluos mas não tínhamos vontade nem tempo. Entretanto engravidei e dei prioridade à visita que se fazia adivinhar. O importante, era preparar tudo para receber o nosso bebé com todas os requisitos e formalidades. Comprei roupas e todos os acessórios e apetrechos que o nosso bebé necessitaria quando decidisse dar o ar da sua graça.
 Depois do nascimento do meu Di a minha vida deu uma reviravolta, o seu primeiro ano de vida foi complicado, o rapaz pequeno chorava vinte e quatro horas por dia. Nenhum dos apetrechos com que me preocupei em compra-lhe antes do seu nascimento o satisfaziam. Qual brinquedo, qual cadeirinha de baloiço, o que ele gostava mesmo era de chorar e de resmungar. O rapaz pequeno ia dando comigo em doida, não tinha cabeça nem tão pouco paciência para cortinados, bibelôs e afins. Quando as coisas acalmaram um pouco e o meu Di  passou a choramingar só 12h por dia, porque as restantes passava a dormir, e eu já tinha alguma energia para pensar e receber informação acerca de tecidos, cores e apetrechos de decoração, pimbas o meu homem recebe um projecto na Bélgica. Partia à segunda e a regressava à quinta. Isto durou um ano e mais qualquer coisa. Eu e o meu Di regressámos de novo para casa dos avós, ele todo contentinho e eu toda contentinha por eles, com o meu projecto de decoração a ir pelo cano abaixo.  
Entre todas estas idas e vindas houve momentos em que tive vontade de meter a mão na massa e iniciar este projecto antigo. Sinto falta de um ambiente confortável entre aquelas paredes despidas de vida, mas fui sempre dissuadida pelo meu homem. Quando lhe dizia “encontrei uns cortinados giros cá para casa”, ele contestava com um “deixa ver se encontramos outros mais giros” ou “porque não esperamos pelos saldos?” Não sei porquê, mas estas palavras eram suficientes para perder o ânimo e a vontade de fazer fosse o que fosse.
O meu homem é uma jóinha de moço. É sim senhor. Tem muitas qualidades. Tem sim senhor. Mas um dos seus maiores defeitos é a indecisão. É sim senhor.
Esta semana tomei a decisão de reaver o meu projecto de decoração e já comecei a pôr a mão na massa. Ontem comuniquei-lhe que já tinha escolhido o papel de parede que iremos colocar na sala, ele veio logo com a conversa de que tinha visto numa loja no Parque das Nações, uma solução muito engraçada que se adaptaria muito bem à nossa sala e que gostava de lá ir ver melhor antes de tomarmos uma decisão.
“Isso é que era bom, não penses que desta vez me demoverás da minha decisão. Só te dou até ao fim-de-semana, para lá irmos ver essa tal magnifica solução, sobre a qual nunca me falaste. Se não formos, na segunda-feira encomendo o papel de parede.”
Está decidido, até ao final do ano vou dar um novo look à minha casa que precisa com urgência de cor  Ai vou, vou. 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013


E quando nos querem vender um rolo de papel de parede por 110€? Ok, preciso de 3, isso ficaria em…. - É pá! Cougettes e cenouras, estes fios dourados só podem ser em ouro. - penso para mim.
- Ok, muito obrigada, vou pensar e trazer cá o meu marido para saber qual a sua opinião – invento uma desculpa e não volto a meter lá mais os pés.

E quando nos querem vender um abajur de plástico por 120€ que não vale mais do que 10€? Isto há com cada um! Fica lá com o abajur que eu vou ali num instantinho ao IKEA. Obrigadinha na mesma, mas não te masses mais.

“Nunca pensei que com esta idade me tornaria a apaixonar! Se soubesse ensinar o que ensinam na escola, o meu puto andava sempre comigo. “
Disse o meu pai ontem enquanto contemplava o meu filho. As duas pessoas mais parecidas que eu conheço. As duas que eu mais gosto.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013


A minha alminha ficou parva quando ontem de manhã o meu rapaz pequeno acordou a dizer que queria calçar o sapato no pé! Expressou-se tão bem, disse “pé” e não “té”. Ai que orgulho! Fi-lo dizer “pé” sem “t” até se cansar, até o rapaz já não achar graça nenhuma e passar a ignorar-me.
Foi o que me bastou para acordar bem-disposta, mas tão bem disposta! É verdade, verdadeira que passado pouco tempo voltou ao bom e velho “té”, mas não faz mal, aquele foi um momento inesquecivelmente alegre que me proporcionou o início de um dia fantástico, ainda eu não tinha saído da cama.
É assim a minha vida, mudou muito desde que este pequeno rapazinho de cabeça loira entrou por ela adentro, cheia de momentos deliciosos que tento gravar para sempre na minha memória.

Não te dou, não te troco, não te empresto.




sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Prepara-te porque quando eles virem a porta toda lixada (o meu marido e o meu pai) vão-te massacrar. – Isto sou eu a pensar.

A minha garagem é parecida com a garagem da vizinha do Quim Barreiros… apertadinha, apertadinha… Lá se foi a pintura de mais uma porta para o galheiro!!
É pá, mas porquê que construíram esta parede aqui!! 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Ele e eu. Nós.


Mamã, tó não mamã, tó não!
(Tradução: escola não mamã!)
Diz-me o meu rapaz pequeno de beicinho quando reconhece o edifício da escola. Fico triste, esta sua atitude deixa-me pensativa, mas quando sou recebida pela  educadora e pela auxiliar tão amorosas e queridas com ele e com todos os meninos, lembro-me que em todas as visitas surpresa que fiz sempre me senti satisfeita e aliviada por me certificar que o meu menino é tratado com carinho e respeito. Aliviada mas triste, porque gostava que ele ficasse na escola com um sorriso de orelha a orelha, sem choraminguices. Mas ele é assim, um choramingas e um mimoso com a sua mamã. Não me admira eu também sou assim com ele e também preferia estar na sua companhia durante todo o dia, todos os dias do ano. É algo que não me cansa, e jamais me cansará, muito pelo contrário, adoro. 


terça-feira, 10 de setembro de 2013


O meu rapaz pequeno está do mais fofo que existe. Aprendeu a dizer “nã tei” (Tradução: não sei) que emprega em quase todas as respostas que me dá.
Cruza os braços e faz cara de mau quando ralho com ele e dá gargalhadas que se ouvem no prédio ao lado quando brincamos às escondidas. “Tu tu mamã.”
Um verdadeiro doce, este meu amor pequenino que mal me cabe no peito. ♥

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Para além das dores de costas que de tão fortes até me põem mal disposta, está tudo fino.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Acredita, acreditar, acreditar...


Acreditar que tudo se compõe, que a vida se encarrega de nos mostrar que nada acontece por acaso e que tudo acontece na altura certa e no momento ideal. Acreditar que Ele, o universo, reserva-nos o que há de melhor, apenas basta acreditar e caminhar, caminhar sempre. E mesmo naqueles dias em que nos sentimos desapontados, como o de hoje, acreditar que tudo é possível, rever o passado e agradecer o que já conquistámos e o que conquistaremos, mesmo ignorando o que a vida nos reserva.


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Ele há gente que me tira do sério.


Nem sempre é fácil ignorar. Por mais força de vontade, por mais optimismo, por mais que saibamos que todo o negativismo que os outros emanam não nos afectará em nada, apenas os afectará a eles, já que a vida é como um boomerang, o que damos recebemos, por mais que saibamos que não controlamos a inveja, a má-língua alheia e que existe muita gente de mal com a vida porque descuram na manutenção do seu jardim por passarem a vida a invejarem o quintal alheio… CARAMBA às vezes apetece-me mandar à fava todos os ensinamentos de optimismo, amor, benevolência, felicidade que a vida se encarregou de me mostrar e “carolar” aquelas cabeças ocas até que lhes entre algo de bom e construtivo lá dentro.

