quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Patrick Swayze
Esta foi provavelmente a cena de um filme que mais vi em toda a minha vida! Talvez umas 1000!
Imaginei-me vezes sem conta no lugar da “Baby”, a rodopiar pelo salão rodeada pelos braços fortes cheios de músculos bem definidos do Patrick Swayze, ao som do inesquecível “Time of my life”. Foram muitas as vezes que juntamente com as minhas amigua (na altura com 8 ou 9 anos) treinámos os passos enquanto víamos o filme pela milionésima vez, sem que nada nem ninguém conseguisse desviar a nossa atenção da sua pose alinhada, máscula e majestosa, like the wind.
He's like the wind through my dreams
He rides the night next to me
He leads me through moonlight
Only to burn me with the sun
He's taken my heart,
(But) he doesn't know what he's done
Feel his breath in my face
His body close to me
Can't look in his eyes
He's out of my league
Just a fool to believe
I have anything he needs
He's like the wind
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Depois de 4 horas de viagem de comboio com paragem em todas as estações, (onde actualizei a minha leitura), finalmente regressei aos braços do meu amado após 4 dolorosos dias de privação amorosa.
Devia ser proibido gostar-se tanto! O coração devia vir equipado com um “conta-amor”. Assim que excedêssemos a quantidade máxima imposta por lei, zás, pagávamos uma multa!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
De volta à base parental!
Sim, é verdade que estou de volta ao lar parental!Após oito meses de casório dormi pela primeira vez no meu harmonioso quarto de solteira, situado mesmo ao lado do quarto dos meus queridos papys onde, desta forma, sempre me senti protegida dos papões e dos ladrões!
Já me tinha esquecido do quão fantástico é dormir numa cama sozinha onde me posso esticar e rolar ora para a direita ora para a esquerda, enrolada nos sedosos lençóis com motivos florais, sem ninguém a resmungar-me ao ouvido a dizer que estou a defraudar o espaço alheio. E melhor ainda, sem ter que ouvir o seu ronco ensurdecedor!
Não! Não se assustem, não me divorciei! Continuo juntinha com o meu mais-que-tudo. (apesar do seu ronco, dar direito a divorcio!) O nosso casamento está muito bem obrigada e recomenda-se. Estou apenas a passar estes dias no sempre saudoso e afectuoso lar parental, pois o meu querido teve uma semana de férias a mais do que eu, e rumou à sua rica terrinha, (mais precisamente, Medelim de Portugal, a tal que já vos tinha falado e onde o Pablo Escobar nunca pôs os pés), para uns dias de descanso naquele entediante marasmo.
E perguntam vocês, porquê voltar para casa dos papys e não ficar na minha própria casinha descansadinha sem o buliço provocado a toda a hora e a todo o minuto pelos seus moradores, incluindo a Niki?
- Bom, (respondo eu) porque para além das saudades desta confusão saudável que eu adoro, também tenho, como é que hei-de dizer!?, assim uma, deixa cá ver!, talvez a palavra correcta seja mesmo, cagunfazita!
- De quê? (perguntam vocês, mas só aqueles que não me conhecem bem!)
Resposta: de dormir sozinha naquela casa enorme!
Aposto que ficaria acordada a noite inteira a ouvir todo e qualquer ruído, incluindo os actos sexuais dos meus vizinhos, (que fazem um barulho do caraças!) e o choro do bebé do lado que de três em três horas lembra-se de armar o berreiro! Para não falar da minha obsessão com ladrões e Serial Killers!
Resumindo, seriam cinco noites em claro à espera que amanhecesse o mais rapidamente possível, para me pôr a andar para o trabalho.
PS: Estou cheia de saudades do meu quido!
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Férias
De regresso à confusão depois de umas merecidas, desejadas e ansiadas férias.Devo dizer que estas duas últimas semanas souberam-me a “gingas”. Foram um mix romântico-familiar.