Finalmente caio em mim, vasculho cá dentro e encontro a melhor parte de mim, revolvo os sentimentos e apercebo-me que dessa forma me tornaria uma deles, uma daquelas pessoas que abomino cujos corações estão impregnados de ódio, de raiva, de dor e que por mais que escondam esses sentimentos, porque os envergonham, um dia a máscara acaba por cair e mostram a sujidade que existe debaixo.

Admira-me como ainda existam tantas pessoas que não  perceberam qual a essência da vida.
Agora vou tratar do meu jardim porque não me interessa o quintal dos outros. 


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sempre encarei o trabalho ...


... como um dos maiores benefícios que podemos ter como seres produtivos que somos. Venho de uma família a quem o trabalho ao invés de amedrontar, nos faz sentir gente, nos faz sentir felizes. Nunca me imaginei ficar sem ele, nem sequer nunca me imaginei não precisar dele para sobreviver. Sou de rotinas, sou de empreitadas, sou de me levantar cedo, sou de riscar cada tarefa executada na enorme lista de afazeres diária que tanto me orgulha. Mas caramba, as férias sabem tão bemmmmm... e são sempre tão poucas.  Deixam-me sempre um sabor a fel quando acabam e volto à rotina, especialmente por isso significar um decréscimo nas horas que usufruo da companhia do meu grande amor pequenino, que está tão grande.


terça-feira, 3 de setembro de 2013


Adorei estas semanas a três, só nós no nosso paraíso com o mar como plano de fundo. Gravei cada sorriso, cada mergulho, cada castelo de “a-ei-ia”, cada jogo de futebol, cada gargalhada, todos os beijos…
Gravei todos estes momentos na memória do coração, pois são eles que me relembram que a vida vale tanto e que vale ainda mais quando estamos juntos e partilhamos este amor que nos engrandece. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Regressámos

Recarregámos as baterias e atestámos, até ao gargalo, o coração de amor e mimos. Revigorámos o corpo de energia viva e tatuámos na alma a palavra felicidade. Porque felizes é aquilo que nós somos. 
Tão felizes.
Prontos para mais uma maratona de trabalho, do bom, até às próximas férias.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Afinal tive de regressar à labuta!

Urgências atrás de urgências e eu sou a tinoni cá do sítio  Mas estou em contagem decrescente e já só faltam 6 horas para vestir o Bikini para o despir só no dia 2 de Setembro.

terça-feira, 13 de agosto de 2013


Há uns anos a minha amiga S ligou-me. Muito estranho, pensei, sou sempre eu a ligar-lhe, ela nunca me liga, só me visita. Então estás pronta para fazermos a nossa viagem? Perguntou-me. Qual, aquela que combinámos fazer quando fomos a Londres? Sim, essa mesma! Estou!
E lá fomos nós rumo aos EUA. De início ficaríamos apenas uma semana por Nova Iorque, depois conseguimos mais uma semana em Rhode Island, na casa de uns amigos da S que passaram de imediato a meus amigos também.
Aterrámos em Nova Iorque e de seguida apanhámos outro voo para Boston onde as nossas amigas nos esperavam. Ali, passámos uma semana fantástica em casa destes novos amigos a quem muito agradeço a hospitalidade. Uma semana depois rumámos a Nova Iorque. Apanhámos o comboio e duas horas depois estávamos em Penn Station. Adorei estas duas semanas. Concretizei um sonho antigo e a companhia não podia ter sido melhor.
Boston é uma cidade linda e Nova Iorque é incrível, dia e noite sempre a aviar. É certo que não tem o glamour de Londres, nem a beleza de Lisboa, é barulhenta mas incrivelmente apaixonante e viciante. Existe uma diversidade multicultural e racial incomparável. O taxista, que deu meia volta a Manhattan, para nos deixar no hotel que ficava a quinhentos metros de Penn Station, era de origem árabe; as lojas de souvenir, para mim “quinquelhices”, os donos são de origem asiática, como em toda a parte do mundo; a empregada do primeiro restaurante onde fomos comer uma pizza e onde estava afixado um cartaz que dizia que não podíamos permanecer sentadas mais do que 15 minutos, devia ser caribenha, devido ao sotaque e à cor da pele; e por aí adiante.
Com tanta diversidade cultural e racial, custa-me crer que tenha sido o único país que visitei onde fui vítima de racismo e homofobia e nem sequer sou homossexual. Numa loja quase fui atirada do banco para o chão por duas jovens afro-americanas. Queriam sentar-se e mandaram-me levantar. Fingi-me de estúpida e disse um “I Don’t undestand you.” Perante a minha cara de totó, não vão de modos e pimbas, alapam os seus enormes rabos no sofá. Se não me pusesse imediatamente de pé caía estatelada no chão. Olhei para elas e perante os seus olhares ameaçadores, tipo: “o que é que foi? Passa-se alguma coisinha? Tás aqui tás a levar uma cabeçada”, agarrei na minha amiga e fomos embora com medo que elas me metessem as suas mãos sapuda sem cima do lombo e me saquem-se um olho com as enormes unhas vermelhas.
No dia em que chegámos sentíamo-nos inseguras naquele mar de gente, tínhamos medo de nos perdermos e de nunca mais nos encontrarmos por isso andávamos de braço dado. Perto do Central Park, enquanto esperávamos que o semáforo abrisse para atravessarmos a avenida, reparei numa senhora que nos olhava fixamente. Assim que o semáforo abriu, avançou na nossa direcção e zás. Dá um enorme encontrão à minha amiga que deixa cair a mala e que se não estivesse de braço dado comigo também ela dava ali um trambolhão monumental. A senhora com ar amalucada esbracejava e gritava connosco sem percebermos patavina do que dizia. Virámos-lhe costas e continuámos o nosso percurso. De vez em quando, sentia uns olhares de escárnio, sem perceber muito bem o porquê até ao dia em que fomos ver um jogo de basquete no Madison Square Garden e uns tipos começaram a fazer-nos rasteiras enquanto faziam comentários abusivos sobre a nossa suposta homossexualidade. Perante esta cena disse à minha amiga S que os nossos problemas resolver-se-iam se deixássemos de dar o braço. E assim foi, depois desse dia nunca mais tivemos problemas, a não ser com o Senhor taxista afro-americano que nos pôs fora do carro, quando dissemos que achávamos um absurdo o valor que nos queria cobrar para nos levar até ao aeroporto, mas esse episódio fica para outras núpcias.
Nunca tinha sido vítima de racismo, nem em Portugal nem em qualquer outro país por onde tenha passado, até essa semana em Nova Iorque o que me deixou desiludida. Talvez por termos um passado de conquistadores e não de conquistados, nunca tivesse dado pelo facto de existirem pessoas, não interessa a raça, que sofrem as mazelas do racismo.
Tenho para mim que os EUA é um desses países, cujas mazelas do racismo estão bem patentes na memória e nos genes deste povo. Talvez por não ter passado tantos anos da existência da Era de Jim Crow em alguns estados dos EUA, que impunha a segregação entre brancos e negros em locais públicos ou ainda da oculta mas existente ceita Ku Klux Klan, não tenham conseguido ultrapassar esse problema e ainda exista este estigma na mente do povo. Afinal de contas, quem compreende que num país tão rico cultural e racialmente, haja a existência de uma cidade cujo Chefe da Policia é também o dono de uma loja de armas e membro activo da supostamente extinta ceita Ku Klux Klan?
Isto tudo para comentar o facto de a empregada da Trois Pommmes em Zurique ter recusado a venda de uma mala à Ophra Winfrey.
Gosto da Ophra e sinceramente penso que não mentiria numa situação tão grave quanto esta, ou em qualquer outra, e compete-nos a todos delatar estes comportamentos abusivos, mas será que também não está na hora de pormos este estigma de parte, de esquecermos os erros do passado e partirmos em busca de um futuro melhor para os que aí veem? E isso cabe-nos a todos, brancos, negros, asiáticos, árabes, homens, mulheres… afinal de contas, de uma maneira ou de outra, já todos fomos vítimas e culpados. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013


Ai que já fiz cacada. Aderi ao Google + mas não percebo peva disto.  

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Esta vida de caixeiro viajante está a dar cabo de mim, Raparaparaparaparaparaparim....


Agora a sério, é verdade que esta vida de caixeiro-viajante é cansativa, desgastante até. É a tristeza de não estarmos juntos, são as saudades dos abraços, dos beijos, das gargalhadas ou simplesmente da companhia silenciosa enquanto assistimos a um filme ou lemos um livro. São as saudades das conversas antes de adormeceremos e das manhãs em que sinto o cheiro do seu perfume pela casa. E depois existe a parte logística, carrega mala para lá, carrega mala para cá; ai que hoje existe atraso no voo por causa do nevão que acabou de cair; ai que estou atrasado, ainda perco o voo. Chau, até quinta. Anda cá, dá-me um abraço. Liga o Skype para falarmos à noite. Porta-te bem, não me troques por nenhuma Belga alta, loira e lingrinhas. Não, fica descansada, só te trocaria pela Gisele Bundchen. Parvo. Feiinha. Amo-te. Também, te amo, é a tua sorte. És um chato. Não me trates mal senão não volto.
Depois sou eu, que sou uma medricas do catano e que detesto dormir na nossa casa sem ele. Passo a noite em vigia à espera que o ladrão trepe até ao sexto andar e que entre pela janela que está fechada, mas como eu sei que estes ladrões da actualidade são muito hábeis a manusear caixilhos e estão apetrechados de equipamentos sofisticados para abrir janelas, especialmente as dos sextos andares, adormeço quando amanhece, para me levantar uma hora depois. Um miminho!
 Não aguento mais uma noite sem dormir e faço a mala, emigro mais o meu Di para a casa dos meus pais. Ponho a minha roupa e a roupa do meu Di dentro da enorme Samsonite, faço a mala da natação, faço o saco da roupa para a lavandaria, pego no saco do lixo para despejar e agarro na minha mala de ombro. Carrego tudo até ao carro e enfio lá para dentro à pressa. Não cabe quase nada na bagageira, especialmente a samsonite, porque a primeira é habitada pelo carrinho do Di. Tiro o carro do Di e enfio a mala. Ah espera, preciso do carro porque tenho de ir às compras e tenho de levar o Di. Enfio de novo o carro na bagageira e a Samsonite no banco da frente. Enfio os restantes sacos e malas na bagageira. Espera, esqueci-me que o saco do lixo estava entre os outros sacos. Vou busca-lo à bagageira e meto-o à frente para o despejar no contentor. Dou-lhe um nó para não entornar o lixo no carro. Sento o  Di na cadeira e sento-me ao volante. Ah espera, esqueci-me do casaco em casa, anda filho vamos a casa porque a mãe esqueceu-se do casaco. Entramos no elevador, abro a porta, vou direita ao roupeiro buscar o casaco. O Di não quer sair de casa porque entrou no quarto e quer ficar a brincar. Olho para o relógio, estou em cima da hora. Anda Di, vamos filho! Após insistência vem contrariado. Fecho a porta. Entro no elevador. Abro o elevador porque já não me lembro se fechei a porta de casa à chave. Volto atrás e verifico que está fechada com duas voltas. Ainda assim abro a porta para ver se apaguei as luzes. Volto ao elevador. Abro o carro, sento o meu Di na cadeira, entro no carro. Saio de novo porque me esqueci da chave do carro no banco ao lado da cadeira do meu Di. Entro de novo no carro e finalmente arranco. Estou cansada e ainda só são 8 horas da manhã, chiça.
De regresso a casa é o mesmo ritmo e na semana seguinte viro disco e toco o mesmo e tem sido assim há um ano para cá.
Mas estava eu a dizer que é muito cansativa esta vida de caixeiro-viajante, mas actualmente é o melhor que temos e não nos podemos queixar. É chato fazer e desfazer mala, mas é muito bom poder tê-lo todas as semanas perto de nós, é bom que possamos estar os três juntos mesmo que sejam apenas três dias por semana. É bom que esteja num país pertinho de nós, onde o sabemos seguro, onde as pessoas são simpáticas e onde a qualquer momento pode apanhar um avião e em duas horas, mais coisa, menos coisa, pôr-se perto de nós. Agora no final só temos de agradecer e rezar para que o próximo projecto seja tão bom como este. Eu por cá, deixarei de ver filmes, tentarei controlar a imaginação, dormirei o sono dos justos e esperá-lo-ei cheia de saudades de o abraçar. 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Au revoir Belgique, até sempre.


Mon amour já não mete aí mais os pés. Pelo menos para trabalhar! Ou melhor, pelo menos tão cedo, porque nunca se sabe o dia de amanhã e no nosso caso em particular, nada existe em concreto! Nunca se sabe onde calhará o seu próximo projecto. O que interessa é que se acabaram as viagens semanais de ida e volta que nos cansaram até às pontas dos cabelos.
Que venham elas, as vacances! 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Arrumações


No fim-de-semana andei em arrumações e aproveitei para meter as mãos no roupeiro dele e pôr um fim naquela confusão que se estava a tornar crónica. Enchi um saco de roupas do século passado que ele não vestia há anos e que só enchiam o roupeiro. T-shirts numa gaveta, pólos na outra, pijamas na terceira, camisolas de interior na quarta gaveta. Camisas alinhadinhas por estação do ano e cor. Primavera, verão, outono e Inverno. Azuis, brancas, riscas, quadradinhos, casual num lado e formal no outro. Cuecas e meias na mesa-de-cabeceira, cada qual na sua gaveta. O pior foi quando comecei a contar as meias e estas nem sequer couberam todas na gaveta!

Enviei-lhe uma mensagem: No dia em que disseres que não tens meias e que precisas de comprar com urgência interno-te no Miguel Bombarda! Ainda assim amo-te. Bjs 

Pergunto-me:


Para que quer uma pessoa 98 pares de meias??? Pior, porquê que alguém que tem 98 pares de meias se queixa com falta de meias??


Oh céus! Senhor venha cá a baixo pôr mão nisto com urgência e aproveite, faça umas horas extraordinárias para pôr este país na linha!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Domingos :(


Odeio os meus finais de tarde de Domingo. Não gosto quando o meu amor-maior parte por mais uma semana. Já lhe sinto a falta, já morro de saudades dos nossos serões a três. Já sinto saudades das nossas conversas, dos nossos planos, da partilha de sonhos. Já sinto saudades das manhãs em que iniciamos os dias com a certeza do reencontro ao final de mais uma jornada. Sinto saudades das manhãs que nos despedimos com um “Quem vai ao supermercado? até logo, amo-te.”
Mas já falta pouco, falta muito pouco para ficarmos juntos por uns bons dias.

Amo♥o a valer. 


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Sou fã incondicional deste senhor...

e acho que ninguém merece tanto quanto ele. E tem, tem mesmo "a superhuman levels of energy". Nunca foi tão bom!



Planos para este fim-de-semana:


  • Jantarada com os amigos, num restaurante surpresa ao gosto do meu querido;
  • Compras para aproveitar os saldos no el corte;
  • Namorar, mimar, passear com os meus dois amores;
  • Arrumar, organizar, limpar e planear a semana e as férias que estão quase, quase à porta;
  • Fazer uma sobremesa nova que copiei numa receita na net;
  • Namorar, relaxar, dormir a sesta abraçada ao meu amor pequenino, brincar, fazer puzzles, ir ao parque;
  • Namorar mais um bocadinho com o meu amor grande que partirá para mais uma semana de trabalho com data marcada de regresso para quinta-feira;
  • Ser feliz, muito feliz, por mais dois dias.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A minha amiga Luísa.