Na primeira semana, bem romântica, por sinal, estive em Peniche acompanhada única e exclusivamente pelo meu mais-que-tudo, onde concretizámos o nosso objectivo principal. Dormir e relaxar! Aliás, acho até que hibernámos, na verdadeira ascensão da palavra! Pudera com aquela geada, nevoeiro, cacimba, ou lá como lhe queiram chamar, que não deixava o sol espreitar e que me congelava os neurónios, com os seus míseros 20º (enquanto o resto do país ardia nuns potentes 40.º), não havia muita vontade de ir a banhos! Estava fresquinho, fresquinho!
Já bem descansaditos e com as baterias semi-recarregadas, rumámos a Sesimbra para uma semaninha de praia em condições. Aqui, acompanhados dos nossos, barulhentos e buliçosos familiares desfrutámos de uns animados banhos na Figueirinha situada na sempre deslumbrante Serra da Arrábida.
Mas o melhor mesmo, foi aquela louca tarde de piscina! E mais não digo! Upsss! Acho que já falei demais!
Agora tenho mesmo de ir trabalhar. Tenho um monte de facturas, orçamentos e afins, a olhar para mim, em jeito de pressão!
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Inveja
Entendo a inveja como o trunfo no jogo da sueca. Podemos ter o melhor jogo em mãos repleto de Ases, Reis e Manilhas, mas de repente numa jogada supostamente a nosso favor o adversário deita a última carta e zás! Um pequeno e insignificante dois de Copas, invejoso como ele só, arrasa com o nosso sumptuoso e brioso Ás de Espadas que guardámos com tanto zelo com o intuito de fazer a jogada da noite e arrecadar mais uns quantos pontos numa só vaza.
Era assim que eu me sentia! Arrasada para o resto do dia, quando percebia que eu e os meus, éramos alvo da mais ínfima inveja alheia.
A inveja é a soberana dos sentimentos nocivos e medíocres. É a doença dos coitados e dos infelizes. Dos intriguistas e dos alcoviteiros. Dos descrentes e dos desgraçados. E infelizmente a grande maioria dos Homens, os ditos seres inteligentes, sofrem exageradamente desta patologia! Nunca vi um gato, um cão ou um periquito invejar fosse quem fosse ou o que fosse! Será que somos assim tão inteligentes?! Ou somos apenas estupidamente arrogantes?!
Sei de famílias e amizades desfragmentadas devido a esta maleita pegajosa e epidémica, que contagia e corrompe até o mais inocente dos seres. Existe inveja para todos os gostos e feitios. Inveja do êxito profissional do irmão, inveja da ascensão social do primo, inveja da posição social e económica do tio, inveja por a coisa do vizinho (não interessa o quê) ser maior ou melhor do que a minha, inveja…, inveja…, inveja…, etc.
Contudo, quem nunca sentiu uma pontinha de inveja? Eu já senti! Sempre desejei ter umas pernas iguais às da Heidi Klum, a altura da Malu Mader e ser uma Pop Star como a Madonna.
Existe um tipo de inveja salutar e benigna à qual eu prefiro referir-me de desejo. Desejar o que é belo e atraente, desejar ter ou ser algo melhor não é preocupante e muito menos nocivo. Nocivo é desejar o que é alheio ao mesmo tempo que se desdenha, é criticar o que é belo e atraente e desejá-lo ter ou ser, é censurar a felicidade alheia e desejar senti-la, é criticar invés de elogiar.
Pessoalmente, já ultrapassei aquela fase em que os maliciosos dois de Copas me deixavam mazelas e abriam feridas profundas e difíceis de sarar. Estou vacinada contra essa pandemia. Já passei à fase em que minha indiferença os expulsa naturalmente, e talvez por isso tenha tão poucos amigos e tantos conhecidos. Tornei-me apologista da velha máxima “mais vale poucos mas bons!”.