Tenho uma amiga, a Luísa cuja selecção natural da vida, (com a ajuda do facebook), nos juntou passados alguns anos. A Luísa e eu fomos colegas de universidade e o que melhor recordo desses tempos são das nossas risadas, da troca de bilhetinhos durante as aulas, do gozo que nos dava deixar o professor de economia com cara de tomate chucha, de tão corado, dos nossos olhares cúmplices, das fofocas, dos almoços no MacDonald's das Amoreiras, das tardes de compras, das tardes de estudo em casa dela, dos cafés de Campo de Ourique… Eu e ela fazíamos o nosso grupo de amigas e devo dizer que nos divertíamos à grande.
 Hoje, continua a existir a Luísa de personalidade forte, de sorriso fácil, simpática e boazona comó caneco, mas actualmente, o que melhor caracteriza esta minha amiga é o facto de ser uma das melhores mães que eu conheço. Amorosa, preocupada, ternurenta, amável, optimista e feliz, sempre tão feliz e de bem com a vida, com a sua vida.
Sim, é verdade que não precisamos de estar juntas, (e eu há muito que lhe devo um jantar lá em casa, desculpa a minha falta!) nem sequer precisamos de nos falar todos os dias, porque quando nos falamos parece que ainda foi ontem que partilhámos a mesma sala de aula, parece que foi ontem que percorremos o Amoreiras de ponta a ponta ou que demos a ultima gargalhada por causa de mais uma das nossas private Jokes.
Gosto de ti miúda e desejo-te muitos desejos concretizados. 


terça-feira, 30 de julho de 2013

Dia dos avós com quase uma semana de atraso.


Tenho uma avó que não é a mãe de nenhum dos meus pais, é apenas minha avó. Não partilhamos o mesmo sangue, mas partilhamos o mesmo amor e o mesmo bem-querer que nos emociona sempre que nos reencontramos e que nos unirá para além da vida que conhecemos. Esta minha avó adoptou-me como neta no dia em que nasci e criou-me como as amas criam, com uma diferença, amou-me como só as mães amam e deu-me o colo doce e reconfortante que só as avós têm. Nunca me deu um ralhete, nem sequer alguma  vez alterou o seu tom de voz meigo e açoites não fazem parte do seu vocabulário, onde as palavras-chave são: amor e paciência.

No dia em que partiu para o seu Alentejo, o Alentejo que eu também adoptei, eu tinha nove anos e nunca mais esquecerei o dia mais infeliz da minha infância. Não deitei uma única lágrima e não debitei uma única palavra, mas o seu rosto encharcado molhava-me os cabelos e eu ouvia a sua voz “Nas férias a tia vem buscar-te”, eu, muda de tristeza e com um enorme nó na garganta, acenava com a cabeça. Vi-a entrar no Renault 5 branco e partir com o rosário numa das mãos e a fotografia do seu Santo Padroeiro na outra. Corri para casa da minha nova ama, que nunca adoptei como avó, nem com qualquer outro parentesco e sentei-me a ver os desenhos animados enquanto o meu coração batia com tanta força que quase me saltava do peito. Nessa noite e muitas noites seguidas chorei de saudades e de tristeza.

E como o prometido é devido, sempre que tive férias da escola a minha avó deslocou-se a Lisboa para estar perto de mim ou para levar-me para a sua casa no Alentejo, onde me reencontrava com a minha restante família adoptiva. Lembro-me que, sempre que ela chegava de viagem e vi-a entrar naquele pátio onde um dia fomos tão felizes, era como se nos reencontrássemos pela primeira vez e todo o sofrimento e sentimento de abandono ficava perdoado e esquecido.  

Actualmente, a minha avó tem oitenta e quatro anos e continua a dar-me o melhor e mais reconfortante colo. Não passamos uma semana sem declararmos o nosso amor e as saudades que temos uma da outra.  Recordarmos o nosso anjo da guarda, o meu querido padrinho, que aguarda pacientemente por nós, lá onde só as almas boas se reencontram um dia.
A esta minha avó, nunca lhe chamei avó. Não sei porquê, porque é o que ela realmente significa para mim. Sempre a chamei de tia, a minha querida Tia Júlia.

Feliz dia dos avós Tia Júlia.  Adoro♥te.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

O melhor momento do dia.


O jantar na Brasserie de L’ entrecôte, um gelado de morango e nata no Santini e o nosso passeio pelo Chiado. Tudo isto com a melhor companhia do mundo, os meus dois grandes amores.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Tenho um Einstein na família. :) E adoro-o!


Ontem fui à escola do meu Di, para receber a sua avaliação. Resumindo: o meu rapaz pequeno é um poço de qualidades. Teve “Muito Bom” a tudo e adquiriu uma montanha de novas competências. Só está um bocadinho empenado no domínio da linguagem, nada que eu não tivesse reparado, é claro. O meu rapaz pequeno fala que se desdenha, mas não se percebe grande coisa, é tudo muito à base do “T”. “Mãe Titi” (tradução: mãe xixi), “Mãe Totó” (tradução: Mãe cocó), Teté (tradução: Bebé), Tim (tradução: sim). Ainda é muito tate-bi-tate. Mas ele chega lá, ai chega! Não fosse ele o miúdo mais expressivo do mundo, o que o torna o mais comunicativo da sala. Não se compreende o que ele diz, mas sabe-se perfeitamente o que ele quer.
Que o meu Di é do mais inteligente, sociável, afável, meigo, de vez em quando reguila, obediente (nem sempre, pelo menos comigo!) e um querido do mais fofinho que existe no mundo, já eu sabia, não foi nenhuma novidade. A melhor novidade foi a construção de um parque novinho em folha, cheio de escorregas (o meu Di adora!), baloiços e outras actividades.
A sua construção vai ter inicio já, já! E o melhor é que pode ser utilizado mesmo quando estiver a chover, pois vai ser coberto. Uma ma-ra-vi- lha!!
Tinha muita pena por a escola não ter um espaço ao ar livre. Acho que os miúdos precisam de rua, de brincar, de explorar outros espaços para além da sala de aula. Lembro-me sempre que em miúda adorava os meus finais de dia, porque os passava no parque e tinha pena do meu Di não poder vivenciar o mesmo com os amiguinhos, apesar das nossas noites de verão serem passadas no parque até às 21h30 e de os nossos fins-de-semana serem sempre passados na praia ou no campo. Sinceramente, e apesar de adorar a educadora do meu Di e de achar as infraestruturas da escola cinco estrelas, (porque para mim a prioridade é deixar o meu filho num local onde eu tenha a certeza de que é tratado com carinho, zelo, segurança e respeito), já pensei várias vezes em mudá-lo de escola devido a esta falha que felizmente será colmatada estre este e o próximo mês e em Setembro quando o Sr. Di regressar à escola vai ter um belo parque para se divertir.

terça-feira, 23 de julho de 2013

As pessoas assim-assim da Sofia.