E a vocês, Srs. Poucos e Sras. Poucas, MAS BONS E BOAS, o meu bem-haja e a minha amizade sincera e genuína! (Vocês sabem quem são!)
segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Oh Meu Deus! POR FAVORRRR, tirem-me deste filme!! – Este foi o meu pensamento constante durante o dia de ontem. Quase espetei um punhal no meu próprio coração! Tive de arrancar a faca de serrilha da mão do meu mais que tudo com receio que ele cometesse o suicídio ou qui ça o homicídio! O meu pai fechou a porta de acesso ao barbecue com receio de não se conseguir conter e assar a língua e as cordas vocais de alguma das convidadas!
Tudo isto porque a minha mãe resolveu convidar uma parte da sua família composta maioritariamente pelo género feminino que poluíram o nosso refúgio, para onde semanalmente rumamos à procura de paz e descanso, com gritos, selvajarias, empurrões, incompreensão, intolerância e descortesia, sempre acompanhados de uns indecorosos e pindéricos “bueda fixes” e uns “muita baril”, até deixarem as nossas cabeças doridas e a latejar de dor.
- Bolas, o que vale é que só as convidamos uma vez por ano! – Desabafou a minha mãe enquanto acendíamos um incenso para afastarmos os maus espíritos deixados!
Lembram-se de vos contar a história do baptizado da filha do meu afilhado?! Pois é, meus caros amigos, estas ladies conseguiram arrecadar o prémio da descortesia, incivilidade e pimbalhice! E com distinção!
Tudo isto porque a minha mãe resolveu convidar uma parte da sua família composta maioritariamente pelo género feminino que poluíram o nosso refúgio, para onde semanalmente rumamos à procura de paz e descanso, com gritos, selvajarias, empurrões, incompreensão, intolerância e descortesia, sempre acompanhados de uns indecorosos e pindéricos “bueda fixes” e uns “muita baril”, até deixarem as nossas cabeças doridas e a latejar de dor.
- Bolas, o que vale é que só as convidamos uma vez por ano! – Desabafou a minha mãe enquanto acendíamos um incenso para afastarmos os maus espíritos deixados!
Lembram-se de vos contar a história do baptizado da filha do meu afilhado?! Pois é, meus caros amigos, estas ladies conseguiram arrecadar o prémio da descortesia, incivilidade e pimbalhice! E com distinção!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Aiii que NERVOS!!! Isto é demais para uma manhã de segunda-feira! O QUE É QUE aquele minúsculo frasco azul de DESODORIZANTE está a fazer no armário da cozinha, juntamente com os ovos, arroz, massas e outros itens alimentares???Amanhã vou-lhe servir o pequeno-almoço na cama, numa cena romântica! Adivinhei o menu!
Torradas barradas com Nivea Roll-on for men, acompanhadas de uma chavenazinha de Vasenol Gel Cuidado intensivo com uma pitadinha de pó de talco!
Acordo-o com um doce sussuro do género, “Good morning my Dear Love”, dentro do meu, mais sexy, baby doll e espero que apanhe uma valente intoxicação alimentar para apreender a arrumar as compras no sitio certo!!
Só falta meter o shampoo no frigorífico ou a Gillette na gaveta dos talheres! Sim, sim, porque nunca se sabe se não será necessário depilar algum bocado de chispe antes de o meter na panela! Mais vale prevenir do que remediar!!
terça-feira, 14 de julho de 2009
Futebol
Hoje enquanto divagava pela minha Blog Roll descobri que a Pipoca é adepta do Benfica. Daquelas que tem o kit de sócia e tudo, (o que quer que isso seja!), que vai ao estádio, que aplaude quando o esférico entra na baliza, e suspeito que, também, chama nomes ao Sr. Arbitro quando este assinala fora de jogo contra o Benfica.Eu cá sou daquelas que não percebe nada de futebol. E nem deseja perceber! No liceu, aquando as aulas de educação física, nunca era escolhida pelos capitães de equipa, os quais, na grande maioria das vezes eram as minhas amigas. A equipa que ficava comigo, por imposição do professor, recebia-me com bastante relutância e descontentamento.
- “Oh professor a Pipa não pode ficar no banco como sobresselente?!” – Retaliava a minha amiga Marlene sempre que, à sua revelia, eu calhava na sua equipa.
- “Vê lá se ao menos reconheces os membros da tua equipa e não passas a bola aos adversários!” – Alvitrava a minha amiga Sónia, irritada como se eu tivesse a culpa de a bola ter ido parar aos pés de um colega da equipa adversária!
Sentia-me rejeitada, magoada e até mesmo repudiada. Estes actos pouco louváveis das minhas inimigas em campo, (mas boas amigas para a vida), quase faziam de mim uma adolescente infeliz, problemática e traumatizada. (Por um triz, não me tornei numa meliante, minhas meninas! Ah pois é!) Reconheço que nunca tive o talento do Pantera Negra e é obvio que nunca ousei sonhar em algum dia ser galardoada com a Bota de Ouro e muito menos ter uma recepção calorosa dos meus fãs a desgrenharem-se e a lutarem por um autógrafo, qual Cristiano Ronaldo no Real Madrid. Mas ao menos, deviam ter reconhecido o meu esforço como dissuasora de possíveis golos, sempre que chutava e acertava na canela de um adversário em vez de chutar na bola e o meu talento como comediante, quando acertava em rigorosamente nada, para além do ar, pondo os adversários e os colegas de equipa a gargalhar provocando a alegria e o bem-estar geral.
Bem, mas a verdade é que eu sempre achei o futebol uma grande seca! Excluindo, pois está claro!, o Europeu de 2004 quando o Scolari conseguiu contagiar os Portugueses com a esperança de sermos campeões Europeus. Eu não fui excepção, e confesso que nessa altura me tornei numa adepta fervorosa, histérica, com nervos e suores frios, cada vez que era altura da marcação de penaltys.
Contudo, esta minha natural indiferença pelo futebol transformou-se em algo maior. Apesar de não ser apreciadora do dito desporto nacional, detinha alguma simpatia pelo Sporting (o clube do coração do meu padrinho que me incutiu no espírito algum do seu amor à camisola). Mas, quis o destino que eu me torna-se na mais-que-tudo de um mais-que-tudo Sportinguista fervoroso, com antecedentes familiares facciosos e obsessivos e transformar esta minha pequeníssima simpatia em aversão a tudo o que é verde, tendo comportamentos anormais de repulsa, chegando a fazer figas para o Sporting perder e levar uma “cabazada” de pelo menos 6 a 0 seja qual for o adversário. Para eles o Sporting nunca merecia perder um jogo. Vitima das falcatruas dos adversários que fazem panelinhas com os árbitros, são sempre roubados e vigarizados! Todos os bons jogadores são “feitos” na academia do Sporting e depois vão-se embora. “Os mal-agradecidos! Os malandéresss!”. O Benfica devia passar para a 2.ª divisão e os benfiquistas que também são uns malandéressss, deviam de ter uma diarreia geral.
O meu padrinho e o meu mais-que-tudo que me perdoem mas realmente não há pachorra, para tão mau perder! E confesso, que ainda não percebi muito bem se amam assim tanto o Sporting ou se odeiam ainda mais o Benfica!
Bom, mas esta minha experiência com o futebol não se fica por uns toques mal dados e umas caneladas bem aviadas. E como acredito que tudo o que é repudiado e evitado nos acontece a dobrar, quis o destino uma vez mais que o futebol entrasse pela minha vida adentro. Quando aceitei aquele emprego de secretária, o tal onde os dias pareciam anos e os anos pareciam séculos, descobri que o presidente da empresa era também presidente de um clube de futebol da 1.ª divisão muito bem conotado com provas dadas e uma muito provável ascensão ao terceiro ou qui ça ao segundo lugar no campeonato.