As pessoas assim-assim da Sofia, são também algumas das pessoas assim-assim que fazem parte da minha vida. Acredito que nada, mas mesmo nadinha acontece por acaso, e este post da Sofia veio na altura certa e funcionou como uma lufada de ar fresco na minha cabeça e coração. Mais uma vez Deus, o Universo, não interessa a entidade, encarregou-se de juntar os pauzinhos e pimbas, toma lá uma canoa para te salvares.
Não sei como me livrar desta toxicidade que se apoderou de mim e da minha vida. Deixei que acontecesse, é verdade! Deixei-me e deixo-me manipular, porque tenho um coração mole que se comove com tudo. Porque tenho este sentimento de divida para com quem me faz um favor, me dá algo, ou qualquer outra bondade, apesar da minha constante retribuição e fidelidade. Porque me preocupo com toda a gente. E sempre, sempre a puta da pena, que me lixa. Não sei porquê que tenho sempre tanta pena de toda a gente, apesar dos encontrões que recebo!
Tenho e sinto necessidade de mudar e vou fazê-lo, só não sei é como. Não sei para onde remar, não tenho bússola, estou perdida neste imenso oceano, mas tenho a canoa feita com os pauzinhos da Sofia e uma vontade imensa de reabilitação e de desintoxicação. E isso é o mais importante, ou não?

PS: Obrigada à Sofia, que juntamente com os seus posts, funciona como que uma massagem relaxante a quatro mãos ao meu cérebro e coração. 


sexta-feira, 19 de julho de 2013

No oftalmologista.


Ontem fomos ao melhor oftalmologista do mundo. Como só dá consultas lá longe, mais precisamente em Coimbra, fomos todos em modo excursão, para poupar nas viagens e tirámos um bilhete de consulta familiar, que não foi mais barato por isso. Quase que não cabíamos todos dentro do consultório, pelo menos ficaram a faltar cadeiras.
Diagnóstico: eu estou com uma visão de lince, vejo pra caramba. Nunca pensei que um dia dissesse isto, visto já ter sido míope, portadora de umas lindas lentes de garrafão, tipo choninhas que me assentavam que nem uma luva. Que horror! Era uma míope à séria, daquelas que se perdesse os óculos, tinha que andar às apalpadelas para os encontrar. O resto da família também está cinco estrelas, incluindo o Sr Di que ficou tão impressionado de ver o avô a ser consultado que quando chegou a vez dele armou um berreiro do caneco, que o doutor teve de o consultar a dois metros de distância. A lágrima teimosa que persiste em escorrer-lhe pelo olho direito vai secar em breve.
Do que o meu Di mais gostou foram das duas horas de espera no jardim da clínica. 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O melhor momento do dia.


Até nas pequenas coisas, nas mais insignificantes as leis que ditam a nossa existência funcionam. Funcionam sempre e eu fico tão feliz por constatar isso cada dia da minha vida.
Andei imenso tempo para comprar umas sandálias brancas, giras (claro!), baixas e confortáveis. Desde que fui mãe pus um pouco de lado os saltos altos. Não aguento correr, brincar, ir ao parque, ao supermercado, pegar o meu amor maior ao colo, tudo isto em saltos altos. Está fora de questão!
Tenho dois pares de sandálias brancas, mas que de tanto uso estão mesmo em jeito de irem parar ao caixote do lixo. A semana passada corri o El Corte Inglês de ponta a ponta e nada, ainda calcei dois ou três pares e nada me agradou, já a ficar desesperada quase comprava umas que nem gostava muito, não fosse a minha mãe lembrar-me de que aquilo que é meu, para mim está guardado.
Ontem, sem muito tempo para perder, passei no Centro Comercial Vasco da Gama, com a certeza de que encontraria as sandálias que tanto procurava. E encontrei mesmo! Em cinco minutos fiz a compra. Tauuu, foi tiro e queda. Entrei na garagem, subi a passadeira rolante, fiz a curva e dirigi-me precisamente, sem olhar para o lado e sem hesitações, à Geox. Tinha a certeza, e sem nunca as ter visto, que as sandálias que eu tanto almejava estariam à minha espera. E lá estavam elas na montra a sorrir para mim, lindas, maravilhosas, brancas, douradas, super, híper confortáveis não fossem elas da marca de sapatos que eu mais aprecio. E ainda por cima, já estavam em promoção! 


terça-feira, 16 de julho de 2013

O meu rapaz pequeno...


... está a crescer, deixou de ser um bebé, está a transformar-se num rapazinho. E isso deixa-me tão orgulhosa, mas tão orgulhosa e tão imensamente feliz. Vê-lo crescer e evoluir dia após dia é o melhor que a vida me dá. Tenho amigas que ficam cheias de pena quando os filhos crescem e deixam de ser bebés, que ficam cheias de saudades do cheirinho a bebés, conheço mães de filhos adultos que ainda hoje se perguntam porquê que os filhos crescem e se transformam em homens independentes com as suas próprias famílias.

 Eu penso precisamente o contrário, quero que o meu filho, cresça, evolua e se transforme num rapazinho, depois num rapagão, depois num adolescente borbulhento (prescindo a parte das borbulhas, mas antes isso do que problemas existenciais) depois num jovem homem lindo de morrer e finalmente num homem, chefe de família ou não, com mulher e filhos, ou não, presidente de uma multinacional, banqueiro ou electricista, tanto faz. As únicas variantes, que lhe ensinarei a não prescindir é a felicidade e o amor. Assistir ao seu crescimento é a única forma que eu tenho de participar na sua evolução, é a única maneira de lhe passar todos os ensinamentos, de o ajudar a encaminhar-se  na vida, de lhe ensinar a essência da nossa existência e especialmente, de o amparar quando o seu anjo da guarda adormecer e abrir as mãos.

Esta noite o meu Di teve o seu primeiro acto de independência. Pediu-me para adormecer na sua caminha. Acho que tinha tanto calor que não conseguia adormecer coladinho a mim, como sempre o fez desde que nasceu. Deitei-o na sua cama e apaguei a luz. Deitei-me na minha cama e fechei os olhos. Senti-lhe a falta, os seus bracinhos rechonchudos não estavam a rodearem-me o pescoço. Pouco tempo depois chamou-me “Mãe.”
-“Sim filho.”
- “Ah Di, mãe. – Disse-me pondo-se de pé em cima da cama e esticou-me os braços.

Depressa terminou o The Fourth of July do meu Di.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

35


Quando tinha 25 os 35 estavam longe, muito longe. Pensei que, quando aqui chegasse teria a minha vida toda resolvida, todos os sonhos concretizados e seria só e apenas vivê-los e viver a vida. Quando tinha 15 olhava a mãe da minha amiga S, acabada de ficar viúva e achava-a uma senhora de idade avançada e doida porque arranjara um namorado. “Como podia ser, já tinha idade para ter juízo” – pensava altaneira.
Hoje, com 35 tenho a cabeça cheia de sonhos, por concretizar, cada vez mais. Hoje, com 35 sinto vontade de namorar, de ser amada e amar. Conto cada minuto até que ele, o meu amor, regresse, para mais um fim-de-semana, antes de partir novamente. Hoje, com 35 acho-me gira, elegante, atraente e até acho que no conjunto sou uma estampa. Esta manhã, com 35 anos olhei-me no espelho e vi as primeiras rugas em torno dos olhos, (mas tenho que olhar melhor, porque estava ensonada e não devo ter visto bem. Assim o espero!), mas também olhei nos olhos de uma mulher feliz, apaixonada por ele e pela vida que partilhamos, cheia de sonhos por concretizar, alguns concretizados e outros tantos esquecidos. Olhei nos olhos de uma mulher que só conhece um caminho, em frente, umas vezes a alta velocidade e outras um pouco mais devagar. Vi uma filha amada e que ama incondicionalmente a família  E vi uma mãe fantástica, a melhor de todas as que já conheci.
Mas, hoje com 35 anos aprendi a maior lição que a vida me deu. Nada de novo para mim, nada que já não soubesse, nada que já não tivesse vivenciado, mas hoje, com 35 anos Deus quis relembrar-me da essência da vida. Tudo, mas mesmo tudo o que damos, (sem excepções), um dia mais cedo ou mais tarde receberemos de volta. E hoje recebi uma valente bofetada, que a vida se encarregou de me dar.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

terça-feira, 9 de julho de 2013

A nossa casa...