Naquele marasmo vivido dia após dia, sem tarefas interessantes para executar, o futebol, os futebolistas, os treinadores e todas as controvérsias passaram a ser uma das minhas fontes de distracção. E bem divertida, por sinal!
Conheci uma mão cheia de craques, um pouco obtusos e limitados é verdade, mas alguns deles bem giros e todos com umas pernocas muito jeitosas! Que é o que interessa! Ora não fosse essa a principal razão das mulheres irem ao futebol!
Quase apertei a mão ao nosso menino-prodígio, não fosse ele a ter ocupada a pentear-se e a ajeitar a roupa amarrotada depois de levar um valente abraço do meu presidente.
Soube das transferências e das suas avultadas quantias em antemão e conheci o presidente do adversário mais odiado e apetecível dos Sportinguistas, que também não me apertou a mão, creio que por ser um homem muito ocupado! Ah e também não disse “boa tarde”. Acho que também por ser um homem muito ocupado! (E também um bocadito mal-educado! Não sei! Acho eu!!)
Enfim, foi uma experiência engraçada e como acredito que nada acontece por acaso, encontrei um substituto ao fastidioso Sporting.
E como dizia o meu ex-chefe: “A vida já nos dá muitos dissabores e problemas para nos chatearmos com algo que supostamente serve para nos divertir! Por isso quando o nosso clube está a perder trocamo-lo pelo que está a ganhar!”
Por isso: Viva o Braga! Viva! Viva!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Parabéns a mim e ao meu mais-que-tudo!
Parabéns a mim!
Viva! Viva! Viva!
E ontem lá foi mais um a somar aos 30 acompanhada dos meus mais queridos e dos menos queridos, também!! Dizem as más línguas, especialmente as línguas invejosas, que agora é sempre a somar, que os vinte não mais voltarão e que a gravidade não mais nos largará!
Ora, tanto quanto sei nem os vinte, nem nenhuns! Mas, confesso que os trinta têm outro sabor! Qual receita exótica! Uma colher de sopa bem cheia de inteligência, (ao invés da pequenissima colher de chá), perspicácia quanto baste, tudo temperado com muita sedução e uma pitada de beleza a gosto!
Obviamente não me considero nenhuma Giselle Bundechen e muito menos uma Heidi Klum e muito, muito menos a Demi Moore, mas também não estou nada mal para uma comum mortal sem recauchutagem!
terça-feira, 30 de junho de 2009
Parabéns a nós!
O passado dia 26 de Dezembro, há precisamente seis meses, virei mais uma página do livro da minha vida! Não foi uma página qualquer igual a tantas outras, esta foi talvez a mais importante de todas! Aquela em que se muda também de capitulo.Juntei todos os meus trapinhos, meti-os dentro da minha travel bag da Benetton, porque ainda não tenho rendimentos para uma Louis Vuitton, e parti em lua-de-mel nos braços do meu amor, no encalço de uma vida a dois com tudo a que isso tem de direito. Não passeámos de mão dada, pelos Jardins do Château de Versailles, nem tampouco tivemos um final de tarde escaldante, no topo do Empire State Building, daqueles que nos confundem os sentidos e nos invertem a rotação dos eixos, conforme tinha planeado e sonhado, como todas as noivas apaixonadas. Ao invés disso, passámos a nossa lua-de-mel numa aldeola tosca e gelada situada na Beira Baixa, algures entre Castelo Branco e a Serra da Estrela, que se chama Medelim. E desde já, informo que, apesar das semelhanças linguísticas com a célebre cidade Medellín na Colômbia, onde se situava o famoso cartel da droga, Pablo Escobar nada tem a ver com Medelim de Portugal. Medelim é uma aldeia pacata, no meio de nenhures, onde o acontecimento mais importante é a festa da Nossa Senhora do Calvário, que tem lugar no ultimo fim-de-semana de Agosto, e que por sinal é uma grande seca!Depois de uma lua-de-mel pouco glamorosa, mas muito romântica, pusemo-nos a caminho, rumo ao nosso “ninho de amor”. Foi uma noite e tanto, aquela em que pela primeira vez, dormimos na nossa nova casa, no nosso novo quarto, na nossa nova cama e nos menos novos, e já usados, lençóis que a minha mãe me emprestou e que eram meio metro mais curtos que o colchão. Como se não bastasse o frio que passámos em Medelim, também a nossa casinha se revelou numa pequena filial de Yakutsk (a cidade mais fria do mundo). E não havia amor que conseguisse aumentar a temperatura! Os primeiros dias vividos na nossa nova casa foram longos, quase intermináveis, difíceis e espinhosos! Para além das saudades do convívio e do calor familiar, o frio era desolador, desesperante e até mesmo deselegante, fazendo de mim uma imitação rasca das bonecas matrafonas. Para além dos dois edredões que cobriam a nossa cama, por cima do pijama, ainda vestia uma camisola de lã de gola alta, robe e meias grossas, revelando-me numa noiva pouco sexy e atractiva.
Depois de uma pesquisa exaustiva e de compras infrutíferas de aquecedores, radiadores e outros que tais, chegámos à conclusão que o ideal seria um potente ar condicionado, que transformasse por completo as nossas vidas. Depois de várias visitas de técnicos especializados (diziam eles!), com opiniões bastante diferenciadas relativamente à potência da dita máquina, finalmente decidimos por um maquinão capaz de provocar o degelo no Pólo Norte. A partir desse dia, o sol nasceu para nós e fez-se primavera lá em casa! O meu querido deixou de ligar o secador para aquecer a casa de banho antes do seu duche matinal e nunca mais falou em dormir na garagem, que tinha uma temperatura notoriamente mais agradável que a nossa casa. Eu deixei de visualizar o meu próprio bafo, o meu nariz deixou de pingar e o seu tom rosado desapareceu. Viva a primavera! Viva!
Contudo, as nossas dificuldades pós-nupciais não se ficaram por aqui. Eu e a panela de pressão não nos entediamos de maneira nenhuma, até ela se revoltar e atirar com a canja de lá para fora, numa explosão ruidosa de massa e frango que se colaram aos azulejos e ao tecto. A máquina de lavar a roupa resolveu aproveitar o embalo e também ela manifestar o seu descontentamento expelindo toda a água que continha, inundando a minha magnífica cozinha. Isto tudo, só porque, ficou presa entre o óculo e a máquina, uma minúscula peça de roupa, que agora não vou divulgar qual! Muito sensível esta maquineta, não!?
Enfim, tivemos um começo de vida um tanto ao quanto atribulado. Contudo, a normalidade imperou e hoje vivemos dias de paz aliados a momentos de louca e avassaladora paixão, qual lua-de-mel prolongada. Ah!, tirando os dias em que nos chateamos porque o fulano está muito mal habituado e não quer participar nas lides domésticas! Mas essa parte fica para outras núpcias.
No final de contas, o que interessa, é que cada momento valeu e vale a pena. (Mesmo aqueles menos abençoados!) Estou a adorar esta nova fase da minha vida. Ou melhor, esta nova fase das nossas vidas! Espero e desejo, veemente, que esta história se prolongue até ao ultimo capitulo dos nossos livros e que termine daqui a noventa anos com um: “E foram felizes para sempre!” ou um “Até que a morte os separe!”.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Estou chocada com a notícia da morte do famoso, extravagante e exuberante Michael Jackson. Tive de me beliscar para acreditar!
Não apreciava a sua musica e achava-o detentor de uma personalidade fraca e auto-destrutiva, mas não esperava ouvir uma noticias destas! O homem tinha tudo para ser imortal!
quinta-feira, 25 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Fim-de-semana de casório!
O calor abrasador fazia-se sentir nos seus imponentes 40 graus à sombra. As gotas de suor escorriam debaixo do meu modelito Prêt-à-Porter de lantejoulas muy sexy. A igreja estava à pinha com os amigos e familiares correspondentes a ambas as partes da parelha de pombinhos apaixonados e felizes.