... transformou-se num acampamento de ciganos. Esta noite rumámos os três direitinhos à sala em busca de um local mais fresco para podermos descansar, já que a noite passada não pregámos olho e quase que assámos no forno em que se transformou o nosso quarto. Janelas abertas de par em par, para deixar o ar circular (e eu cheiinha de medo, que um qualquer gatuno se lembrasse de escalar até ao sexto andar e entrar-me para dentro de casa e na melhor das hipóteses levar-me apenas os pertences), colcha edredão fofinha estendida por cima do tapete da sala, com um lençol de algodão branquinho a sobrepor. Assim que apanhei o meu Sr. Di a dormir, peguei-lhe e levei-o para a sala onde corria uma brisa amena, bem diferente do bafo do nosso quarto, onde não passa uma corrente de ar. Rezei a todos os anjinhos para que o meu Di não acordasse, quando se deu um enorme chavascal na rua. Eram os camiões do lixo a descarregar os contentores. Felizmente os anjinhos ouviram as minhas preces e o meu Di murmurou qualquer coisa, mas voltou a adormecer instantaneamente, aliás acho que não chegou a acordar! Se ele acordasse acabava-se logo ali a minha noite amena e tranquila, teria de regressar ao forno, porque para o meu Di, a sala não é local para dormir, ora essa! Estão todos malucos ou quê?! Cama, caminha com eles, com 40.º graus de temperatura como companhia, que foi o que nos aconteceu na noite passada. 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Bom dia, bom dia, bom dia alegria


Adoro estas noites quentes com cheiro de verão. Estas noites que abrimos as janelas de par em par e que adormecemos com a lua como companheira, mesmo ali ao nosso lado. Adoro estas manhãs em que acordo com o chilrear dos pássaros no parapeito da nossa janela como que a desejar-nos bom dia. Adoro estas manhãs em que me levanto mal o sol nasce e que ainda ensonada me meto debaixo de um duche morno, quase frio, e desperto para mais um dia cheio de alegria e de boa disposição. Adoro estes dias em que não tenho mãos a medir para uma agenda cheia de compromissos. Adoro estes dias em que antevejo um fim-de-semana para lá de fantástico na companhia deles, os meus grandes amores e dela, a minha adorada família.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

What you resist, persists...


Mais uma vez a vida ensinou-me que nem sempre vale a pena lutar, que nem sempre vale a pena resistir, que nem sempre vale a pena persistir, que um dia tudo se encaixa no devido lugar, que a nossa mente, Deus ou o Universo (depende da crença de cada um) se encarrega de encarrilhar de novo os carris da nossa existência nesta enorme locomotiva que se chama vida. Só precisamos de acreditar muito nesta lei universal, nesta energia vibrante que tudo transforma e para a qual tudo é possível, basta crer.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

ATENÇÃO, ATENÇÃO...


... Fim-de-semana em acção. 
e nós vamos estar  em algures, num local assim.


Ontem houve reunião de família. Só faltou o pai...


Ontem tive uma conversinha de pé de orelha com o meu Di. O que é isto de fazer birras por tudo e por nada? Ai, ai, ai, ai… paciência de mãe não se esgota, mas caramba, também existem limites!
Disse-lhe, calmamente, que estava triste com ele, porque não me obedecia e passava a vida a chorar e atirar-se para o chão e a espernear e que isso era muitooooo feio pois só os meninos maus o faziam. Mostrei-lhe pela milionésima vez a dentada que me deu e disse-lhe que doía muitoooo. Ele deu-me muitos beijinhos, mas isso não é novidade porque o meu Di pode ser muito traquinas mas é muito mimoso comigo, enche-me de beijinhos a toda a hora.
- Portas-te bem, filho? Já não te deitas no chão a chorar e a fazer birras? – perguntei-lhe olhando-o nos olhinhos.
- Tim – prometeu-me aquele fofinho de palmo e meio agarrado ao meu pescoço.
Coitadinho do meu Di, levou um tamanho raspanete, que hoje quando o fui levar à escola até se riu. 

Não te dou, não te troco, não te empresto.♥

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sr. Di o birrento.


Sr. Di, meu filho, está a atravessar uma fase complicada, ele é birras desde que acorda até que se deita. Este meu rapaz pequeno anda levado da breca. É birra para ir tomar banho, é birra para sair da banheira, é birra para ver os nés (tradução: bonecos), é birra porque os nés acabaram, é birra porque não quer aqueles nés, é birra porque não quer ir para a mesa jantar, é birra porque quer ir no carro do avô, é birra porque de manhã não quer ir para a escola, é birra para ficar na escola… aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, a minha vida com este minorca meio palmo de gente autoritário, birrento e teimoso.
Ontem estava uma noite fantástica, quente com cheiro a verão. Jantámos cedo e porque não irmos passear a Nini (o nosso elemento familiar da raça canina) e dar uma voltinha no parque? – pensei, olhando o meu pequeno e adorado pestinha  Assim foi, lá fomos nós. Escorregou vezes sem conta em todos os escorregas, um deles deixava-lhe o cabelo em pé com a eletricidade estática, (ficava tão engraçado!), também andou no baloiço e em todos os outros divertimentos. As outras mães ficavam estupefactas com a tamanha agilidade deste meu rapaz pequeno de apenas dois anos. Não subia o escorrega pelas escadas mas pelo próprio escorrega, baloiçava numa barra qual macaco na amazónia, corria, escorregava, baloiçava, ria, ralhava com quem fizesse festinhas na Nini, porque a Nini é sua propriedade e ninguém tem autorização para lhe tocar, enfim nenhum dos outros miúdos, e todos eles eram mais velhos que o meu Di, conseguiam fazer metade do que ele fez ou tinham metade da sua energia.
 Depois de uma hora e meia de escorregas e baloiços decidi que eram horas de regressarmos a casa. Comecei a mentalizá-lo que devíamos ir embora e que aquela seria a ultima vez que escorregaria. Aqui foi a pior parte!
Resultado: enfiou-se na plataforma dos escorregas e não descia. Nem às minhas chantagens ele cedia “olha a mãe vai embora com a Nini e tu ficas aqui sozinho” ou “olha o avô está à nossa espera” e a melhor de todas “olha o parque vai fechar, o Sr. Porteiro vai fechar a porta e depois ficamos cá trancados”. Algum tempo depois lá desceu, porque já não aguentava mais tempo sem escorregar. Assim que o apanhei a jeito, e já passava das 10 da noite, dei-lhe a mão e encaminhei-o para fora do parque. Começou a birra. Uma birra transcendental, memorável, que jamais esquecerei. Debaixo do olhar dos vizinhos que passeavam pelo bairro áquela hora, senti-me tão envergonhada, mas tão envergonhada… tive de carregar com aquele pestinha ao colo até a casa com ele a espernear e não me safei de uma valente mordidela que me deixou o braço negro. Em alguns olhares vi reprovação, fui a má da fita, a vilã, a madrasta impaciente, noutros vi a compreensão e senti-lhes no olhar a piedade do “sei bem o que isso é, o meu também já foi assim.”
Conclusão: Sr. Di está de castigo, hoje não há nés para ninguém e não mete os pés no parque tão cedo.
Com tanta qualidade que o pai tem, pois o meu rapaz pequeno logo tinha de herdar o maior defeito do meu amor grande, a teimosia.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

OH pá, agora muito a sério...


... já estou mesmo a desesperar, o ar condicionado continua avariado. O #$%& do Sr. Técnico que contactei ontem, não meteu cá os pés. Eu logo vi pela conversa dele que o tipo me ia mandar às urtigas  Está bem abelha.