E não, não foi o meu casamento caso estejam a pensar: “Esta filha da mãe casou-se e não nos convidou!” Foi o casamento da Inês. A minha prima emprestada, filha da minha madrinha e neta do meu padrinho.
Foi um casamento e peras! Há muito que não assistia a uma cerimónia tão bonita, apesar do calor sufocante dentro da pequena igreja de Flor da Rosa.
O copo de água, esse nem se fala! Foi excelente! Deu para o pessoal tirar a barriga da miséria com as divinais e suculentas iguarias alentejanas e apanhar umas valentes carraspanas.
Fiquei impressionada! Especialmente com o Johnny (o pai da noiva), com fama de forreta, que resolveu abrir os cordões à bolsa e não se poupar a nada!
– “ Ele vai pagar uma nota preta, filha!” – Sussurrou-me a minha querida tia Júlia, mulher do meu padrinho, avó da noiva, sogra do Johnny e uma das pessoas mais importantes da minha vida.
Estaria tudo perfeito e aprazível, não fosse a sentida ausência do meu querido padrinho, que nos deixou há onze anos, marido da minha tia Júlia, avô da Inês e também, em execquo com a minha tia Júlia, uma das pessoas mais importantes da minha vida.
No momento de cumprimentar os noivos ainda dei umas fungadelas ao pensar o quanto o meu padrinho ficaria feliz de ver aquela formosa noiva proprietária de uma boa parte do seu grande coração, a sair da igreja nos braços do seu recém-marido. Mas quando o Pedrocas (o irmão da noiva), falou das saudades que sentia do velho Gerardo Capão, aí não me consegui conter e desatei num pranto, que desde se fizera dia, estava entalado na minha garganta.
Contudo, estou segura que o meu padrinho esteve sempre presente naquele dia, ao lado dos que mais amava. Obviamente que não o vi! Não tive nenhuma alucinação e muito menos uma visão da sua aparição vestido de anjinho a esvoaçar sobre as nossas cabeças. Mas pude sentir todo o seu amor e amizade dentro do meu coração.
Viva os noivos! Viva!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Finalmente, posso gabar-me de conhecer o norte do MEU país! Já não me vou sentir envergonhada nem culpada quando viajar para outra parte do globo. Vou poder fazê-lo de consciência tranquila, pois já conheço um pouquinho mais das minhas origens.
Passei quatro dias fabulosos no Lindoso com a exuberante Serra do Gerês e o Rio Lima como paisagem predominante e apenas á distância da abertura de uma janela. Até a companhia, (que para minha admiração!), foi totalmente agradável. Sem incluir o meu querido, que é sempre um prazer estar com ele, onde quer que seja.
Para além do Lindoso, passeámos por todo o Minho. Tomámos banho numa cascata de água gelada em plena Serra do Gerês onde quase congelei ossos, vimos cavalos selvagens, brindámos com o famoso vinho verde de Ponte de Lima, refrescamo-nos na praia fluvial de Arcos de Valdevez, comemos a posta mirandesa em Viana do Castelo e nem os nuestros hermanos Gallegos, escaparam às nossas investidas turísticas.
Quando se chega a Santiago de Compostela, compreende-se o porquê do orgulho galego na sua Capital. É uma cidade linda, composta por ruas e vielas que de tão antigas (mas muito bem conservadas!) pode-se sentir a presença e até o cheiro dos nossos antepassados.
Para além da história que encontramos em cada canto de cada viela, mercearia, café ou taberna, Santiago de Compostela é também uma cidade cosmopolita cheia de glamour, apetrechada de espanholitos giros!
Pronto está bem! Também existem algumas espanholitas engraçadas!
A sua Catedral é algo de cortar a respiração e é claro que, como verdadeira supersticiosa que sou, não deixei de rezar e beijar o manto do Apóstolo Santiago. O tal que é responsável por todo este frenesim a caminho de Compostela.