Até à data ainda só tinha deixado um livro a meio. Tentei lê-lo vezes sem conta, esforcei-me, levei com o dito na cara, cada vez que adormeci com ele nas mãos, (e pesado que ele era!), tentei várias vezes iniciar a leitura na primeira página na esperança que alguma palavra anteriormente despercebida me estimulasse naquela luta, mas não CON-SE-GUI. Desisti e encostei-o na prateleira. Anos mais tarde voltei a pegar-lhe e voltei a encosta-lo à box. Penso até, que o dei a alguém.
Nunca mais me tinha acontecido nada parecido, esforcei-me sempre por acabar a leitura de todos os livros que iniciei, mesmo aqueles que não me despertavam muito interesse. Era incapaz não terminar um livro, sentia como que um peso na consciência, algo pendente que urgia um fim, mas infelizmente voltou-me a acontecer. É verdade, andei durante dois meses a tentar ler um livro e não consegui sair do meio. Desisti, porque a minha mente também mudou. Não tenho tempo para perder com coisas de que não gosto e por isso parti para outro. Um outro que andava para ler há muito tempo, da minha adorada Isabel Allende que nunca, nunca me deixa mal.
O Perfume nunca mais o vi e o outro, cujo título nem sequer consegui memorizar, fica muitíssimo bem na prateleira do fundo.

terça-feira, 25 de junho de 2013


É só para dizer que o $%&# do ar condicionado pifou. Estou quase a desmaiar. Tenho a tensão lá em baixo.  

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Mais um fim-de-semana fantástico...


... no nosso lugar de eleição, no nosso refúgio. Esta não é a minha terra de nascença, no meu Cartão do Cidadão não consta o seu nome, não faço parte das lista de eleitores deste local, mas é aqui que eu pertenço, esta é a terra que eu escolhi para ser minha. Um dia hei-de viver aqui o ano inteiro.


sexta-feira, 21 de junho de 2013


O que eu estou mesmo a precisar é de umas bem-ditas férias. Mas ainda falta tanto tempo! Ajudai-me senhor, ajudai-me.

terça-feira, 18 de junho de 2013




Dizem as más e as boas línguas que vai ser sempre assim até ao final do verão, uns dias soalheiros outros como hoje, chuvosos, ventosos, deprimentes e decepcionantes. As roupas frescas, coloridas e leves permanecem penduradas no roupeiro sem que lhes dê uso e já vamos em meados de Junho. Eu, que regra geral não me deixo afrontar com estas questões da natureza, também já ando a perder a paciência. Esta seria, supostamente, a semana de praia do meu Di, que ficou retido na escola em fato de banho e crocs, por não existirem condições climatéricas para o meu rapaz pavonear os abdominais bem trabalhados e os glúteozinhos redondinhos e tonificados numa caminhada pelo areal de Carcavelos.
Ai São Pedro, São Pedro, não estará na hora de pedir a reforma? Ou pelo menos umas férias, vá? Mas por favor, larga-nos da mão!!!

sexta-feira, 14 de junho de 2013


O Nobel que mais admiro é sem dúvida o Nelson Mandela. Admiro-lhe a humildade, a inteligência, a bondade, a perspicácia. É comovente a sua benevolência e a sua crença nas pessoas, mesmo depois de tudo o que passou.
Estou a fazer figa pelo Mandiba. 

2 ª parte - Na Bélgica foi mais ou menos assim...


Defendo o estereótipo de que existem por esse planeta fora muitas mais mulheres bonitas do que homens. Em todos os locais por onde já passei constato esse facto e a Bélgica não foi excepção  Acho que as mulheres no geral, não interessa peso, altura ou estatura, têm mais pinta, são mais sensuais, más cálientes. Embora na Bélgica não tenham pinga de sensualidade e muito menos são calientes como as mexicanas, achei-as elegantes, altas e espadaúdas. Algumas de tão elegantes só têm pele em cima do esqueleto. (quase não existem Belgas com excesso de peso. Coitados, nem eles gostam da sua própria gastronomia.)
Relativamente aos Belgas, não vi um que se aproveitasse. Feiinhos, feiinhos que até dão dó. E digo-vos mais, segundo o meu conceito que defende que o PIB está intrinsecamente ligado à dentadura de uma nação, devo dizer que os Belgas devem estar à beira de um colapso financeiro. Nunca vi povo com o teclado tão lixado.
Sim, admito que também sou esquisita como o caneco no que toca ao meu par. Para além do meu homem, muito poucos que conheci levar-me-iam ao altar, aliás, nenhum. O único homem pelo qual suspiro, para além do meu, é o Leonardo Di Caprio. Linnnnndooooo de morrer! AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHhhhhhhh. Mas esse não o conheço e não é para o meu humilde bico. (temos que ter noção das nossas capacidades!) Ele é mais Gisele, Bar Refaeli e Madalina. Além do mais acho que o tipo deve ter mau feitio. Com tanta mulher linda que já lhe passou pelas mãos e não há meio de assentar. Ai, ai, Di Caprio, olha que como diz o velho ditado, quem muito escolhe acaba escolhido.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

With lots of love


Hoje, duas das pessoas que mais adoro fazem quarenta e um anos que ataram as suas vidas num nó cego, tão apertado que jamais será ou foi desfeito. Toda a minha vida vi os meus pais juntos, unidos, nem sempre em perfeita sintonia, é verdade! Nem sempre o sol brilhou para eles, muitas vezes ralharam e discutiram, mas, muitas mais vezes, riram, festejaram e amaram. E sempre, sempre partilharam um amor incondicional, um amor imortal. Tenho um grande exemplo de vida, espero ser uma boa discípula e conseguir seguir exactamente as mesmas pegadas deste amor lamechas (que é como o amor te de ser!) e que daqui a trinta e três anos sejamos nós (eu e o meu amor) a festejar os nossos quarenta e um anos de casados.

PS: Sim, os meus pais casaram pelas noivas de Santo António. E não, na altura não era nada piroso! 


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Viagem para a Bélgica foi mais ou menos assim…


Como já contei o meu Di sentiu-se mal na viagem, com direito a vomitado, febre, tremores e mais o que se possa imaginar. Porém, no meio desta confusão e da minha aflição por ver o meu rapaz pequeno naquele estado, tive a sorte de viajar com uma tripulação fantástica que se esmeraram em ajudar-me naquilo que foi possível. A TAP nunca me desapontou.
Adiante, ainda antes de entrar no avião e ainda a confusão e o meu desespero não se tinham instalado, instalaram-se-me os nervos por mim a cima, apesar da minha aparência descontraída. Quando anunciaram a entrada no avião informaram, como sempre, em alto e bom som, que os adultos acompanhados de crianças têm prioridade para entrar. Ora o meu Di já não é nenhum bebé de colo, pois não, mas é um menino de dois anos, traquinas, irrequieto, que não pára sossegado e cuja palavra esperar ainda não existe no seu parco vocabulário. Eu aproveitei a prioridade a que tinha direito, e pimbas, passei à frente daquela gente toda. Uns pais com um bebé de colo (julgo que devia ter dias) seguiram os meus passos e pimba, também passaram à frente.  
Quando chegei ao inico da fila estavam lá aqueles senhores muito viajados e vaidosos de possuírem aqueles cartões Gold da TAP que lhes dá prioridade na entrada, (o senhor meu marido também tem, mas não é vaidoso), e que lhes permite a entrada numa salinha que se chama Lounge onde podem trincar umas sandochas e beber umas jolas, mesmo antes de viajar, e tudo à moi. Ahh, e ainda podem trazer as revistas que quiserem. (eu nunca estive tão actualizada.) Adiante, todos aqueles senhores prioritários olharam-me de soslaio quando timidamente, me encostei ali num cantinho à espera que me mandassem entrar, quando uma hospedeira me viu e simpaticamente me fez sinal: “a senhora com o bebé, queira fazer o favor de passar.”
- Até que idade as crianças têm prioridade? – Perguntou um prioritário com um sorriso fingido.
- Não está estipulada a idade – respondeu simpaticamente a senhora hospedeira.
Fiquei logo com os cabelos eriçados perante a sua questão. Não suporto este tipo de comportamentos altaneiros. Tão finesse na sua altivez e depois estraga tudo com a mesquinhez. Tenho para mim, que só diz uma coisa destas o detentor de uma grande insensibilidade, ou quem nunca foi pai ou mãe e não sabe o quanto estas pequenas atenções fazem a diferença no nosso dia-a-dia, ou quem é pai ou mãe de um robot. É que aquele senhor, e todos os outros, já tinham lugar marcado, estavam numa fila para entrar num avião, cujo lugar é garantido, não estavam na fila para o autocarro em hora de ponta com dezenas de pessoas a desejarem chegar a casa o mais depressa possível. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Na Bélgica foi mais ou menos assim...