Contudo a minha cidade favorita foi Viana do Minho. Fiquei bastante admirada com toda a sua beleza e organização. Pensava que seria apenas mais uma cidadeseca com meia dúzia de mercearias rascas como comércio, mas afinal revelou-se numa cidade bastante aprazível, bonita, limpa e bem arranjada, repleta de lojinhas e restaurantes de muito bom gosto.
Já a Invicta foi a maior das decepções! Que me perdoem os tripeiros, mas aquela cidade já merecia umas boas obras! Para não falar da bendita Francesinha, que me deixou indisposta o resto do dia e que mais parece comer para “cámones”. Depois de uma deliciosa posta mirandesa a Francesinha foi a maior das desilusões!
Adorei cada momento vivido, especialmente aqueles em que viajava conduzida pelo meu querido enquanto contemplava-mos e absorvia-mos toda a beleza com que Deus nos presenteou.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Este foi o texto que enviei para o concurso da activa do mês passado, o qual, para minha grande infelicidade e desolação, não ganhei! Vai-se lá saber porquê!
Casamentos, nascimentos, baptizados e afins, sempre apetrechados de opulentas máquinas fotográficas que ao mais leve click, de um dedito indicador, disparam flashes ofuscantes e contínuos, que nos deixam zonzos.
- Agora são os pais do noivo! – Exclama o fotógrafo, que dirige o desfile composto por modelitos Prèt-à-porter, comprados com alguns meses de antecedência, algures entre a Zara e a Lanidor, com o propósito de surpreender e impressionar os restantes convivas, do sexo feminino, que se olham de esguelha para não darem nas vistas, ao mesmo tempo que cochicham acerca dos sapatos da mãe da noiva.
Quem não tem uma caixa de sapatos cheia deste exemplares fotográficos, guardados para a posterioridade!? Ou, e tendo em conta a inovação tecnológica, uma pen de 4 GB com a memória completamente preenchida!? Todos temos! E no meu caso, que tenho uma família enorme, não só tenho várias caixas, como álbuns e molduras espalhados por toda a casa. Ora, são festas de aniversários dos amigos, ora casamentos das primas, baptizados dos afilhados, concertos do Roberto Carlos no salão Preto e Prata do Casino do Estoril, entre outros acontecimentos sociais e familiares.
Mas e aqueles momentos, ditos normais? Aqueles que pela simplicidade marcam toda a diferença, já que a vida é feita de coisas simples.
Aqueles em que trocamos afectos e carinhos, com os nossos pais, filhos, maridos, irmãos, amigos, etc., e que raramente são captados, por uma câmara fotográfica, mas que são tão mais importantes que aqueles momentos de pose forçada!
Aquelas tardes de verão passadas na esplanada da geladaria onde partilhamos um delicioso gelado que nos deixa o contorno dos lábios da cor de chocolate e que só nos damos conta, quando o nosso mais-que-tudo, com um gesto romântico e amoroso, limpa esses pequenos resquícios adocicados, o que nos deixa ainda mais apaixonadas!
Ou ainda, quando o nosso cão faz uma pirueta seguida de duas cambalhotas só para chamar a nossa atenção!
Confesso que momentos destes, são poucos os que tenho registados na memória da minha pen ou nas molduras espalhadas pela minha casa.
Falta de tempo; esquecimento; a mala é pequena e já não cabe mais nada lá dentro! Talvez sejam boas justificações para não levar o MP3 ou o estojo da maquilhagem, mas nunca deverão ser utilizadas, em momento algum, para justificar a ausência de uma máquina fotográfica, porque cada momento é único e, infelizmente ou felizmente, qui çá, a vida não tem o botão de rewind como os comandos dos, já, obsoletos leitores de vídeo, ou dos actualíssimos DVD’s em que podemos escolher a faixa que gostaríamos de reviver!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
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