O meu Di passou mal na viagem, vomitou tout l’avion. Ok, não foi o avião todo, foi só o seu lugar, mas foi o suficiente para me deixar tão, mas tão preocupada e tão triste. Coitadinho do meu Di, ainda por cima, apareceu-lhe um febrão daqueles e uma tosse terrível. Ele já estava um pouco constipado mas parece que o voo instigou a doença ao máximo.
Felizmente, e depois de uma noite terrível cheio de febre e eu já a pesquisar na internet a rua do hospital mais próximo, just in case, a partir do segundo dia lá melhorou, pelo menos a febre deu tréguas apesar da tosse e da falta de apetite.
Adiante, gostei de Bruxelas, mas gostei mais de Burgge. Gostei da Bélgica, mas o que eu adorei mesmo, foi este fim-de-semana a três, eu e eles, os meus dois amores, o pequenino e o grande. Não interessa o sitio,  as pessoas é que contam, as minhas pessoas. Detestei regressar sem ele, detestei deixá-lo para mais uma semana de trabalho. Porém, pensamento positivo, quinta-feira já o tenho de volta.

Amo estes meus dois amores.

Não vos dou, não vos troco, não vos empresto.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Fim-de-semana à porta...


... e desde ontem que começámos em contagem decrescente para a nossa viagem a Bruxelas. Desta vez não é o pai que se põe a caminho sou eu e o Di que vamos ao seu encontro para três dias a três.
Já falta menos de 24 horas para estarmos juntos. Está quase, aliás, já só falta o quase.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Até um dia Rodrigo.


A partir de hoje brilhará mais uma estrela no céu, um novo anjinho que velará por todos nós.

Como viverá a mãe Vanessa depois disto? É a questão que se impõe e que passa pela cabeça de nós, mães que não conseguimos vestir a sua pele. Com muita dor e desalento, porém com a certeza que um dia  reencontrar-se-á com o seu anjinho em alguma parte deste enorme universo, lá onde só as almas boas se reencontram, lá onde só os que se amam para além da vida se reconhecem, e aí poderá sentir de novo o seu cheiro, ouvir o som da sua gargalhada e sentir aquele abraço apertado que só as mães sabem sentir.

Até lá, cada momento de alegria que vivenciar (que vai viver), cada momento que a fizer sorrir, (que vai voltar a sorrir) será o seu Rodrigo a sussurrar-lhe a  felicidade por mais um dia da sua vida.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O melhor momento do dia.


Sei que me repito dia após dia, mas os meus melhores momentos são sempre aqueles que passo com o meu Di. É tão bom o seu sorriso e o seu abracinho quando o vou buscar à escola e as festinhas que me faz enquanto repete “mãe, mãe, mãe”. É tão compensador vê-lo brincar no parque ou vê-lo dançar ao som da música do Panda, feliz, sempre tão feliz. É tão bom quando ao final do dia procura o embalo do meu colo para se aquietar e adormecer enroscadinho nos meus braços com a sua mãozinha sapuda no meu rosto.
Não te dou, não te troco, não te empresto.
Amote

terça-feira, 4 de junho de 2013

Pergunta do pai.


- Dormiram bem? O Di passou bem a noite? – Perguntou o pai esta manhã via e-mail de Bruxelas.
- Sim graças a Deus, eu com um anjinho chamado Di e o Di com um anjinho chamado mãe – respondi-lhe.
- Venha o diabo e escolha – devolveu a peste.

PIB


Tenho para mim que o crescimento ou o decréscimo do PIB está intrinsecamente correlacionado com a dentadura de uma nação. Nunca vi tanto desdentado nem nunca senti tanto mau hálito como actualmente. Irra, courgettes e cenouras, logo eu que tenho um olfacto tão apurado que mais pareço um cão de caça. E sensível? Ninguém imagina o quanto eu sou sensível aos maus cheiros.
Quando passeio pela rua ou quando falo com alguém o primeiro pormenor que me salta à vista é o cuidado com a boca e infelizmente, desde que se instalou a crise parece que vejo cada vez mais pessoas com o teclado todo lixado.
Não existe nada que mais me agrade noutra pessoa e em mim própria do que uma boca sã, de hálito fresco, sem crateras, sujidades, tártaros, cáries e outras porcarias do género. Admito que alguém seja marreco, careca, coxo, perneta, vesgo, pode até ter as sete camadas de pele cheiinhas de celulite e as maminhas descaídas, desde que tenha o teclado intacto e limpinho por mim já ganhou pontos.
Sei que uma ida ao dentista é o mesmo preço que um vestido na Sacoor, sei que o tratamento de uma cárie fica ao preço de uma mala na Furla e que um implante é o preço de um porta-chaves na Hermès, mas não valerá mais a pena ter um aspecto digno e saudável do que todos esses apetrechos? A boca é o primeiro veículo de entrada do nosso corpo e é também o nosso cartão de apresentação, por isso não compreendo quem injecta quilos de botox no rosto, ou quem mete implantes para as maminhas ficarem empinadas e não põe um implante no lugar da cratera que têm no meio da dentadura.
Há que saber definir prioridades senhores, e que tal começar pela prevenção? A pasta dos dentes, o elixir e o fio dental não são assim tão caros e o Dr. OZ defende a tese que o uso do fio dental aumenta a esperança média de vida do seu usuário em sete anos.  
E mais, tenho a dizer que o meu Di começou a lavar o dente (só tinha um) com quatro meses!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ahhh, o meu catraiozinho que foi baptizado só tem 8 aninhos, mas já é um marmanjolitas. Muito fofo, (nesta parte sai à mãe), então com aquela fatiota ficava mesmo uma doçura, porém não deixa de ser marmanjolas.♥

Fim-de-semana

No Sábado rumámos de malas e bagagens até ao Zoo, numa visita relâmpago, o meu Di adorou, ficou fascinado com os leões, com as girafas, com os elefantes e com a bicharada no geral. Eu também adorei. Há muitos anos que não ia ao Zoo e confesso que desta vez foi a que mais gostei, vi com outros olhos, com olhos de mãe, apreciei cada exclamação do meu Di, com o dedito em riste a apontar para os animais. Adoro cada vez mais estes momentos nossos, a três.
- Mãe, mãe, ãooo. (Tradução: mãe olha o Leão.)
O baptizado correu muito bem, o Sr. Di portou-se como isso mesmo, como um senhor. Esteve sempre caladinho e sossegado ao meu colo, claro que tive a parceria fantástica do Noddy e do Ruca em modo silencioso. (O Ipad foi a melhor invenção dos últimos anos, é só isso que eu tenho para vos dizer.) O rapaz baptizado testava um miminho dentro da sua indumentária festiva e também esteve à altura da celebração o que deixou a sua mamancita (que estava linda!) orgulhosa com a lágrima ao cantito do olho. Tudo correu sobre rodas, portanto.
Às vezes quando esperamos o pior, o mais ou menos acontece. A vida tem destas boas surpresas.